Porto Alegre, quinta-feira, 09 de julho de 2020.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
13°C
19°C
7°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 5,5230 5,5250 1,61%
Turismo/SP 4,7300 5,8120 0,44%
Paralelo/SP 4,7400 5,6700 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
229519
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
229519
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
229519
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

O FUTURO DA TERRA Notícia da edição impressa de 27/08/2015

Um gaúcho no combate à doença da vaca louca

O médico veterinário Claudio Severo Lombardo de Barros foi um dos pioneiros no estudo
ANTONIO PAZ/JC
Trabalho de Barros foi crucial para o controle da enfermidade
Trabalho de Barros foi crucial para o controle da enfermidade

A doença da vaca louca ou Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE) marcou um novo momento nos estudos de patologia veterinária do Brasil e, com ela, um nome despontou entre os maiores especialistas no assunto. O médico veterinário Claudio Severo Lombardo de Barros foi um dos pioneiros no estudo das doenças do sistema nervoso central de bovinos, tendo participado do primeiro grupo de estudos enviado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) à Inglaterra (primeiro foco da doença) para compreender a síndrome que começava a assolar o país. Anos depois, ele viajava novamente à Europa, desta vez para apresentar à Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) a detecção do primeiro animal contaminado em território nacional e defender o status de risco controlado da doença.

Desde então, Barros manteve a cooperação com o órgão situado em Brasília sem deixar de lado a pesquisa e a sala de aula na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde se graduou em 1969 e se aposentou no ano passado. Nascido no município de Júlio de Castilhos, região central do Estado, Barros teve certeza da profissão muito cedo. "Tive contato com a terra desde pequeno. O meu pai tinha uma propriedade rural e eu sempre gostei dessa vida no campo", lembra.

Após um doutorado nos Estados Unidos (na Colorado State University) focado em análise da causa e sintomas de males do sistema nervoso, o interesse pela BSE também foi natural. "Em 1991, os casos de vaca louca começavam a aparecer e, como eu já tinha experiência nesse tipo de patologia, o ministério me procurou a fim de firmar um acordo de cooperação", conta.

Em 2013, após anos estudando a doença e seguindo o rastro do primeiro caso de vaca louca no País, Claudio viajou a Paris, até a sede da OIE para submeter ao organismo internacional o estudo que evidenciou a existência de contágio atípico da doença no Brasil. "Foi descoberto que a transformação da proteína do primeiro caso brasileiro ocorreu dentro do animal", explica. A descoberta do "animal número um" contribuiu para que fosse comprovado o avanço em pesquisa e o Brasil conquistasse o status de risco controlado do mal.

Encarar a epidemia foi fundamental para que as estratégias de prevenção evoluíssem. A BSE, adverte Barros, pode ser produzida por uma proteína infectante muito resistente, inclusive ao calor, e se tornou problema de saúde pública devido a uma prática comum até então de utilização de restos de animais para produção de farinha de carne e de osso.

"Se os animais fossem criados mais a pasto, como é o normal para bovino, a epidemia não teria ocorrido. A doença poderia ocorrer esporadicamente, mas não na proporção que verificamos", alerta. Contudo, foi devido ao seu alastramento que muitos países, dentre eles o Brasil, proibiram o uso de ração de origem animal na dieta alimentar do gado e investiram em programas de controle e fiscalização e em pesquisas acadêmicas voltadas ao setor a partir dos anos 1990.

Atualmente, o foco dos estudos no Brasil não está em progredir sobre o entendimento da doença em si, "mas a respeito dos seus mecanismos de contágio, a fim de desenvolver um programa de vigilância que impeça a doença de entrar em território nacional". Além disso, caso haja contágio, o Brasil está preparado para realizar o diagnóstico e controle.



Veja abaixo a lista dos premiados
do ano e clique nos
links para acessar seus perfis

CADEIAS DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA

Empresa Pilecco Nobre

Renato Kreimeier
(Cooperativa Languiru)


TECNOLOGIA RURAL

Empresa Vence Tudo

Telmo Jorge Carneiro Amado (UFSM)

ALTERNATIVAS DE PRODUÇÃO

Flávia Charão Marques (Ufrgs)

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Edemar Valdir Streck (Emater)

Rodrigo Schoenfeld (Irga)

PRÊMIO ESPECIAL

Claudio Severo Lombardo de Barros (UFSM)

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
JC entrega hoje prêmios aos expoentes da pesquisa
Parceria com a Fapergs fomenta o desenvolvimento do campo
Flávia atua prioritariamente na agricultura familiar
Tradição também é combustível para a inovação
Há 15 anos começava a aplicação de insumos a taxas variáveis
Projeto Aquarius impulsiona agricultura de precisão
Desenvolvimento de novas linhas justifica investimento na planta
Vence Tudo expande unidade em Ibirubá