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CONJUNTURA Notícia da edição impressa de 10/09/2015

Efeito soja evita maior tombo do PIB gaúcho

Rio Grande do Sul acumula cinco trimestres seguidos de queda da atividade, puxada principalmente pela indústria

Patrícia Comunello

FREDY VIEIRA/JC
Queda não foi maior porque a soja cresceu 15,6% e compensou o recuo de 9,1% da indústria, diz Rocha
Queda não foi maior porque a soja cresceu 15,6% e compensou o recuo de 9,1% da indústria, diz Rocha

A safra recorde da soja de 2015 já deixa saudade, pelo efeito no Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho. O grão, cuja alta de 20,4% na produção aportou 15,6% no valor adicionado da agropecuária no segundo trimestre do ano frente ao mesmo período do ano passado, estancou a sangria momentânea do PIB no Estado. A queda geral foi de 0,6% no segundo trimestre, com indústria despencando 9,1%, impostos, 4,8%, e serviços, 1,2%. Daqui para frente, advertem especialistas da Fundação de Economia e Estatística (FEE), o fator soja quase desaparecerá, pelo ciclo produtivo da safra de verão, enquanto a projeção é de maior redução na taxa para o ano.

Avessos a apontar taxas futuras, os integrantes do Núcleo de Contas Regionais da FEE admitiram que o tamanho do fosso gerado pela queda da produção industrial (o ramo de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou –28,4%) dificilmente será revertido, e o ano deve fechar com PIB negativo. De quanto será o recuo, só os próximos meses dirão. O poder da proteína ajudou ainda a deixar a atividade gaúcha em situação menos pior do que a do País. O PIB brasileiro, considerando a comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, caiu 2,6% entre abril e junho. O IBGE costuma confrontar o trimestre anterior, que ficou em -1,9%. O que tem de semelhança entre a cena local e a nacional é a sequência de cinco trimestres consecutivos de queda.

“A estagnação já vinha se firmando desde o primeiro semestre de 2014”, atenta o coordenador do Núcleo de Contas Regionais da FEE, Roberto Rocha. “É natural que o Estado siga o ciclo do Brasil, pela dependência à demanda nacional, mas a agropecuária ajudou a amenizar a crise”, emendou o presidente da FEE, Igor Morais. Os economistas sinalizaram que o Rio Grande do Sul pode estar vivendo a maior crise da atividade desde o começo dos anos 2000, desde que a série começou a ser calculada pela fundação. O ajuste de estoques da indústria, que poderia estar perto do fim, pesará no andamento do terceiro e quarto trimestres. “O segundo semestre normalmente é de recuperação industrial”, citou Morais, que viu a regra ser quebrada com as taxas negativas dede o segundo trimestre de 2014.

O tamanho das quedas e duração podem não ser, até agora, maiores que os inesquecíveis anos de 2004 e 2005, de estiagens seguidas e seis trimestres negativos. Ou no nível do solavanco de 2009, pós-tsunami da crise financeira de 2008. Mas a incerteza sobre o prazo que se manterá a deterioração atual reforçou o alerta sobre o momento. “A crise de agora tem fatores internos mais agudos, ao contrário de 2009. E tem ainda recuo da renda desde o começo do ano, que não se via nos anos anteriores”, agregou Rocha, que diagnosticou o freio de seis anos atrás mais agudo e passageiro.

“A questão é saber se estamos perto do fim da crise, pois antes de melhorar tem de parar de piorar”, advertiu o coordenador do núcleo. Na safra de PIBs negativos, indústria em geral chegou a recuar 10,1%, com máquinas e equipamentos, depois de automóveis, caindo 25,3%. A construção civil registrou -8%. Os poucos desempenhos positivos ficaram por conta da produção de celulose (12,8%), efeito da ampliação da Celulose Riograndense, em Guaíba, e de produtos químicos (12,3%).

A queda da arrecadação de impostos é efeito principalmente dos recuos da indústria e serviços. As taxas negativas são bem piores que as do PIB geral. A proposta de elevação do ICMS pelo governo estadual foi vista com cautela pelos técnicos, devido ao impacto nos custos e consumo. “Se pudesse conviver sem o pagamento de impostos, seria ótimo, mas tudo depende se o aumento é temporário ou permanente. Se for temporário, mais à frente sabe que não vai existir”, ponderou o presidente da FEE.

Desempenho negativo dominou ramos

O recuo dos serviços foi provocado pelo desempenho negativo de 8,2% do comércio, maior queda na história da série; e vendas em baixa de veículos (-24,2%) e móveis e eletrodomésticos (-12,8%). O único segmento do setor que teve taxa positiva foi o de artigos farmacêuticos (1,8%). Os técnicos da FEE debitaram a forte desaceleração do comércio ao reaquecimento das taxas de desemprego, renda corroída pela inflação e limite na oferta de crédito no Estado.

Administração pública (2,8%) e atividades imobiliárias e aluguéis (1,9%) destoaram dos índices em baixa. Intermediação financeira, alojamento e alimentação, informação e comunicação, prestados às famílias e associativos, prestados às empresas, saúde e educação mercantis, manutenção e reparação e domésticos ficaram quase estáveis, variando positivamente 0,1%.

A taxa acumulada do PIB no ano ficou em -0,9% frente ao mesmo semestre de 2014. Os impostos caíram 4%, além de indústria, com -8,2%, e serviços, -0,4%. Agropecuária teve taxa positiva de 9,7%. A indústria de transformação caiu 9,8%, com pior desempenho na fabricação de veículos, reboques e carrocerias, com -30,2%, enquanto outros produtos químicos mostraram o melhor momento (8,1%). O comércio reduziu 7,3%, com venda de artigos farmacêuticos com alta de 2,1%, mas veículos, motos, peças e partes em negativo (-21%).

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