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SEGURANÇA Notícia da edição impressa de 09/09/2015

Parceria com o município é suficiente, diz SSP

Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati defendeu a presença da Força Nacional e do Exército no policiamento

Na manhã de ontem, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, manifestou sua preocupação em relação à insegurança vivenciada em Porto Alegre nas últimas semanas e defendeu medidas emergenciais, como a presença da Força Nacional e do Exército nas ruas da Capital. O governo do Estado, que já havia negado a opção, comentou que não enviou nenhuma solicitação e que também nenhum pedido neste sentido foi encaminhado à Secretaria da Segurança Pública (SSP). Em nota, o órgão anunciou, como medida para melhorar a situação, a integração entre a Brigada Militar (BM) e a Guarda Municipal, sem abordar auxílio federal.

De acordo com a BM, somente no feriadão, foram registrados 12 homicídios na Capital e oito na Região Metropolitana. No Estado, o número de vítimas chegou a 45 de sexta até segunda-feira. As mortes são superiores às registradas nos cinco dias de Carnaval, quando foram contabilizados 37 óbitos.

Os servidores da Polícia Civil, que está mantendo efetivo de apenas 30%, e da Brigada Militar, que reduziu o policiamento ostensivo em decorrência da operação padrão, informaram que continuarão mobilizados até sexta-feira. O dia foi escolhido porque coincide com o cronograma para o pagamento da segunda parcela do salário de agosto, no valor de R$ 800,00, de acordo com o anúncio do governador José Ivo Sartori. No início do mês, eles receberam apenas R$ 600,00.

Até lá, o prefeito José Fortunati pretende melhorar a segurança a partir do reforço solicitado. “Pedi uma audiência com o governador para tentar propor algumas ações, ser colaborativo, mas enfrentando claramente a situação. Os servidores da segurança ou estão paralisados, ou estão fazendo uma operação padrão, o que dificulta muito as ações na cidade”, disse. Ele se colocou também à disposição para ir a Brasília buscar com Sartori os integrantes da Força Nacional. Somente o governador pode pedir essa ajuda, que não tem custos para o Estado.

Sobre a Guarda Municipal, o prefeito afirmou que, mesmo que a equipe tivesse competência legal para fazer o policiamento ostensivo, a medida não solucionaria o problema de segurança. Por lei, o efetivo protege o patrimônio público, especificamente os prédios municipais, ou seja, escolas, postos de saúde e repartições. “Eu não posso simplesmente começar a retirar os guardas de uma hora para outra de seus postos, com isso estaria desprotegendo todos os prédios municipais, ou seja, vestindo um santo, mas desvestindo outro”, ressaltou.

O secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini, que já tinha dito não ver necessidade de apoio federal, convocou uma reunião com todos os chefes das instituições vinculadas à área. “Foi proposto, por parte da SSP, o aprimoramento do trabalho integrado com o município, especialmente com a Guarda Municipal, visando promover ações conjuntas e com efetividade. O trabalho será realizado em parceira entre a Brigada Militar, por meio do Comando do Policiamento da Capital (CPC), e a Guarda Municipal de Porto Alegre”, escreveu a pasta em nota.

Clima de insegurança nas ruas altera hábitos dos porto-alegrenses

Por Juliano Tatsch

Mesmo com o clima de completa insegurança em Porto Alegre, a cidade segue viva, e as pessoas tentam manter suas rotinas, ainda que em meio às incertezas e ao medo de virem a ser mais um número nas estatísticas. É difícil se ter a real noção da ausência de policiamento nas ruas da Capital, na medida em que, mesmo quando a segurança pública está presente de modo normal, não é comum se ver muitos policiais nas ruas, principalmente nas regiões mais periféricas. Ainda assim, não é difícil perceber o quanto o quadro atual impacta o comportamento das pessoas. Seja na mulher que carrega a mochila junto ao peito e não às costas, seja no jovem que entra em uma loja de roupas para poder usar o telefone celular, os pequenos hábitos diários foram alterados.

Na tarde de ontem, dois cavalarianos patrulhavam o Parque da Redenção. No Centro, um policial ocupava o posto de observação na Esquina Democrática, enquanto outro grupo, em bicicletas, fazia a segurança na avenida Júlio de Castilhos, junto à estação do Trensurb.

Aproveitando a frágil sensação de segurança que a luz do sol dá, a autônoma Franciele de Souza, 35 anos, curtia a tarde no maior parque da Capital em família. Ela afirma que deixou de ir a lugares em razão do medo. “A gente acaba se privando de muitas coisas. Não ficamos até muito tarde na rua. Atividades de lazer, como ir ao cinema, caminhar na praça, tiveram de ser abandonadas. Ficamos desconfiados de todo mundo que caminha próximo a nós ou vem em nossa direção”, diz.

Mãe de um menino de seis anos e de uma adolescente de 17, ela também carrega consigo a apreensão toda vez que os filhos não estão em casa. “Eu temo por eles. Conversei com a minha filha sobre a situação e como ela impõe limites a ida a alguns lugares. Levamos e buscamos quando ela quer sair à noite. Adolescente é complicado, ela tenta se cuidar, andar em grupos, mas sempre fico com o coração na mão.”

Franciele apoia as manifestações dos servidores públicos contrários ao parcelamento dos salários. Para ela, os recursos dos impostos deveriam ser alocados prioritariamente para áreas essenciais, como a segurança. “Pagamos até para cuspir, e eles dizem não ter dinheiro. Os trabalhadores estão certos.”

Também apoiador da mobilização dos servidores, o aposentado Eduardo José Osório, 80 anos, dá uma mostra de como a população está encarando o cenário de insegurança. “Temos de comemorar a sorte de não termos sido vítimas ainda”, enfatiza. Diante da situação, ele vê com bons olhos a atuação do Exército no policiamento ostensivo. “A essa altura, talvez seja uma medida interessante. Não é a função das Forças Armadas, mas seria algo emergencial.”

EPTC e governo do Estado buscam soluções conjuntas para violência nos ônibus

Em reunião realizada ontem entre o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, e o secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Jacini, iniciaram-se tratativas bipartites sobre a situação da violência no transporte público em Porto Alegre. A conversa se fez necessária após uma lotação e dois ônibus serem queimados no Morro Santa Tereza, na semana passada, como forma de protesto pelo assassinato de um jovem de 18 anos pela Brigada Militar. Durante a tarde de ontem, os coletivos da Linha 195-TV desviaram o percurso por conta da situação. Em dias anteriores, o trajeto chegou a ser suspenso por alguns momentos.

Segundo Cappellari, representantes das empresas que operam o serviço de ônibus na Capital serão chamados para falar sobre como melhorar a segurança no transporte público. “Trabalharemos conjuntamente para evitar que ocorra novamente a depredação do patrimônio no transporte coletivo, haja visto que, se acontecer de novo, teremos sérios problemas em manter o serviço”, aponta. A intenção é que o grupo, composto por município, Estado e empresas, formule ações coletivas para se proteger.

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