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ARTIGO Notícia da edição impressa de 13/05/2015

Opinião Econômica: Palavras e fatos

Delfim Netto

Folhapress/Arquivo/JC
Delfim é economista, ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura
Delfim é economista, ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura

Os esforços do governo para reduzir as incertezas políticas e econômicas começam a produzir resultados. A despeito do debate barulhento sobre a necessidade do "ajuste" fiscal, no qual a lógica e a realidade foram substituídas pelo palavrório irresponsável e pela falsificação de dados, a Câmara dos Deputados aprovou os projetos da terceirização e do seguro desemprego. É muito difícil aceitar a proposição que eles retiram direitos assegurados na Constituição aos trabalhadores, principalmente quanto ao segundo.

A discussão deveria ter servido para desmistificar o evidente preconceito de alguns contra o seguro-desemprego. Quando bem projetado e calibrado, não estimula um comportamento moral duvidoso do trabalhador e está longe de promover uma distorção no mercado de trabalho. Pelo contrário, o aperfeiçoa. Ao lado de reduzir as incertezas e os riscos do trabalhador, aumenta a coesão social e lhe dá condição de aproveitar a oportunidade e a coragem para procurar emprego onde possa aproveitar melhor as suas qualificações. Favorece assim uma melhor alocação do trabalhador no sistema econômico e aumenta a sua produtividade. Um seguro-desemprego muito generoso pode, sim, gerar o efeito contrário: estimular o mau comportamento moral do trabalhador. Ainda mais no nosso caso, quando ele pode entrar em conluio com o seu empresário para assaltarem o Tesouro Nacional...

Com relação à terceirização, é evidente que ela é uma imposição da própria necessidade de aumentar a produtividade do trabalho no mundo real em que (gostemos ou não) estamos vivendo. Com ela, aproveitam-se as vantagens da divisão do trabalho e da economia de escala proporcionadas pela integração da economia nacional às cadeias produtivas mundiais. É evidente que se a lei vier a produzir a precarização do trabalho ou a insegurança que reduzem a coesão social e a produtividade, o que se verificará pela experiência (e não pelo que dizem os que vão perder receita sindical), ela terá de ser corrigida. Não devemos esquecer, entretanto, que a ampliação do comércio internacional tem importância na fixação dos níveis de salário que, nas empresas exportadoras, tende a ser maior. Quem tiver dúvida, deve consultar: Melitz, M.J. "The impact ou trade on intra-industry reallocations and aggregate industry produtivity" (Econometrics, 71 (2003):1695-1725). O impactante argumento que "a terceirização é causa de acidentes" inverte a relação de causalidade: as empresas hoje tendem a terceirizar suas atividades mais perigosas.
Por outro lado, parece difícil recusar a hipótese que a coordenação política exercida pelo vice-presidente Michel Temer vai adquirindo mais musculatura e será fundamental no futuro.

Economista e ex-ministro da Fazenda, do Planejamento e da Agricultura

COMENTÁRIOS
Fernando Laignier de Souza - 13/05/2015 - 09h34
O professor Delfim,muito brilhante,sempre acompanha o PODER,e já deixa uma pista para ( QUEM SERÁ)o PRÓXIMO PRESIDENTE.

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