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AGRONEGÓCIOS Notícia da edição impressa de 30/12/2014

PIB da agropecuária deve ser de R$ 1,1 trilhão

Produção de grãos e de carnes foram as maiores já obtidas no Brasil, e faturamento do setor é de R$ 461,6 bilhões
YASUYOSHI CHIBA/AFP/JC
Colheita brasileira é estimada em 193,5 milhões de ton, segundo dados do Ministério da Agricultura
Colheita brasileira é estimada em 193,5 milhões de ton, segundo dados do Ministério da Agricultura

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio em 2014 representa entre 22,0% e 23,0% do PIB total da economia brasileira, com cerca de R$ 1,1 trilhão. As atividades agrícolas representam 70% e a pecuária, cerca de 30% do valor produzido no ano. Segundo a Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), esse resultado mostra que houve expansão, não apenas da produção das lavouras e da pecuária, mas também do setor de insumos, como fertilizantes, defensivos, máquinas e equipamentos.

O aumento da produção de grãos e carnes foi um dos fatores responsáveis por esses resultados do PIB e do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP). Tanto a safra de grãos quanto a produção de carnes foram as maiores obtidas até hoje no Brasil. Para os grãos, a safra é estimada em 193,5 milhões de toneladas, e para as carnes, 25,9 milhões de toneladas.

A estimativa de faturamento da agropecuária expressa em VBP em 2014 é de R$ 461,6 bilhões, 2,5 % superior ao obtido em 2013, que foi de R$ 450,3 bilhões. A pecuária teve um melhor desempenho do que as lavouras, apresentando um crescimento real de 10,3 % em relação a 2013. Já as lavouras tiveram um decréscimo de 1,6 %.

Os preços mais baixos este ano para atividades relevantes como cana-de-açúcar, milho, cacau, feijão, soja e trigo, foram responsáveis pela redução do VBP das lavouras. Já na pecuária, o aumento no faturamento, em especial das carnes bovina, suína e de frango, deve-se ao comportamento favorável do mercado internacional quanto à demanda de preços.

Segundo a AGE, pesquisas mostram que 90% do crescimento do produto agropecuário deve-se aos ganhos de produtividade e 10% ao aumento no uso de insumos. Mesmo com impactos climáticos fortes em algumas regiões como, por exemplo, o excesso de chuvas, secas ou geadas, a produtividade tem tido aumento contínuo no tempo, o que é essencial para garantir o crescimento do setor em prazo mais longo.

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de grãos em 2015 é estimada em cerca de 202 milhões de toneladas. A previsão é de que ocorra um crescimento de 4,2% na produção, e aumento de área de 1,5%.

O faturamento expresso em VBP para 2015 deve ser semelhante ao desse ano e deve girar em torno de R$ 462 bilhões. Não há indicação de que os preços previstos para os principais grãos serão mais baixos do que os atuais. Além disso, o clima e as condições de outros mercados, especialmente no que se refere a expectativas de produção e as condições de demanda por produtos brasileiros, são decisivos no resultado a ser obtido.

Brasil e Estados Unidos tiveram safras recorde de soja

As condições climáticas estiveram no foco do setor de soja ao longo de 2014. Em grande parte das regiões produtoras, os receios eram gerados pela estiagem, enquanto que, em Mato Grosso (maior produtor nacional), o excesso de chuva é que preocupava. Segundo colaboradores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no balanço, no entanto, o clima foi favorável à cultura, e o Brasil teve mais uma safra recorde, com 86,12 milhões de toneladas de soja. De farelo, foram produzidas 28,34 milhões toneladas e, de óleo, 7,18 milhões de toneladas, os maiores volumes desde a temporada 2010/2011, conforme dados da Conab.

Nos Estados Unidos, havia expectativas de estoques baixos ao final da temporada encerrada em agosto, o que de fato ocorreu. Colhendo 91,4 milhões de toneladas na sua temporada 2013/2014, o país teve o menor estoque de passagem já visto, de apenas 2,503 milhões de toneladas, segundo dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). A Argentina, terceira maior produtora mundial, colheu 54 milhões de toneladas, 9,5% a mais que em 2013, segundo o USDA. O escoamento da safra brasileira, no entanto, continuou esbarrando nas dificuldades logísticas. De modo geral, consumidores globais de farelo de soja apresentaram bom apetite em 2014, e os valores do farelo de soja deram um salto nos Estados Unidos e no Brasil. Por aqui, a média do farelo em 2014 foi a maior (em termos nominais) do histórico do Cepea, iniciado em janeiro de 1999.

Conab contrata mais de R$ 320 milhões no PAA em 2014

Em 2014 a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) operacionalizou mais de R$ 320 milhões no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Esses recursos devem beneficiar mais de 48 mil agricultores familiares em todo o País. O valor ultrapassa em mais de 40% o montante registrado no ano passado.

“O resultado é bastante positivo, visto que este foi um ano de reestruturação do programa. Mesmo com as mudanças nos normativos, a execução mostrou uma boa recuperação”, ressalta o Diretor de Política Agrícola e Informações, João Marcelo Intini.
Na comparação regional, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os estados que registraram o maior volume de recursos, seguidos de Bahia e Alagoas.

A execução de cada unidade da federação está relacionada a uma série de fatores, como o nível de organização produtiva e a capacidade de agregar valor à produção. Assim, um estado que possua um menor número de produtores pode ter maior valor investido.

“O programa tem ajudado a gerar emprego e renda para os trabalhadores no campo e também a garantir a segurança alimentar de muitos brasileiros. Nosso próximo desafio é qualificar ainda mais a produção e comercialização, de modo a garantir o acesso da população a uma alimentação saudável e de qualidade”, pondera Intini.

O PAA fomenta o fortalecimento econômico dos agricultores familiares e de suas organizações, por meio da aquisição de alimentos originários de sua produção. Os produtos adquiridos pelo programa são destinados ao abastecimento da rede sócio-assistencial e também dos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, como os restaurantes populares e as cozinhas comunitárias.

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