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O FUTURO DA TERRA Notícia da edição impressa de 25/08/2015

Grupo Pilecco Nobre acerta em cheio ao utilizar solução ecológica e econômica

A empresa resolveu aproveitar a casca do grão para gerar energia elétrica e sílica
JC CONTABILIDADE/DIVULGAÇÃO/JC
Pilecco inovou ao usar a casca de arroz como energia e sílica
Pilecco inovou ao usar a casca de arroz como energia e sílica

Uma proposta "Eco - Eco", que alia ecologia e economia. Esse é o resumo da estratégia que o Grupo Pilecco Nobre Alimentos adota para algo que, tradicionalmente, configurava-se como um problema ambiental: a destinação da casca de arroz.

A empresa, que tem sede em Alegrete e uma importante atividade dentro do mercado arrozeiro do Brasil, resolveu aproveitar a casca do grão para gerar energia e sílica (insumo que pode ser aproveitado, entre outras finalidades, no segmento da construção civil). "O Grupo Pilecco Nobre, através do uso da tecnologia, agrega valor de ponta a ponta na cadeia produtiva do arroz", enfatiza o presidente da companhia, Onélio Pilecco.

O engenheiro de materiais Luiz Fernando Mota Marton recorda que a concepção do projeto para o aproveitamento da casca de arroz para a geração de energia se iniciou no ano de 2005. Em 2008, começou a produção de energia elétrica e, três anos depois, no mês de abril, a empresa registrou a sua primeira carga comercial de sílica. O material, fabricado pela Sílica Verde do Arroz (SVA - companhia subsidiária criada pelo Grupo Pilecco Nobre), pode ser utilizado como adição e substituição do cimento em dosagens de concreto e artefatos à base de cimento com ganhos de propriedades no produto final.

No caso da eletricidade, Marton informa que a usina fornece energia para a própria planta da Pilecco e para a rede elétrica do sistema interligado nacional. A capacidade instalada do complexo é de 5 MW (o que corresponde a cerca de 0,1% da demanda média de energia do Rio Grande do Sul). Já a capacidade de produção de sílica é da ordem de 1 mil a 1,2 mil toneladas ao mês, contudo depende do volume de geração de energia. Com a solução encontrada, a empresa consegue dar uma destinação adequada para cerca de 5 mil toneladas mensais de casca de arroz. Por ser uma alternativa que contribui para a redução de impactos ambientais, a iniciativa tem direito a créditos de carbono (que remuneram empreendimentos que contribuem com a ecologia).

Marton cita ainda como outra possibilidade futura para o aproveitamento da sílica o uso na fabricação de painéis fotovoltaicos ou em artefatos de borracha, como pneus. "Somente o verde não vende, é preciso ser financeiramente viável", adverte o engenheiro. Marton recorda que, antigamente, a casca de arroz era colocada em um depósito licenciado pela Fepam. No entanto, antes que essa opção esgotasse, a Pilecco resolveu adotar a geração de energia e de sílica com o subproduto. De acordo com o engenheiro, a sílica é comercializada com clientes presentes no Rio Grande do Sul e também em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Apesar da atividade do Grupo Pilecco ser a responsável pela maior parte da casca de arroz aproveitada, a geração de energia e a fabricação de sílica ainda absorvem resíduos de outrosarrozeiros localizados a um raio de até 200 quilômetros da usina. Para estocar o material, são utilizados quatro silos. Com a estratégia, é possível manter a geração de energia e de sílica durante o ano inteiro.



Veja abaixo a lista dos premiados
do ano e clique nos
links para acessar seus perfis

CADEIAS DE PRODUÇÃO AGRÍCOLA

Empresa Pilecco Nobre

Renato Kreimeier
(Cooperativa Languiru)


TECNOLOGIA RURAL

Empresa Vence Tudo

Telmo Jorge Carneiro Amado (UFSM)

ALTERNATIVAS DE PRODUÇÃO

Flávia Charão Marques (Ufrgs)

PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Edemar Valdir Streck (Emater)

Rodrigo Schoenfeld (Irga)

PRÊMIO ESPECIAL

Claudio Severo Lombardo de Barros (UFSM)

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