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Espaço Vital Marco A. Birnfeld
123@espacovital.com.br

Espaço Vital

Coluna publicada em 28/07/2015

Nossas perdas de R$ 16 bi mensais

Com a inflação em alta, o desemprego crescente e o crédito restrito, o poder de compra das famílias – que foi o propulsor da economia nos últimos anos - está em queda pela primeira vez desde 2003 e deve se manter em baixa nos próximos meses. Estudo da consultoria Tendências mostra que a capacidade de comprar (R$ 240 bilhões na média mensal de janeiro a maio deste ano) foi 6,2% menor do que em igual período de 2014 (R$ 256 bilhões). Isoladamente em maio, o poder de compra estava em R$ 229 bilhões, o que representou um retrocesso ao patamar de janeiro de 2012 (R$ 228,5 bilhões). A capacidade das famílias brasileiras de consumir bens e serviços ao longo de um mês está encolhendo R$ 16 bilhões mensais neste ano. Para chegar aos números, a consultoria considera a massa de renda (inclusive da previdência) descontando a inflação, a oferta de crédito (incluindo o imobiliário) e os gastos das famílias com pagamento de dívidas. O poder de compra das famílias encolheu, porque a inflação corroeu a renda dos brasileiros; e o ritmo das novas concessões de crédito – que são componente básico do consumo -, desacelerou. Nas projeções da Tendências, o poder de compra deve recuar, ao fim do ano, 6,1% na comparação com 2014. No ano que vem, com a expectativa de desaceleração da inflação, o poder de compra pode ter pequeno aumento, de 0,6%.

O anjo Gabriel

Potim político-familiar contado pelo jornalista Murilo Ramos, da revista Época, revela que ministros adoram quando Gabriel, o neto de Dilma, vai a Brasília visitar a avó. Não que ela fique mais doce, mais serena com os assessores.

Mas é que, ao cuidar de Gabriel, Dilma tem menos tempo para ligar para os auxiliares pressionando por resultados e previsões.

Você compraria?

A cena dos três carros de luxo apreendidos da casa do ex-caçador de marajás Fernando Collor é um bálsamo para todos que sempre se sentiram meio quixotes neste País, em luta contra moinhos de vento.

A democracia vive um momento de ouro, porque não poupa ninguém, mesmo que a conjunção mantenha no poder uma cambada de homens públicos brasileiros.

Nossa República dos rabos presos precisa ser refundada, e as pessoas de bem começam a crer nessa possibilidade. A propósito – mesmo com 50% de desconto no preço - você compraria um Lamborghini usado de Collor, Eduardo Cunha ou Renan Calheiros?

Chá de contas

O ativo lojista Arlindo Ergoni, diretor da tradicional Casa X, pregou no fim de semana uma brincadeira em seu grande número de amigos, alcançados por uma mensagem via WhatsApp:

“Sábado que vem vou fazer meu chá de contas vencidas. É bem legal, cada um traz sua bebida preferida e logo ao chegar escolhe uma conta minha para pagar. Tem conta de luz, água, telefone, tevê a cabo, internet, IPVA, boleto do carro. E para o cartão de crédito tenho quatro opções. Posso confirmar a presença de vocês aqui em casa?” Espirituoso, o lojista - que, é claro, vai bem de negócios - brinca que “esse tipo de encontro ainda é novidade no Brasil, mas breve virará moda”.

A doce ressaca

Segundo vizinhos dele, a rotina do notório Pedro Barusco, em Angra dos Reis, continua parecida com a vida que ele levava antes que suas falcatruas fossem descobertas.

Ele costuma passear na horta - cujo terreno foi comprado por R$ 2 milhões - que fica ao lado de sua casa, sem seguranças e, invariavelmente, com um copo de uísque ou cerveja nas mãos – com intervalos preenchidos por baforadas em charutos.

O ex-gerente de serviços da Petrobras está totalmente recuperado das “gravíssimas condições de saúde” que o haviam impedido – segundo a advogada dele - de participar, três semanas atrás, de duas acareações marcadas pela CPI da Petrobras, com Renato Duque e João Vaccari.

Mercedes ou bicicleta?

No processo da Lava Jato, encontra-se uma curiosa troca de e-mails, datada de 27 de outubro de 2011, entre Renato Duque e Jorge Zelada, quando eles viviam tempos amenos de dinheiro fácil.

