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Gestão Notícia da edição impressa de 22/07/2015

Centro Cultural da Caixa Federal avança a passos lentos

Michele Rolim

FREDY VIEIRA/JC
Depois de sucessivos atrasos, obras do Centro Cultural da Caixa, no Centro da Capital, são retomadas
Depois de sucessivos atrasos, obras do Centro Cultural da Caixa, no Centro da Capital, são retomadas

O enorme edifício coberto por tapumes azuis, em plena Praça da Alfândega, vive dias agitados. Depois de muitas idas e vindas, parece que, finalmente, decolaram as obras do Centro Cultural da Caixa Federal, que irá ocupar o antigo prédio do Edifício Imperial. A revitalização, ao custo de R$ 36,4 milhões, recomeçou em abril deste ano, a cargo do Consórcio Porto Novo Cultural. A previsão de conclusão, agora, passou para o segundo semestre de 2016.

A obra visa à reforma, ao restauro e à adaptação do atual edifício, além da construção de um novo prédio. A Caixa Cultural Porto Alegre ocupará cinco pavimentos da área revitalizada e mais cinco andares que serão erguidos no fundo do terreno. A prefeitura de Porto Alegre, por sua vez, irá ocupar outros oito andares do prédio original, além do terraço. A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) deve se mudar para o local - atualmente, a SMC ocupa a Casa Torelly, na avenida Independência.

No total, serão 7,1 mil metros quadrados de área. As instalações abrigarão um cine-teatro com capacidade para 650 pessoas, museu, salas de exposições, cafeteria, livraria, espaço multiuso, salas de ensaio e miniauditório. Como contrapartida pela obra, a Caixa ficará responsável pelo local por 30 anos.

Tudo já poderia estar pronto desde 2010, ano da primeira previsão de abertura. O contrato foi assinado em 19 de novembro de 2008, entre a prefeitura e Caixa, concedendo parte do edifício para a transformação em centro cultural. Desde então, problemas não faltaram, a começar pela descoberta de uma rocha no solo, fato que obrigou uma revisão no projeto inicial a fim de preservar as estruturas das construções vizinhas.

E veio mais. "Na licitação anterior, houve a contratação de uma empresa não especializada em preservação (Construtora Squadro). Ela teve dificuldades e, sumariamente, interrompeu o processo. Ocorreu então cancelamento de contrato, o que acarretou novo atraso", relembra o coordenador da Memória Cultural da SMC, Luiz Custódio. Em nota, a Caixa afirma que a empresa contratada não estava habilitada para o trabalho.

Custódio destaca que algumas etapas já tinham sido realizadas, como o tratamento da fachada, toda revestida em pó de pedra conhecido como "sirex". Contudo, internamente, o edifício estava vazio. "Como a empresa não era especializada, muito foi danificado e, enquanto o prédio ficou parado, antes ainda do início da primeira obra, foram roubadas peças de metais como as maçanetas", conta Custódio. A partir disto, iniciou-se uma maior vigilância sobre o patrimônio do local.

No térreo, o prédio hospedava os tradicionais cinemas Guarani e Imperial. Localizado no calçadão da Praça da Alfândega, o edifício Imperial foi um dos primeiros arranha-céus da cidade, construído entre 1931 e 1933. De autoria de Egon Weindorfer e Agnello Nilo de Lucca, é um dos exemplares mais sofisticados da arquitetura art déco no Brasil.

A construção combinava um espaço de entretenimento (cine-teatro) com moradia, tendo introduzido na capital o conceito dos duplex - apartamentos de dois andares. Agora, o futuro reserva a ele dias de cultura, a exemplo de instituições vizinhas como a Casa de Cultura Mario Quintana, o Santander Cultural, o Margs e o Memorial do Rio Grande do Sul.

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