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tecnologia Notícia da edição impressa de 19/01/2015

Parques tecnológicos gaúchos projetam crescimento

Empreendedores esperam que área permaneça no foco da nova gestão estadual, com manutenção de investimentos

Patricia Knebel

GILSON OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO/PUCRS
Internacionalização, ampliação e aproximação são metas do Tecnopuc
Internacionalização, ampliação e aproximação são metas do Tecnopuc

Áreas físicas ampliadas, novas empresas instaladas e iniciativas inovadoras sendo preparadas. Os três parques tecnológicos gaúchos – Tecnopuc, Tecnosinos e Valetec – têm planos ambiciosos para 2015. Considerada prioritária pelo último governo estadual, que destinou recursos para estes empreendimentos por meio do Programa Gaúcho de Parques Científicos e Tecnológicos (Pgetc), a expectativa é que a área continue no foco da nova gestão. “Esperamos que haja continuidade dos investimentos, já que ao longo dos últimos anos essa se mostrou uma alternativa acertada para o fomento ao desenvolvimento socioeconômico do Estado”, observa o gestor executivo do Valetec, Alexandre Peteffi.

O diretor do Tecnopuc, Rafael Prikladnicki, destaca o fato de o Rio Grande do Sul possuir parques tecnológicos bem representativos no País. Para ele, soma pontos decisivos para isso o fato de que, aqui, estes empreendimentos contam com grandes universidades liderando os projetos, além de possuir programas estruturados pelos governos municipais e estadual. “Estamos trabalhando para melhorar a qualidade de vida da sociedade em que vivemos, colaborando efetivamente para um novo modelo de desenvolvimento, onde inovação e empreendedorismo, tendo como base a educação, são determinantes para o sucesso e o crescimento”, analisa.

É pensando nisso que o Tecnopuc já planejou o seu 2015 e estabeleceu três focos bem definidos para o período: consolidar a aproximação do parque com a universidade, ampliar a unidade de Viamão e intensificar os projetos de internacionalização.

Neste caso, uma das iniciativas que está sendo preparada é a criação de um programa que reunirá todas as ações que têm sido feitas pelo parque nos últimos três anos nessa área. Isso inclui o programa de soft landing, a assinatura de convênios com outras instituições e parques tecnológicos pelo mundo e a realização de intercâmbios. A ideia é criar associações com ambientes de inovação no mundo inteiro.

Já quando o assunto e intensificar o relacionamento do Tecnopuc com a Pucrs, Prikladnicki comenta que cada vez mais estão sendo criados programas inovadores envolvendo os alunos, pesquisadores e empresas. Um exemplo é o Startup Garagem. “Esse programa trabalha de forma muito direta a relação do Tecnopuc com a universidade, pois foca nos alunos e pesquisadores que tenham ideias e precisem do apoio de mentores para desenvolvê-las”, explica. De acordo com o diretor do Tecnopuc, em 2014 o Startup Garagem aconteceu de forma piloto, mas a ideia é ampliá-lo em 2015.

O Tecnopuc possui 124 empresas instaladas e tem 6,3 mil empregos gerados. São mais de 50 mil m2 de área construída em Porto Alegre e 33 mil m2 em Viamão. Na unidade da capital gaúcha, dois prédios ficarão prontos nos próximos meses. Um deles é o Condomínio InovaPuc, destinado às empresas em graduação e com perfil de aceleração. O outro é o Global Tecnopuc, será um prédio de convivência e de estimulo às ações de inovação aberta e co-criação. A meta é estimular a criatividade. “O parque passa a ter um espaço no qual não teremos empresas instaladas e, sim, onde todas poderão se reunir com a universidade para criar conexões”, diz Prikladnicki.

Mas, é por Viamão que passa a expansão do parque, já que a área física na capital gaúcha está praticamente 100% ocupada. No próximo ano, serão intensificadas as obras do Centro Tecnológico Audiovisual do Estado (Tecna), iniciativa articulada com o governo do Estado e a Fundacine para a criação de um cluster na área da indústria criativa, atendendo a setores como cinema, TV, jogos digitais, aplicativos, música e som. Alguns espaços devem começar a operar em breve, assim como já está acontecendo com a Incubadora Criativa, que faz parte desta estrutura.

Tecnosinos amplia prédios e reforça investimento na formação de talentos

MARCELO G. RIBEIRO/JC

Em março, deve iniciar licitação para a construção do prédio Portal da Inovação

O Parque Tecnológico da Unisinos (Tecnosinos), localizado em São Leopoldo, terminou 2014 com duas premiações, recebidas em dezembro. Foi eleito o melhor parque tecnológico do Brasil, segundo a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimento Inovadores (Anprotec). Além disso, a sua incubadora tecnológica, a Unitec, recebeu o Prêmio Global de Melhor Incubadora e o primeiro lugar em sustentabilidade em evento internacional na Holanda.

Bons presságios para o novo ano, para o qual estão previstas novidades importantes. Em março, deve iniciar a licitação para a construção do Portal da Inovação, prédio que vai sediar estruturas como o Escritório de Inovação e Transferência de Tecnologia e a área de gestão dos institutos de tecnologia da Unisinos e do parque, além de atender novas iniciativas de empreendedores dos projetos associados ao parque.