Lá pelas tantas, um irônico Duque escreve para o seu companheiro da diretoria e de roubalheira na Petrobras: “Dinheiro pode não comprar a felicidade, mas, de alguma forma, é mais confortável chorar em uma Mercedes-Benz do que em uma bicicleta...”

Voar por menos, mas...

Com a crise e o dólar valorizado no primeiro semestre, as companhias aéreas intensificaram as ofertas para os EUA. Os meses em que o preço das passagens mais diminuiu em relação a 2014, de acordo com um levantamento da Decolar.com, foram abril e junho. Os seis destinos americanos mais procurados por brasileiros (Las Vegas, Los Angeles, Miami, Nova Iorque, Orlando e São Francisco) ficaram, sem exceção, mais baratos nesses meses.

O problema para os honestos – com o dólar a R$ 3,75 – é arrumar reais para pagar a conta das compras e da estadia.

Romance forense: Semelhanças entre um juiz e um chapista de carnes

Por Maurício Brum Esteves, advogado (OAB-RS nº 84.287)

Na minha humilde concepção, acreditava que a vida de um chapista se resumia em ouvir qual pedaço de carne o cliente gostaria que lhe fosse servido e, simplesmente, colocar o respectivo pedaço no prato do cidadão.

Se o chapista fosse um juiz de direito, seria algo como a famosa subsunção da lei ao caso concreto. Em outras palavras, identificar a letra fria da lei e meramente aplicá-la ao caso concreto. Ou buscar o pedaço de carne e colocá-lo no prato. De forma simples, reta e estreita, sem margem a qualquer divagação filosófica ou (pseudo) intelectual.

No que tange ao Direito, hoje sabemos serem inúmeros os desafios na aplicação da norma, ao contrário do que se acreditava durante o positivismo jurídico. E, para meu espanto, a mesma constatação é válida para o chapista. Não se trata unicamente de selecionar o pedaço que o cliente pediu e colocá-lo no prato: a missão vai muito além!

Na verdade, é preciso primeiramente entender, na mesma medida em que o emocional das pessoas que procuram o Judiciário está comprometido - em razão de conflitos de interesses –, que as pessoas que buscam o chapista de carnes também estão com seu emocional comprometido, em razão da fome que as tira do pleno controle de suas emoções.

Assim, tanto o juiz como o chapista lidam com pessoas emocionalmente comprometidas, que esperam que suas expectativas sejam atendidas, seja ela uma sentença ou um pedaço de carne.

Hoje, por exemplo, uma senhora endereçou a seguinte “petição” ao chapista:

- Senhor, quero o pedaço mais macio que tiver. Ah, bem passado, por favor!

Por mais que possa parecer um contrassenso impossível um pedaço de carne ser ao mesmo tempo “bem passado” e “macio”, o atencioso chapista escolheu, com atenção, o que mais parecia atender às expectativas da senhora. Antes, porém, que a carne aterrissasse no prato da cliente, o chapista ouviu:

- Não, não, senhor! Esse pedaço, não! É muito grande! Um menorzinho, por favor!

De tanto ouvir inúmeros pedidos desta estirpe, o resignado chapista de carnes nem mais dava ouvidos ao que os clientes realmente pediam. Em alguns casos, juro que ouvi o cliente pedir um simples pedaço de frango grelhado, mas lhe foi servido um pedaço de polenta. E, antes que esse cliente pudesse reclamar do serviço que lhe foi prestado, o excesso de pedidos de outros que aguardavam o atendimento do chapista acabou “obrigando-o” a se resignar com a polenta mesmo.

Confesso que já recebi de inúmeros juízes de direito, em diversas oportunidades, um pedaço de “polenta” em vez do “frango grelhado” que solicitei. O excesso de processos, de filas e de causos é sempre alegado para justificar o injustificável atendimento, da mesma forma como ocorreu, agora, com o chapista.

E, por mais que alguns digam que a “polenta” pelo “frango” - tanto no que tange ao cliente do chapista, quanto do juiz de direito - deu-se pelo fato de que ambos os clientes não foram felizes e claros o suficiente em suas petições, em nada altera o fato de que ambas as profissões, juiz de direito e chapista, são semelhantes.

A única diferença, na verdade, é que o chapista de grelhados sabe que está lidando com pessoas que buscam a melhor “solução” para suas fomes.

Já o juiz de direito parece acreditar estar lidando com algo abstrato e etéreo, que não comunga com a vida real. Afinal, é apenas mais um processo...

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