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Campeonato Gaúcho Notícia da edição impressa de 04/05/2015

Pentacampeão, Inter mantém o Estado pintado de vermelho

Time de Aguirre supera o Grêmio por 2 a 1, conquista o pentacampeonato e permanece com a hegemonia regional

Deivison Ávila

JONATHAN HECKLER/JC
Primeiro tempo arrasador garantiu a conquista dos donos da casa
Primeiro tempo arrasador garantiu a conquista dos donos da casa

E o Rio Grande do Sul segue pintado de vermelho. Ontem, mais de 41 mil pessoas viram um Grenal eletrizante, principalmente na primeira etapa. Um Inter avassalador abriu 2 a 0 no marcador, foi superior, e não marcou mais gols por detalhes. Ainda nos acréscimos, Giuliano descontou e recolocou o Grêmio na disputa pelo caneco. No segundo tempo, o Grêmio deu as cartas, comandou o ritmo da partida, mas faltou força ao ataque. No final, o alívio colorado se transformou em grito de pentacampeão com o apito de Leandro Vuaden. Agora, o Inter soma cinco conquistas seguidas e repete o feito de 1973.

Na primeira final da nova casa colorada, o destaque, mais uma vez, foi a torcida mista, adotada pela segunda vez no Beira-Rio. Além do tradicional espaço para os gremistas, outros 2 mil lugares foram reservados para os torcedores dos dois times assistirem ao clássico Grenal 406 juntos. Até para a imprensa o setor foi misto, afinal parte dos repórteres teve que ficar na arquibancada superior, em um setor ao lado da torcida do Grêmio, sem a mínima estrutura. O fato lamentável ficou pela reação de parte da torcida gremista, que, ao final do jogo, arremessou cadeiras em direção ao gramado, devido ao vice-campeonato.

Dentro de campo, todos os ingredientes necessários para uma decisão puderam ser vistos no primeiro tempo. Garra, determinação, empenho e raça de ambos os lados. No entanto, o Inter entrou em campo como poucas vezes se viu em um clássico. Logo aos cinco minutos, Marcelo Grohe evitou o gol de Valdívia. No lance seguinte, os donos da casa abriram o marcador. Depois de cobrança de falta de D'Alessandro, Nilmar e Valdívia tabelaram dentro da área, o atacante vermelho deu um toque por cima do goleiro gremista, e a bola entrou mansamente no gol.

Aos dez minutos, D'Ale concluiu de chapa de pé, e Grohe realizou uma bela intervenção. A resposta tricolor veio em troca de passes no setor ofensivo. Em uma dessas jogadas, Giuliano cavou uma falta perigosa. Na cobrança, Fellipe Bastos acertou a trave direita de Alisson. No contra-ataque, a velocidade colorada superou a apática zaga gremista. Depois de recuperar a bola, Fellipe Bastos tocou para trás, mas o passe foi fraco. Esperto, Nilmar recuperou e, devolvendo o passe do primeiro gol, acionou Valdívia, que marcou o segundo. O ímpeto do Inter fez com que Luiz Felipe Scolari trocasse Fellipe Bastos por Wallace com apenas 28 minutos de bola rolando. A substituição deu outra movimentação aos comandados de Felipão. Ao apagar das luzes, Giuliano recolocou o Grêmio na briga pelo título. Depois de cobrança de falta, Rhodolfo cabeceou, Alisson deu rebote, e o ex-jogador colorado descontou. O gol do camisa 11 era a promessa de um segundo tempo repleto de emoção.

No entanto, não foi o que se viu dentro das quatro linhas. A avalanche vermelha arrefeceu nos 45 minutos finais, os visitantes tomaram conta do jogo, e o time de Aguirre apenas ficou esperando e especulando o que Felipão armaria. Com mais posse de bola e empilhando escanteios, o Tricolor partiu para a sua principal arma: a posse de bola. Foram muitos escanteios e cobranças de falta, e a esperança do torcedor em que um novo Pedro Júnior repetisse o feito de 2006. Porém, a falta de qualidade ofensiva do Grêmio não deu o gol tão desejado.

Já o time de Aguirre apostou em contra-ataques e na velocidade de seus jovens atacantes. Sasha e Valdívia enlouqueceram a zaga adversária. Em um desses lances, Sasha avançou pela direita, deixou Rhodolfo para trás, o capitão gremista acertou o camisa 9 e foi expulso direto. Os cinco minutos de acréscimo estipulados por Vuaden tiveram mais dois lances de bola parada para o Grêmio, só que o raio não caiu duas vezes no mesmo lugar. E, diferentemente de 2006, o Tricolor não conseguiu impedir a conquista do penta colorado.

Inter 2 x 1 Grêmio
Alisson; William, Ernando, Alan Costa, Geferson (Alan Ruschel); Rodrigo Dourado, Aránguiz, D'Alessandro e Valdívia; Eduardo Sasha e Nilmar (Lisandro López).
Técnico: Diego Aguirre.
Marcelo Grohe; Matías , Rhodolfo, Erazo, M. Oliveira; Fellipe Bastos (Wallace), Maicon, Giuliano, Douglas (Everton); Luan e Braian Rodriguez (Yuri Mamute).
Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Árbitro: Leandro Vuaden.

