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Acessibilidade Notícia da edição impressa de 11/05/2015

Alunos denunciam falta de inclusão na Ufrgs

Situação precária dos banheiros e das rampas da instituição é um obstáculo para estudantes com mobilidade reduzida

Jessica Gustafson

ANTONIO PAZ/JC
Por causa da dificuldade de acesso, Bruna acompanha o noivo Jaime às aulas de doutorado
Por causa da dificuldade de acesso, Bruna acompanha o noivo Jaime às aulas de doutorado

Quem pensa que o acesso à universidade é dificultado apenas por questões econômicas e educacionais, se engana. A falta de acessibilidade para estudantes com deficiência também é uma grande barreira a ser enfrentada. Alunos de doutorado dos cursos de Educação e de História, com mobilidade reduzida em decorrência da esclerose múltipla, descreveram em carta aberta os problemas encontrados na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), principalmente no Campus do Vale. Além de impossibilitar a entrada dos alunos em alguns locais, a falta de adaptações ainda os expõem ao constrangimento. Por estes motivos, constataram que existem poucas pessoas com deficiência na universidade não pela falta de capacidade dessas pessoas, mas por problemas da própria instituição.

"Se a Ufrgs quer se dizer uma universidade com educação inclusiva, deve lembrar-se de que o princípio básico da inclusão é assegurar a igualdade de oportunidades educacionais. Que igualdade de oportunidades há em um ambiente que o estudante não consegue acessar?", questionam Bruna Rocha Silveira, doutoranda em Educação na Ufrgs, e o seu noivo Jaime Fernando dos Santos Junior, doutorando em História.

Eles ressaltam que de nada adianta a Ufrgs dizer que está promovendo acessibilidade e inclusão quando os prédios da instituição mostram o contrário. Entre os problemas específicos, está a situação dos banheiros. De acordo com estudantes, é inútil oferecer acompanhamento em sala de aula para um cadeirante se, para ele chegar no banheiro acessível do prédio, precisa subir 12 degraus de escada ou descer uma rampa com inclinação inadequada, o que apresenta risco para qualquer pessoa descer com um adulto em cadeira de rodas. Essa é a situação encontrada no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), no Campus do Vale.

Atualmente, Bruna tem acompanhado Jaime até as aulas de doutorado exatamente por estes problemas de acesso. "No Campus do Centro tem alguns lugares em que conseguimos entrar. Mas recentemente, na Faculdade de Educação, o elevador estava estragado e precisamos ficar no saguão. Já no Campus do Vale, não conseguimos chegar nem nos prédios, porque o ônibus para em um local que, para acessar, precisamos subir ou descer escadas. Nós estamos indo de táxi até lá para descer em frente ao prédio. Como é doutorado, vamos uma vez por semana, mas os alunos de graduação, que vão todos os dias, não têm condições", relata ela, reforçando que algumas pessoas chegaram a desistir da graduação pela falta de acessibilidade.

Bruna questiona também sobre a verba do programa Incluir, do governo federal, que é repassada anualmente para as adaptações. "As demandas individuais, como a presença de intérprete de libras em sala de aula (para alunos surdos) ou digitalização de textos para uma fonte ampliada (estudantes com baixa visão), funcionam bem. Agora, a acessibilidade geral dos prédios, que é uma obrigação legal, nunca foi feita", critica. Para a doutoranda, há desconhecimento sobre o tema de forma geral, até mesmo por parte do próprio Núcleo de Inclusão, além de falta de vontade.

A carta foi feita após o núcleo pedir para que as demandas fossem enviadas por escrito. As necessidades mais urgentes citadas no documento são a adequação dos banheiros em todos os andares dos prédios da universidade e elevadores de acesso, uma vez que as rampas foram mal projetadas. "Resolvemos fazer um documento aberto porque observamos que esta não era uma situação só nossa. Acessibilidade arquitetônica não é uma demanda individual, é uma demanda social coletiva", completa. Além disso, é solicitada uma cadeira de rodas no prédio. No Campus do Vale, não foi encontrada nenhuma disponível.

Universidade informa que está investindo R$ 5,8 milhões em obras em todos os campi

Em nota, a Ufrgs informou que há algumas obras em andamento na área da acessibilidade, sendo cinco delas no Campus do Vale, incluindo acesso a blocos em diversos setores e um elevador no Laboratório de Catálise do Instituto de Química. O total do investimento nas intervenções de todos os campi somam R$ 5.819.004,42. Para elaborar essas obras, existe, na Superintendência de Infraestrutura (Suinfra), o Setor de Projetos de Infraestrutura, com um engenheiro, dois arquitetos e um coordenador, que têm a responsabilidade de promover a acessibilidade arquitetônica nas áreas internas dos prédios, em banheiros e rampas.

A relação desses estudantes com a universidade foi questionada, no intuito de saber como suas demandas chegam até a administração para que sejam atendidas. A Ufrgs informou que o Programa Incluir, ligado à Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp), é o responsável pelo atendimento. "No caso do referido aluno, um dos autores da carta, o Incluir informa que ele foi recebido pelo núcleo e instruído para que registrasse suas demandas. A sugestão foi ampliada e eles fizeram a carta aberta para dar mais visibilidade às solicitações. O núcleo já está acompanhando as solicitações e verificando quais os itens que podem ser atendidos e os devidos encaminhamentos", completa a nota.

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