Porto Alegre, quinta-feira, 22 de outubro de 2020.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
19°C
15°C
7°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 5,5230 5,5250 1,61%
Turismo/SP 4,7300 5,8120 0,44%
Paralelo/SP 4,7400 5,6700 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
192787
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
192787
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
192787
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR
Livros Jaime Cimenti
jcimenti@terra.com.br

Livros

Coluna publicada em 29/05/2015

Sepé Tiaraju bilíngue, de Alcy Cheuiche

AGE EDITORA/DIVULGAÇÃO/JC

Sepé Tiaraju - Romance dos Sete Povos das Missões (AGE, 295 páginas, tradução de Helmut Burger), do consagrado escritor Alcy Cheuiche, em edição de luxo, bilíngue (português/alemão), tem capa dura e miolo inteiramente em cores. As fotos são do celebrado fotógrafo Leonid Streliaev. O volume foi lançado nesta quinta-feira, no Teatro Bruno Kiefer, e já se coloca como um dos maiores lançamentos literários deste ano - pela importância temática, histórica, pela qualidade literária e pela excelência editorial. Cheuiche dedica-se, principalmente, ao romance histórico e já retratou gigantes como Santos Dumont, João Cândido, Bento Gonçalves, Getúlio Vargas e muitos outros. O farol da solidão é seu romance mais recente e foi lançado há poucas semanas. Cheuiche realizou, ainda, palestras em vários países.

Esta edição de Sepé Tiaraju comemora os 190 anos da Imigração Alemã no Brasil, sendo apresentada pelo Ministério da Cultura e tendo patrocínio do Banrisul por meio do financiamento da Lei de Incentivo à Cultura - Lei Rouanet. Traduzido anteriormente para o espanhol e para o alemão, o livro foi editado em quadrinhos e em braile. A primeira edição do romance é de 1975.

Alcy Cheuiche e Leonid Streliaev percorreram juntos as ruínas missioneiras especialmente para esta obra. O fotógrafo iluminou com maestria as palavras do romancista e, a partir, deste diálogo, os leitores poderão reviver a história do lendário índio guarani Sepé Tiaraju, hoje reconhecido pela Unesco como Panteão da Pátria Brasileira e líder da resistência indígena ao Tratado de Madrid (1750) nos Sete Povos.

A obra recupera um dos maiores exemplos de colonização justa, cooperativa e cristã da história da humanidade e, acima de tudo, representa um compromisso com os deserdados da terra. O filósofo Voltaire caracterizou a experiência Guarani como um verdadeiro triunfo da humanidade. Os guaranis foram convertidos para o Cristianismo e, povo pacífico e próspero, terminou condenado à destruição e a morrer como povo livre, porque sua existência, inofensiva e feliz, representava a condenação viva e irrefutável de todo o sistema colonial da época.

Enfim, o romance premiado em 1978, que já tivera nove edições no Brasil e edições no Uruguai e na Alemanha, agora mereceu esta belíssima reimpressão comemorativa, bilíngue, que é mais uma ótima oportunidade para os leitores tomarem contato com uma das mais belas experiências de colonização que o mundo já viu. E que jamais, jamais deve ser esquecida.

E palavras...

Bibliotecas, livros e leitores nas ruas

No jornal Zero Hora de terça-feira passada, na página 10, assinada pela editora de política Rosane de Oliveira, escrevendo diretamente da cidade alemã de Erlangen, do interior da Alemanha, onde cobre a viagem do governador José Ivo Sartori a convite do Sebrae, estão uma foto de uma estante de madeira, com porta de vidro, na rua principal da cidade, com livros protegidos da intempérie, ao alcance de quem quiser pegar de empréstimo ou de quem quer colocar livros à disposição de outros leitores e um pequeno texto que acompanha a foto. Segundo Rosane, a experiência funciona.

A experiência é, de fato, bem interessante, e sei de casos parecidos em outros lugares do mundo, inclusive Porto Alegre. Muitas pessoas têm livros sobrando em casa e espaço de menos, especialmente nos apartamentos pequenos das grandes cidades. De mais a mais, o conceito de que livros, ideias e histórias devem circular tem sido aplicado. Sei que a Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul, por exemplo, oferece exemplares nos átrios dos prédios para partes, advogados e testemunhas que aguardam pelas audiências. Boa ideia.

