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CINEMA Notícia da edição impressa de 24/08/2015

Que horas ela volta? é um retrato de um Brasil

Filme de Anna Muylaert chega após uma distribuição bem-sucedida no exterior

Caroline da Silva

CARTE BLANCHE LOCARNO/DIVULGAÇÃO/JC
Regina Casé vive a empregada Val, que cria filho da patroa em Que horas ela volta?
Regina Casé vive a empregada Val, que cria filho da patroa em Que horas ela volta?

Estreia nesta quinta-feira, enfim, o aguardado longa Que horas ela volta?, escrito e dirigido por Anna Muylaert. O longa chega após uma distribuição bem-sucedida no exterior, fato que se deve ao circuito de festivais que a produção cumpriu.

Em agosto de 2014, o título participou do Festival Internacional de Cinema de Locarno (Suíça) na seleção Carte Blanche. Em Sundance, entre janeiro e fevereiro, foi exibido na seleção World Competition - Regina Casé e Camila Márdila dividiram o prêmio especial do júri de melhor atriz. No Festival de Berlim, também em 2015, foi eleito o melhor filme da Mostra Panorama com mais de 30 mil votos do público. Ainda recebeu o prêmio Cicae Art Cinema no Festival de Berlim, concedido pela International Confederation of Art House Cinema, júri independente do evento.

Por isso tudo, mais o tom humorístico aliado ao dramático que o longa consegue empreender, aproximando-se de uma linguagem popular de comédia de costumes, Que horas ela volta? já é apontado como favorito a representar o Brasil no próximo Oscar.

O roteiro trata dos papéis da mulher na sociedade contemporânea, maternidade, relação conjugal, diferença de classes no Brasil e sonhos de vida. Há muitos anos em São Paulo, Val (Regina) trabalha e mora na casa de uma família, tendo praticamente criado o filho único do casal, Fabinho. De repente, é avisada da vinda iminente de sua filha já adulta, Jéssica, que havia deixado no interior de Pernambuco. A garota chega para estudar e prestar vestibular em Arquitetura.

As três intérpretes que montam a equação de Anna Muylaert são de uma excelência necessária para o bom andamento da história e do posterior envolvimento do espectador com a obra. Karine Teles, que vive Bárbara - a patroa da residência e uma mulher aparentemente bem-sucedida profissionalmente -, recebeu o Kikito de melhor atriz em 2011 pelo filme Riscado. Não por acaso, Camila Márdila também ganhou reconhecimento em Sundance. Em coletiva no Festival de Cinema de Gramado, a diretora ressaltou que "Regina Casé é a grande protagonista de Que horas ela volta? e é uma atriz em êxtase. Mas não é o filme da Regina!". Completam o elenco principal Lourenço Mutarelli e Michel Joelsas, também em atuações inspiradas.

A entrada de Jéssica no ambiente literalmente "abala as estruturas". Como empregada, Val segue regras automáticas, herdadas do período colonial, segundo Anna: "Quando chega a filha e vai contra as normas, há um desespero. Ela é a que mais reza pela partida da garota, a que fica mais incomodada com a presença da Jéssica". Deste choque, surgirão novos olhares para a protagonista.

Anna Muylaert acredita que seu filme, O som ao redor e Casa grande dão informações novas do País aos jornalistas de fora. Havia a imagem da terra bela, com povo simpático, mas vieram Cidade de Deus e Tropa de elite escancarando a violência. "Os filmes recentes estão mostrando a peça que faltava: é por isso que são tão simpáticos e tão violentos. Há muito interesse, de fato, em saber a morfologia do Brasil, e os três filmes falam de um Brasil pós-Lula", completa a cineasta.

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