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CONJUNTURA Notícia da edição impressa de 15/04/2015

Brasil lidera queda do PIB em revisão do FMI

Avaliação do Fundo é de que o País arrastará América do Sul à recessão e as nações latino-americanas à estagnação

O Brasil teve o maior corte de projeção de crescimento da economia para 2015 e 2016 entre as principais economias avançadas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu em 1,3 ponto percentual a estimativa de crescimento do Brasil para 2015 e 0,5 ponto a de 2016 em relação às previsões feitas em janeiro, quando divulgou seu último relatório de previsões. De acordo com o Fundo, a recessão brasileira em 2015 também deixará a América do Sul no vermelho e a América Latina próxima da estagnação, revelam os números da edição de abril do relatório "Panorama da Economia Mundial", divulgado ontem em Washington, nos Estados Unidos.

Segundo o mesmo levantamento, o Brasil registrará uma retração de 1% neste ano. Esta será a principal contribuição negativa à expansão latino-americana (- 0,9%), contra 1,3% na projeção anterior. Por isso, no cenário internacional, a América Latina só não será menos dinâmica do que o bloco que reúne as ex-repúblicas socialistas soviéticas, que, puxado pela acentuada recessão russa (-3,8%), vai encolher 2,6% neste ano. Entre os principais motores globais (os chamados países ricos, Brics e emergentes asiáticos), Rússia e Brasil terão os piores desempenhos anuais, segundo as previsões do Fundo.

Neste contexto, este será o quinto ano seguido de desaceleração do crescimento da América Latina (em 2014, o PIB regional cresceu 1,3%, após alta de 2,9% no ano anterior e uma média de 4,2% entre 2009 e 2013).

De acordo com os economistas do Fundo, não há "impulsos aparentes para uma retomada no médio prazo", e a região continuará sendo castigada por dois dos fatores que travam a expansão: baixo preço das commodities agrícolas e metálicas e "reduzido espaço para políticas", devido à deterioração fiscal em muitas economias, à perda de vigor dos investimentos e ao aperto das condições financeiras globais.

Por sua vez, o México, a segunda maior economia latina, também perdeu fôlego e contribuiu para a marcha lenta da região. Ainda assim, tem crescimento projetado de 3,3% neste ano. Segundo a avaliação do FMI, a principal "draga" do crescimento regional é a América do Sul, que já sofria com o caos econômico da Venezuela (retração de 7% neste ano) e a situação difícil da Argentina (-0,2%) e está sendo particularmente castigada pela queda dos preços das commodities. A América Central e o Caribe, ainda beneficiam-se da recuperação dos EUA e da queda dos preços do petróleo, aparecem como área mais dinâmica.

"As revisões para baixo estão concentradas nos exportadores de commodities sul-americanos. Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru, todos tiveram projeção de crescimento em 2015 cortadas entre 0,5 e 2 pontos percentuais", afirma o documento do Fundo Monetário.

Para o panorama de curto prazo, acrescenta o FMI, não é animador. "A atividade nos exportadores de commodities da região pode enfraquecer ainda mais diante de choques adversos, como uma desaceleração mais aguda do investimento na China", revela o texto.

No caso do Brasil, cuja projeção de crescimento foi ceifada em mais de 2 pontos percentuais em relação à de outubro,a previsão engloba estouro da meta de inflação (7% pelo IPCA este ano), e há probabilidade de turbulências financeiras, particularidades internas acentuam os problemas econômicos. "O sentimento do setor privado continua resistentemente fraco, por causa de desafios de competitividade que não foram enfrentados, o risco de racionamentos de energia e água no médio prazo e os desdobramentos da investigação da Petrobras. A necessidade de um aperto fiscal maior do que o esperado também tem papel na piora das projeções".

No médio prazo, o risco maior para os latinos que estão patinando é que um ritmo fraco prolongado dos investimentos reduza ainda mais o crescimento potencial da região, já limitado por gargalos de infraestrutura, custo e qualificação de mão de obra e baixa produtividade.

Para Levy, o relatório do FMI mostra a importância de concluir o ajuste fiscal

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que o relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) chamou a atenção para a importância de o Brasil concluir o mais rapidamente possível a programação de seu ajuste fiscal.

"Acho que o FMI, em particular, chamou a atenção para a importância de a gente concluir o mais rápido possível toda a programação do ajuste fiscal, exatamente até pela confiança de a gente voltar a crescer. Então, acho que é uma mensagem bastante consistente dessa estratégia da presidente Dilma de a gente acertar as coisas agora, o mais rápido possível, no Congresso, e daí a gente ter as bases para fazer a retomada do crescimento, inclusive da agricultura, que acho que é um dos setores que vão ser bastante importantes este ano", afirmou o ministro.

Questionado sobre a possibilidade de o Brasil registrar um Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no País) negativo em 2015, Levy afirmou que "hoje, o mercado tem essa avaliação".

O ministro ainda sinalizou que a nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff tem baseado seus documentos nas projeções do mercado financeiro.

Por sua vez, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega costumava divulgar previsões mais otimistas que as do mercado. A última previsão oficial para o PIB, que consta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é de crescimento de 0,8% em 2015. O percentual é bem próximo ao do previsto pelo mercado financeiro naquele momento. O último relatório Focus, do Banco Central, prevê queda de 1,01% no PIB neste ano.

COMENTÁRIOS
JAIRO JOÃO BOCASANTA - 15/04/2015 - 09h29
A situação atual do Brasil, é fruto de uma desastrosa gestão pública de Dilma, aliado à omissão do congresso Nacional.

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