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COMBUSTÍVEIS Notícia da edição impressa de 08/01/2015

Investimentos da Solví chegam a R$ 66 milhões

Grupo planeja a implantação de três usinas termelétricas que serão alimentadas por biogás em aterros sanitários do Rio Grande do Sul

Jefferson Klein

FERNANDO GOMES/DIVULGAÇÃO/JC
Outras duas iniciativas no Estado receberam licença prévia da Fepam
Outras duas iniciativas no Estado receberam licença prévia da Fepam

Através da sua controlada, a empresa Biotérmica, o Grupo Solví irá construir três usinas que gerarão energia elétrica a partir de biogás obtido de aterros sanitários. Os empreendimentos, que serão implementados nos municípios de Santa Maria, São Leopoldo e Minas do Leão, absorverão um investimento de R$ 66 milhões.

A ação mais adiantada e de maior porte é a que está sendo desenvolvida nessa última cidade. De acordo com o diretor da Solví Valorização Energética Carlos Bezerra, as obras de construção civil já iniciaram e a estimativa é de que a produção de energia ocorra no final do primeiro semestre deste ano. A termelétrica terá capacidade instalada de 8,5 MW (suficiente para atender à demanda de aproximadamente 80 mil pessoas) e um aporte de R$ 50 milhões.

Enquanto esse projeto é desenvolvido, as outras duas iniciativas do grupo no Estado receberam recentemente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) licença prévia para serem encaminhadas. Bezerra informa que cada uma dessas usinas terá investimentos de cerca de R$ 8 milhões e capacidade instalada de 1,4 MW. O combustível a ser utilizado será o biogás que é produzido nos aterros sanitários de resíduos urbanos e operados pela Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR). “O biogás tem a característica de ter em seu conteúdo mais de 40% de metano, o que possibilita a queima em câmaras de combustão de motores que propulsionam os geradores de energia”, detalha o executivo.

O dirigente acrescenta que o metano é um gás que provoca o efeito estufa. Sendo assim, o processo de queima desse gás para a geração de energia elétrica reduz a quantidade de emissão para a atmosfera, sendo elegível para projetos de crédito de carbono. A estimativa é de que o início da instalação dos projetos ocorra ainda neste ano e a geração de energia a partir do ano de 2016. A companhia ainda não decidiu como comercializará a energia. Poderá ser através de leilões promovidos pelo governo federal ou no mercado livre - ambiente de comercialização formado por grandes consumidores (indústrias e shoppings centers), que podem escolher de quem comprar, sem ficarem presos à rede cativa atendida pela distribuidora da região. Bezerra revela que o Grupo ainda estuda implantar uma térmica a biogás também no município de Giruá.

Baixada Santista cresce com novas reservas de petróleo e gás natural

Um estudo da Fundação Seade revela que as recentes descobertas de reservas de petróleo e gás natural na Bacia de Santos têm efeitos econômicos sobre a estrutura produtiva do estado de São Paulo, principalmente na Região Metropolitana da Baixada Santista. O estado tornou-se, em 2013, o terceiro maior produtor nacional de petróleo e gás natural.

O Indicador de Atividade Econômica da Região Metropolitana da Baixada Santista (Indec Baixada Santista) mediu, mensalmente, o nível de atividade econômica regional, abordando dados da agropecuária, indústria e serviços de janeiro de 2002 a março de 2014.

Até 2008, São Paulo e a Baixada Santista apresentaram taxas de crescimento semelhantes, com pico em julho, de 9,8% e 8%, respectivamente. Nos meses seguintes, no entanto, houve redução do nível de atividade econômica devido ao impacto da crise econômica mundial sobre o Brasil. Segundo o estudo, com base em dados da Secretaria da Fazenda, ocorreu uma forte redução da atividade industrial do polo siderúrgico-petroquímico de Cubatão.

Em 2009, a região começou a mostrar recuperação e, de 2010 a 2013, ocorreu uma forte aceleração da taxa de expansão regional na comparação com o estado.

Falta de infraestrutura limita importações por distribuidoras

A falta de acesso à infraestrutura é um limitador à importação de gasolina e óleo diesel em grande escala por distribuidoras de combustíveis de grande porte, na avaliação das distribuidoras. Na terça-feira, fontes da Petrobras afirmaram que a estatal está atenta a uma possível concorrência com importados, uma vez que os preços praticados no Brasil estão mais altos do que os no exterior.

A diferença é de 60% para a gasolina e de 40% para o diesel, o que estimula a compra lá fora. Mas como os portos, tanques e dutos, para a armazenagem e transporte dos produtos, são todos de propriedade da Petrobras, as distribuidoras dificilmente concorrerão com a estatal no mercado interno, diz Alisio Vaz, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), que reúne empresas como Chevron, Ipiranga, Ale e Raízen, que tem a Shell como sócia.

Se houver concorrência, será por parte de pequenas distribuidoras, complementa o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

Do ponto de vista financeiro, a importação de gasolina é um excelente negócio, diz Pires. Ele calcula margem de lucro garantida de 18% para os comercializadores que se aventurarem ao negócio,  mas, vê também pelo menos três barreiras à viabilização do projeto, só possível de serem transpostas por pequenas distribuidoras. Além da falta de acesso à infraestrutura logística, o especialista destaca que, para importar, as distribuidoras teriam que quebrar contrato com as refinarias da Petrobras, uma medida que dificilmente será tomada pelas grandes empresas, as únicas com capacidade de abalar o predomínio de mercado da estatal.

Vaz, do Sindicom, acrescenta que, no Brasil, não há um política previsível de flutuação dos preços dos combustíveis, por isso, não é possível prever se os preços internos voltarão a registrar quedas em curto espaço de tempo.

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