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Música Notícia da edição impressa de 09/09/2015

Marina Lima, poética ao Violão

Rodrigo Ferreira

PAULO MANCINI/DIVULGAÇÃO/JC
Marina Lima traz a Porto Alegre o espetáculo No osso
Marina Lima traz a Porto Alegre o espetáculo No osso

Poética na voz, nas letras e nas entrevistas. Parece que a poesia é um estado de ser para Marina Lima. Cantora e compositora com uma longa e bem-sucedida carreira, já demonstrou seu talento em diversos ritmos e oportunidades. Esta semana ela traz No osso, seu novo espetáculo, para Porto Alegre. Cidade em que fez o seu primeiro show - com Zezé Motta e Luiz Melodia - e pela qual, faz questão de sublinhar, tem grande apreço.

Com um conceito inédito, a apresentação permite um encontro íntimo com a artista. Marina, que ganhou proeminência no cenário nacional com hits dançantes e guitarra na mão, diz que até agora não tinha visto razão para se despir da banda de apoio e subir ao palco “sem ornamentos”. Hoje, no entanto, esta é uma necessidade. “Pouca gente conhece o meu violão. No entanto, praticamente tudo o que fiz vem dele.” E ela fez muita coisa. Mulher de seu tempo, busca sempre capturar o espírito de sua época. Nos últimos anos, encontrou novos parceiros, figuras como Samuel Rosa, do Skank, Adriana Calcanhotto e Karina Buhr. Parte de sua evolução, sem renegar o que já foi, dirige um olhar crítico, mas carinhoso, ao passado.

Nascida no Piauí, em 1955, foi criada em Washington, onde o pai era economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Voltou ao Brasil e se destacou no cenário musical pela originalidade e interpretações marcantes, se tornando um dos principais nomes da década de 1980 ao lado de Cazuza, Renato Russo e Arnaldo Antunes.

Seu primeiro - e principal parceiro - foi o irmão Antônio Cícero, com quem compôs hinos do pop nacional como À francesa e Fullgás. Ao comentar esses sucessos, no entanto, Marina pondera: “Gosto delas, mas vejo a criatividade ao mesmo tempo em que percebo a escassez de clareza que me faltava”. Ao lembrar dessa época, também é importante notar que o cenário musical tinha pouca receptividade à compositoras - segundo a própria artista, “uma cantora que também compunha era poder demais”.

“As coisas mudam com o tempo.” Na sua visão, especialmente as pessoas. Ao longo da carreira, a própria Marina mudou. Deixou para trás os rótulos de ícone pop e símbolo sexual - apesar de algumas de suas letras ainda carregarem uma tensão romântica-carnal. “Escrevo mais do que escrevia no início da carreira. Demoro mais a dar uma canção por completa.” Outros hábitos se mantêm: “sou rato de estúdio”. A cantora comenta que adora o ambiente de composição e gravação, onde cria suas obras solitariamente. Segundo ela, a sensação ao se apresentar também não mudou: “Continua sendo um mistério, um mergulho sem rede”.

No caso de No osso, o mergulho é em águas não mapeadas. Nesse novo formato, o cenário é composto por uma luminária e uma poltrona, clima delicado e íntimo, onde a artista tenta “chegar numa camada mais profunda, para surpreender o público e até a mim mesma”. Franca, ela se mostra disposta a compartilhar sua intimidade com o público sem subterfúgios.

Quando enveredou por outros rumos, seguiu em busca de “silêncios, ritmos, revelações e linguagens completamente diferentes da música”. Rumos que desembocaram no livro Maneira de ser (2012), definido por ela como um caderno de afetos “para as pessoas saberem quem eu sou, como sou”. De certa forma, essa parece ser a tônica que a guia nos últimos tempos - e Marina se mostra confortável: “Eu superestimo a minha privacidade, mas estou gostando de compartilhá-la nesse formato íntimo e cru”.

Há tempos se afastando do pop, para preparar o repertório do espetáculo, pinçou na sua discografia aquelas canções que partiram do violão, “em que o violão é primordial”. A amostragem é significativa de diferentes períodos da carreira. Abrange tanto as recentes Não me venha mais com amor e Lex, quanto as pérolas de outrora Virgem, 1º de abril e Noite e dia.

Marina Lima, sua voz, seu violão e sua alma sobem ao palco nesta sexta-feira, no Teatro do Bourbon Country (Túlio de Rose, 80), às 21h. Os ingressos para o espetáculo estão à venda na bilheteria do teatro e custam entre R$ 80,00 (galerias) e R$ 200,00 (camarotes).

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