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Teatro Notícia da edição impressa de 10/09/2015

Galileu no centro da história

Michele Rolim

JOÃO CALDAS FILHO/DIVULGAÇÃO/JC
Denise Fraga protagoniza Galileu Galilei, com texto de Bertolt Brecht
Denise Fraga protagoniza Galileu Galilei, com texto de Bertolt Brecht

A atriz Denise Fraga é uma apaixonada por Bertolt Brecht (1898-1956). Ela já interpretou a prostituta Chen Tê em A alma boa de Setsuan (2008) e, atualmente, vive Galileu Galilei (1564-1642) baseada em A vida de Galileu, também do dramaturgo alemão. A peça sobre o cientista italiano perseguido pela Inquisição por dizer que o Sol era o centro do universo ocorre dentro da programação do Porto Alegre em Cena, de hoje a sábado, às 21h, no Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/nº).

A atriz convidou para a direção Cibele Forjaz, que, inclusive, já havia montado este texto em 1998. Na montagem, também está parte do elenco que trabalhou em A alma boa de Setsuan e, ainda, profissionais da Cia. Livre, grupo dirigido por Cibele. “A priori, é um personagem que não é para mim, é um homem que gosta de comer, pesado, expansivo, vaidoso. Eu achei que era uma loucura fazer”, comenta Denise. No entanto, a atriz foi encorajada por Cibele: “Quando a linguagem teatral não é realista como em Brecht, é épica, ela propõe que os artifícios e as convenções teatrais se explicitem, então o fato de ser uma mulher é até bom, sempre o público verá que é uma atriz que interpreta Galileu”.

Denise quis fazer a peça por conta de Brecht, mas acabou arrebatada por Galileu quando começou a ler suas biografias (Galileu Galilei. Um revolucionário e seu tempo; Galileu Galilei: o primeiro físico; A filha de Galileu - Um relato biográfico de ciência, fé e amor; entre outras). “A verdade é que Denise ama Brecht, que amava Galileu”, brinca, e completa: “Assim como a minha maior vontade era estar em cena me apropriando das palavras do autor para dizer o que eu quero, Brecht se apropriou da história de Galileu para dizer o que queria”. Para ela, o espetáculo é extremamente atual. “Vivemos em um tempo onde a nossa fogueira é saber como ganhar dinheiro e se manter fiel aos seus ideais”, comenta a atriz.

Galileu foi perseguido, processado duas vezes e ameaçado de tortura, foi obrigado a negar, abjurar suas ideias publicamente. Ele passou os últimos anos no exílio escrevendo, escondido, sua obra mais importante. Em um trecho da peça, o discípulo de Galileu pergunta: “Então foi um plano? Você negou para continuar contribuindo para a ciência?” Ele responde: “Não, neguei porque tive medo”. Brecht destrói o herói, seu significado social, a discutível necessidade de sua existência em uma sociedade que compromete sua liberdade em suas inevitáveis estruturas de poder. “É da nossa responsabilidade o mundo que vivemos. A peça fala de mudanças de ponto de vista; neste momento, duvidar das verdades prontas é importante”, afirma a diretora.

Única biografia escrita por Brecht, o autor chegou a fazer três versões do texto. Cibele enfatiza que, em cena, está um épico brasileiro, que lida com a brasilidade tanto na música quanto na forma de narrar, nas referências históricas e no “jeitinho” do povo. “Ser fiel a Brecht é tentar sempre reinventá-lo para o seu momento histórico e para o mundo que você vive, e nisso somos extremamente fiéis”, afirma.

A peça, que estreou neste ano em São Paulo, lotou a plateia com público diverso. Denise aposta no humor para transmitir ideias. “O espetáculo é muito festivo, toda encenação foi feita para corroborar com a ideia que a grande estrela da peça é o pensamento, a retórica, o argumento e a réplica”, destaca. 

“Senti que tinha gente que ia ver porque gostava do quadro Retrato falado, outros porque admiravam Galileu. Havia os que estavam lá por ser um texto de Brecht, e outros ainda que assistiram à montagem do Teatro Oficina.” A artista e o elenco receberão os espectadores na porta do Theatro São Pedro.

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