Felipão: 'se quisesse mais dinheiro, já teria saído do Grêmio'

O técnico Luiz Felipe Scolari começou a coletiva parabenizando o adversário. Porém, o que tomou conta da entrevista foi a sua possível saída do clube. "Vocês me ouviram dizer que eu ia sair? Não. São fofocas. Já respondi 5 vezes. O Grêmio tem um projeto e vamos seguir. Óbvio que pode ter um desvio, mas eu vou seguir", afirmou.

Felipão afirmou que sabe quem são as pessoas que estão querendo que ele deixe o time, mas que isso não irá acontecer. Sobre uma proposta milionária da China, o treinador brincou, dizendo que nem Pelé receberia números tão altos. "Se eu quisesse ganhar mais dinheiro eu já tinha saído do Grêmio", disse. Sobre a sequência do trabalho, o presidente Romildo Bolzan projeta contratações e o sonho pelo tão desejado título reside no Brasileiro e na Copa do Brasil.

'Estou muito feliz. Dedico esse título ao Luiz Fernando Costa'

Diego Aguirre, em cinco meses, fez história no comando do Inter. O uruguaio foi o primeiro treinador estrangeiro a conquistar um título pelo clube, desde 1950. Naquele ano, o argentino Alfredo González faturou o regional. "Estou muito feliz pelo o que aconteceu. O Inter mereceu ganhar, foi o primeiro na classificação geral. Ganhamos de um grande time. Gostaria de agradecer aos jogadores. Eles acreditaram na nossa proposta."

O treinador ressaltou também o papel do torcedor que, assim como os atletas, "compraram o planejamento" que a comissão técnica definiu. "Foi a confirmação de um trabalho. Queria agradecer e dedicar essa conquista ao Fernandão (Luiz Fernando Costa, vice de futebol falecido em janeiro). Se não fosse ele, eu não estaria aqui como treinador", lembrou.

COMENTÁRIOS
Dorian R. Bueno - 04/05/2015 - 09h22
A FORÇA DE UMA CAMISA PENTA CAMPEÃ !!! A nova camisa do SPORT CLUB INTERNACIONAL ofuscou os olhos dos jogadores do GRÊMIO. Logicamente que não foi somente por isto que os COLORADOS ganharam o GRENAL. Penso que uma camisa linda e novinha em jogadores jovens, experientes, talentosos, guerreiros, junto com os cascudos recauchutados, não podia ser diferente o resultado do jogo e a volta olímpica com a taça de PENTA CAMPEÃO GAÚCHO 2015. Escuto por aí de forma rotineira e não concordo com isto logicamente, que na prévia de um jogo de futebol o time a ser enfrentado tem uma história muito grande, que sempre é um peso enfrentar ou vestir esta camisa cheia de glórias, e não tremer na hora que o jogador precisa dar algo a mais além da mística ou superstição. Marca de camisa não ganha jogo, somente dividendos para seus criadores. Este patrocinador também corre o risco de ver a sua marca estampada na camisa de um clube em decadência que não para de descer a ladeira levando todos que estão na engrenagem para o fundo do poço. Vejo muitos torcedores entrando nos estádios e devido ao calor no ambiente interno, tiram suas camisas clubísticas dando preferência neste caso para seus corpos tatuados, malhados e muitas vezes pelancudos. Sou a favor de um espaço democrático nos estádios somente para as mulheres, que também são torcedoras e desejassem tirar suas camisas para torcer com mais charme, sensualidade e segurança. É bem legal e por outro lado uma vergonha, a TV ficar mostrando estes caras gritando como loucos cantando seus hinos para que o time que torcem possa receber esta energia e suarem suas camisas em busca da vitória. A camisa que ganha jogo chama-se CAMISA DE VÊNUS, ou popularmente CAMISINHA. Esta sim consegue ficar bem vestida em todos os tamanhos, é imbatível na hora do rala e rola ou rola e roça quando usada com jeitinho, carinho, competência e responsabilidade. Sabemos que ela pode vir com defeito de fábrica e não conseguir evitar um GOL de placa que acontece de forma inesperada. Já escutei muito que vestir a camisa da empresa é sinal de ser um CDF. Enfim, a força de uma camisa quando bem usada, é uma peça de vestuário que tem diversas aplicações em nosso cotidiano. Uma camisa de clube de futebol será sempre lembrada quando vestir atletas competentes como os do INTERNACIONAL no jogo de ontem. Vencer o rival por 2x1, ser PENTA CAMPEÃO GAÚCHO 2015, com uma camisa nova, estádio novinho padrão FIFA, torcida mista como testemunha, não estou ficando louco para ser colocado numa camisa de força, apenas quero GRITAR PENTA CAMPEÃO. Abs, Dorian R. Bueno ? POA, 04/05/2015

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