Também será construído um novo prédio, de 19 andares. O Partec 2 contará com investimentos de R$ 35 milhões e vai receber novas empresas que irão se instalar no Tecnosinos.  E está prevista ainda a construção de um prédio para receber 20 unidades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de empresas interessadas em instalar no ambiente do parque estes ambientes.

Em abril, deve estar finalizada a nova incubadora, que terá capacidade de receber mais 37 empresas. Atualmente, 30 incubadas estão na Unitec. Até o final de 2015, a expectativa é alcançar 100 empresas entre incubação e pré-incubação.

A CEO do Tecnosinos, Susana Kakuta, comenta que as empresas instaladas no parque têm mantido uma média de crescimento em torno de 20%. Um resultado importante, segundo ela, especialmente pelo fato de que o País está vivendo um momento de baixo crescimento, e que deve se repetir em 2015. “O Brasil vai passar por ajustes de produtividade e o olhar das empresas vai estar voltado cada vez mais para a redução de custos, o que gera novas oportunidades para empresas de tecnologia que trabalham na otimização de recursos”, observa.

Susana destaca ainda como grande desafio do parque a capacidade de gerar recursos humanos de qualidade. “Não adianta ter política pública e infraestrutura para a área de tecnologia se não tiver pessoas para atuar”, destaca Susana. Um exemplo de iniciativa do Tecnosinos nessa área é o programa de talentos, criado há três anos. Ao longo desse período, mais de 5 mil jovens que estão em fase se decisão da carreira passaram pelas estruturas do Tecnosinos. “É um grande calendário de visitas que criamos e que tornou possível que os estudantes pudessem conhecer as empresas e visualizar como funciona o dia a dia de uma operação de tecnologia”, destaca Susana. A iniciativa tem a parceria de 30 escolas.

Com 34 mil m2 de área construída do total de 250 mil m2, no campus Unisinos de São Leopoldo, o Tecnosinos concentra 75 empresas de 10 países diferentes, das quais 30 são incubadas, e gera mais de 6 mil empregos. Além disso, apresenta faturamento na ordem de US$ 1,3 bilhão e 120 registros de propriedade intelectual.

Valetec reforça unidades presentes no Vale do Sinos

VALETEC/DIVULGAÇÃO/JC

Estão previstos projetos que vão agregar mais 10 hectares à área

O Parque Tecnológico do Vale do Sinos (Valetec), com unidades em Novo Hamburgo e Campo Bom, também se prepara para 2015. No primeiro trimestre do ano, ocorrerá a inauguração da fase 2 de Campo Bom. Com o novo espaço, será possível receber até 25 empresas de micro e pequeno porte e oito de médio porte.
Além disso, novas construções deverão ser realizadas a partir de 2016, ampliando o número máximo de pequenas empresas de 25 para 70. O gestor executivo do Valetec, Alexandre Peteffi, diz que o parque já está em conversações com alguns interessados em se instalar no local. “Estamos tratando esse assunto ainda de forma sigilosa. Vamos aguardar o edital ser lançado e as empresas serem selecionadas”, observa.

Também em 2015 começarão a serem desenvolvidos os projetos de urbanização e licenciamento da fase 3, que agregará mais 10 hectares à área do parque tecnológico. O foco, nesse caso, serão os projetos ambientais, em especial a pesquisa de novas tecnologias para água.

A unidade de Campo Bom ocupa uma área de 46 hectares. Há hoje 25 empresas residentes. Em torno de 450 pessoas trabalham no local diariamente. A perspectiva é de que o número de pessoas chegue a 1 mil em 2016. O foco ali para os próximos anos são os projetos nas áreas de materiais e nanotecnologia, ciências da saúde e biotecnologia e ciências ambientais e energias renováveis.

Outra iniciativa é a ampliação do parque tecnológico em Novo Hamburgo. Ao longo do ano, o projeto será desenvolvido e as parcerias para realização serão formalizadas. “A perspectiva para início de construção do novo espaço é o segundo semestre de 2016. Hoje, temos uma demanda muito grande no município, tanto que o prédio ocupado atualmente pelo parque encontra-se com 100% da capacidade utilizada”, comenta Peteffi.

Atualmente, 10 empresas e 40 pessoas ocupam o espaço do parque em Novo Hamburgo, em um imóvel de 900 m2, focado exclusivamente em pequenas empresas. A concentração ali nos próximos anos deverá ser de players de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Indústria Criativa.

De olho no futuro, o Valetec espera consolidar o desenvolvimento das duas unidades, melhorando a infraestrutura para as empresas e ampliando a quantidade e qualidade dos serviços prestados. “Projetamos um incremento de 100% no número de empresas instaladas nos próximos dois anos”, diz o gestor executivo do parque tecnológico.

COMENTÁRIOS
Eduardo Borba - 19/01/2015 - 11h32
Ótimo conteúdo apurado pelo olhar da Patrícia Knebel, sempre atento às ações de inovação do RS. Tomara que o Governo Estadual mantenha investimentos nessa área que apresenta novas e rentáveis soluções a cada dia.

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