Na rua Florêncio Ygartua 151, bairro Moinhos de Vento, o Mercado Brasco proporciona, numa das prateleiras da estante metálica da frente da loja, a possibilidade de as pessoas deixarem livros ou levá-los para leitura. Atitude simpática. Andei examinando o acervo. As condições dos livros e os títulos me pareceram muito bons, e a ação tem tudo para seguir dando certo e ser imitada.

Soube que, em alguns táxis e ônibus, pessoas estavam deixando livros. Acho que nos parques e nas praças da cidade, especialmente nos fins de semana, ações envolvendo trocas de livros podem ser feitas. Aliás, a Secretaria Municipal da Cultura (SMC), há 13 anos, se não me engano, realiza a Feira de Troca de Livros no Parque da Redenção, ação democrática e simpática em favor do livro, da leitura e dos leitores, que merece referência, continuidade e apoio. A feira está prevista em lei municipal.

Soube que existe uma ação a ser executada em taxis, pela SMC, com apoio de uma editora e de uma empresa comercial, para distribuição de livros nos táxis, em sacolas, como incentivo à leitura. No Facebook, pessoas e grupos já trocam e negociam livros, CDs e DVDs usados, é claro, aproveitando a tecnologia e colocando para circular os acervos.

Fico torcendo para logo ver, assim como livros, discos de vinil, CDs, DVDs e outros produtos de comunicação e cultura circulando gratuitamente por aí, em benefício de todos, na maior democracia. Por que só livros?

Troca de livros em parques e praças, doações para escolas, bibliotecas, presídios, hospitais, táxis, ônibus e outros locais são ações louváveis e que, a praticamente custo zero, produzem efeitos benéficos para muitas pessoas.

A propósito...

Estou na direção do Instituto Estadual do Livro (IEL), órgão da Secretaria Estadual da Cultura que tem, entre suas missões, incentivar a leitura e divulgar livros, especialmente rio-grandenses. As ideias do texto acima são bem inspiradoras, mas, claro, todos os que tiverem outras sugestões, por favor, encaminhem, que serão muito bem-vindas. O livro, a leitura e os leitores agradecem. Como se vê pelos exemplos citados, a comunidade livreira tem mostrado generosidade, atributo importante nesse nosso mundo conturbado. E generosidade delicada, anônima, desinteressada. Não é pouco, não é? (Jaime Cimenti)

Lançamentos

  • Água é vida: eu cuido, eu poupo - Para um futuro sem crise (FGV Editora, 124 páginas), da professora-doutora de Direito Ana Alice de Carli, é o volume 39 da Série Direito & Sociedade. Tem uma gama de informações sobre o ouro azul, suas funções, a história do consumo e os problemas relacionados com seu uso. Água é um bem finito, deve ser bem cuidado. A preocupação é grande.
  • Agatha Christie - Mistérios dos anos 30 (L&PM Editores, 552 páginas, R$ 52,90, tradução de Carlos André Moreira), quarto volume da Série Mistérios, reúne três histórias: O mistério Sittaford; Por que não pediram a Evans; É fácil matar. A primeira fala de uma sessão espírita, a segunda, de testemunha, e a terceira, da morte misteriosa de uma senhora que denuncia um serial killer.
  • A poesia como pintura- A ekphrasis em Albano Martins(Ateliê Editorial, 168 páginas), de Álvaro Cardoso Gomes, é uma obra de caráter interdisciplinar que funde o estudo da literatura, a poesia e a prosa e a pintura (e, secundariamente, a escultura e a arquitetura). A figura retórica da ekphrasis é antiquíssima e, nos primórdios, era qualquer tipo de descrição, fosse da natureza ou de objetos criados pelo homem.
COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
COLUNAS ANTERIORES
Quando desistimos de ser perfeitos Os 11 mandamentos segundo Pondé O corpo encontrado 35 anos depois Novo romance de Teixeira Coelho