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Democracia representativa Notícia da edição impressa de 18/02/2015

Partido espanhol inspira nova sigla no Brasil

Surgido das manifestações por mudanças políticas na Espanha, o Podemos serve de exemplo para brasileiros

Guilherme Darros, especial para o JC

EDUARDO LIRON/DIVULGAÇÃO/JC
Tsavkko acredita que coletivo Avante poderá ser uma alternativa
Tsavkko acredita que coletivo Avante poderá ser uma alternativa

Em 2013, quando milhões de brasileiros protestavam por mudanças, na Espanha, as ruas eram tomadas pelos Indignados, cidadãos que reivindicavam mudanças políticas e econômicas no país, organizando suas manifestações através das redes sociais. Os protestos evidenciaram a crise da democracia representativa presente não só na Espanha, mas em boa parte do continente europeu.

Dessa indignação surgiu o Podemos, um partido político disposto que interrompeu a alternância de poder entre Partido Popular (PP) e do Partido Socialista (Psoe) – que se revezam no comando do País desde que teve fim a ditadura de Francisco Franco, em 1975. Em maio de 2014, quatro meses após sua fundação, o Podemos conquistou mais de 1 milhão de votos, obtendo cinco cadeiras no Parlamento Europeu.  Assim como os Indignados inspiraram as manifestações de junho de 2013, uma nova sigla pode surgir no Brasil seguindo o exemplo do Podemos. 

Embora ainda não se identifique como um partido político, o coletivo Avante começa aos poucos a chamar a atenção de militantes descontentes com os partidos tradicionais e lideranças que fizeram parte do processo de criação da Rede Sustentabilidade - mas que se dizem desiludidos com as posições adotadas pelo principal nome da Rede, a ex-senadora Marina Silva, que disputou a última eleição pelo PSB.

Entretanto, o integrante do coletivo Raphael Tsavkko afirma que as situações são distintas. O brasileiro que atualmente cursa o doutorado em Direitos Humanos na Universidad de Deusto, na Espanha, avalia que apesar das semelhanças entre as manifestações, o clima espanhol era mais favorável à criação de um novo partido político. “O Brasil, no que concerne aos principais partidos, PT/PSDB é muito semelhante (ao PP/Psoe), mas não chegou em uma situação-limite, tão somente viu emergir problemas já ‘comuns’”, afirma. “A Espanha acabou passando por um processo radical de cortes e vulnerabilidade social, ao passo que no Brasil muitos dos indicadores econômicos e sociais mostravam alguma melhora. O que aconteceu não foi uma situação-limite, mas a erupção dos problemas cotidianos e muitas vezes internalizados pela população”, avalia Tsavkko.

Para o pesquisador, é impossível prever se o coletivo Avante será um novo Podemos. “Por mais que muitas das características do surgimento do Podemos possam ser encontradas no Brasil pós-Junho (de 2013), as contradições brasileiras são muito diferentes. Obviamente há a necessidade de se tentar, mas não podemos prever com certeza se qualquer projeto, seja o do Coletivo Avante, seja qualquer outro, como o do Piratas, irá vingar. O Brasil não possui a mesma penetração de internet que a Espanha, tem uma população muito maior, problemas muito mais profundos, por exemplo, de educação que a Espanha. As dificuldades são outras”, explica.

Com uma ideologia à esquerda, o Avante deve receber adeptos de outras siglas. “O Avante está aberto a qualquer um, de esquerda, progressista, que esteja de acordo com o respeito aos direitos humanos, o ecossocialismo, o cidadanismo e o bem viver e que busque uma alternativa para o País. Não somos partido ainda, estamos em fase de debater manifesto e de acertar ponteiros para ver no que vai dar e o que podemos fazer. Temos egressos da Rede, do PSB, do P-Sol, apartidários, enfim, muita gente com largo histórico político e outros que estão começando agora”, afirma Tsavkko.

Podemos e Avante são movimentos sociais, diz Silvana

A cientista política Silvana Krause acredita que não há uma crise de representação, mas o anseio de uma parcela do eleitorado com uma visão tradicional de partidos que percebe as instituições como instâncias cada vez mais próximas do Estado.

Para Silvana, estes grupos tentam se afastar da institucionalização das siglas, porém dificilmente se tornarão competitivos eleitoralmente ao adotarem este discurso. “Os efeitos de uma política não institucional não são percebidos na vida pública. São bandeiras muito focadas em melhor consumo dos serviços públicos, o que é legítimo, mas um partido não se constrói por bandeiras que se reduzem a questões de consumo público. Então, esse é o grande problema dessas novas formas organizativas pelas redes. Política não se faz em frente do computador ou indo às ruas reivindicar consumo público. É muito mais que isso”, sustenta.

Segundo Silvana, tanto o Podemos quanto o Avante se caracterizam como movimentos sociais e não como partidos políticos. “Um partido vai mais ao centro para chegar ao governo, enquanto partidos de extrema esquerda ou de extrema direita, salvo situações específicas, têm um eleitorado específico e o potencial de crescimento pequeno. Esse é um dilema das democracias contemporâneas. Isso diferencia partidos de movimentos sociais ou de grupos de pressão”, aponta.

COMENTÁRIOS
Liliana Peixinho - 11/03/2015 - 12h19
A pressa/pressão pro partido esvazia a riqueza profunda de movimentos mais comprometidos em construir caminhos de sustentação da vida que a pressa da disputa eleitoral rasa. A Democracia representativa, o ativismo autoral, a mídia livre, independente, o jornalismo sem crachá corporativo, em campo minado de desafio investigativo, tem espaço para atuar, com sustentação da própria sociedade,por cada cidadão/leitor/morador .Que movimentos como o AVANTE crie RAIZ no valor da vida cuidado com o outro

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