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LITERATURA Notícia da edição impressa de 09/04/2015

Literatura Fantástica volta ao debate na Capital

Priscila Pasko

AL BOGDAN/DIVULGAÇÃO/JC
Christopher Kastensmidt é um dos organizadores da IV Odisseia da Literatura Fantástica
Christopher Kastensmidt é um dos organizadores da IV Odisseia da Literatura Fantástica

No primeiro ano, cerca de 500 pessoas participaram; no terceiro, 1.500. A expectativa é de que, agora, na IV Odisseia da Literatura Fantástica, o público se aproxime de 2 mil pessoas. O evento será promovido entre amanhã e domingo, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo - CCCEV (Andradas, 1.223), no Auditório Barbosa Lessa. A entrada é franca.

Durante três dias, escritores, leitores e editores participarão de atividades e encontros para celebrar o gênero. Convidados de diversas partes do Brasil, como Flávia Côrtes (RJ), Estevão Ribeiro (ES), Flávio Cesar de Medeiros Jr. (MG), R. Cândido (SP), Simone Saueressig e Enéias Tavares, ambos gaúchos, irão se concentrar naquele que é o único evento do País voltado exclusivamente à literatura fantástica. O espaço também contará com uma área para os expositores, na qual editoras, autores independentes, fã-clubes estarão reunidos.

Christopher Kastensmidt, um dos organizadores da Odisseia Literária, ao lado de Duda Falcão, Cesar Alcázar, Nikelen Witter, Christian David e Artur Vecchi, diz que a literatura fantástica (horror, fantasia, ficção científica) vem ganhando cada vez mais espaço - ainda que alguns acadêmicos a considerem "subliteratura". O organizador - um norte-americano que mora em Porto Alegre desde 2001 -, é autor de prosa, quadrinhos e poemas. Sua obra mais conhecida é A bandeira do elefante e da arara (Devir, 2014), na qual combina aventura, criaturas sobrenaturais e fantásticas que povoam o folclore brasileiro.

O escritor também lembra que as editoras estão mais receptivas ao gênero. "Há 10 anos, nenhuma grande editora aceitava obras de literatura fantástica. Mas, hoje em dia, todas têm selos específicos para a literatura fantástica", explica.

Amanhã, das 10h às 18h, o evento terá como tema Dia do Aluno, ocasião na qual estudantes de escolas públicas irão discutir as obras dos escritores convidados. No início do semestre, como foram enviados a algumas das instituições livros dos autores, esta é a chance de leitor e escritor trocarem experiências. "Para mim, é o melhor dia do evento", diz Kastensmidt. "A leitura é importante em seus diversos gêneros, clássicos, quadrinhos, não ficção. É só uma questão de encontrar a obra certa para cada um", explica Kastensmidt, defendendo que a literatura fantástica pode ser uma porta de entrada para a literatura.

No sábado e no domingo, segue na programação uma série de mesas de bate-papo que com diversas abordagens sobre a literatura fantástica - informações completas sobre a programação e os convidados podem ser encontradas no site https://odisseialitfan.wordpress.com.

O show da banda Bando Celta encerra o evento, às 18h10min, com os integrantes Renato Velho, Tales Melate, Caio Haag, Leonardo Bueno e Jonatã Edinger.

Fantásticas brasilidades

Convidado frequente desde a primeira edição, o paulista Felipe Castilho volta a participar da Odisseia da Literatura Fantástica, no sábado, na mesa das 14h40min, quando, ao lado de outros escritores, falará sobre a fase pela qual o gênero vem passando. “O evento, como foi concebido para falar especificamente sobre ficção fantástica - uma vertente mais marginalizada na literatura - acaba sendo uma referência”, conta o escritor. Além de integrar coletâneas, lançou a HQ Imagine zumbis na Copa (Giz Editorial) e dois livros na coleção O legado folclórico (Ouro, fogo & megabytes e Terra & lua cheia).

Castilho acredita que existem vícios e cacoetes de autores brasileiros, que se espelham em modelos estrangeiros da literatura fantástica. Eles ignoram os elementos da cultura e folclore do Brasil. “O pessoal pensa numa fantasia que se passa no País, mas com personagens caucasianos e ruas com características europeias.” Para Castilho, é construtivo ler autores de fora, mas também é preciso “olhar pela nossa janela, nossa sociedade e estudar como isso pode ser encaixado na ficção.Para ele, a fantasia é fundamental para o público infantil e adulto, pois é através dos símbolos que se consegue transmitir mais do que a mensagem explicita. E faz uma alusão: de um dragão, por exemplo, que não é apenas um inimigo que pode atear fogo em uma vila. Ele representa a soberba de um reino. “Podemos fazer paralelos com o que vemos hoje em dia. Tem muita gente deitada sobre o próprio tesouro e pouco se lixando para a plebe”, opina, reforçando que a fantasia pode ser simbólica e levantar discussões.

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