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Editorial Notícia da edição impressa de 11/12/2014

As finanças do Rio Grande preocupam todos nós

Uma frase-símbolo na campanha política do agora em breve governador do Rio Grande do Sul caiu muito bem no imaginário popular. Sim, fácil de ser assimilada e capitalizando uma certa descrença com a situação da classe política nacional, José Ivo Sartori (PMDB) abria os braços a exclamava que “O meu partido é o Rio Grande”. Pois equilibrar as finanças estaduais é a missão básica da equipe que assumirá em janeiro, de resto o mesmo que, em nível nacional, Joaquim Levy terá que fazer. E não há outro caminho a não ser cortando gastos de custeio ou aumentando tributos.

Isso é acaciano e todos nós estamos preocupados com as necessidades pleiteadas e os recursos para satisfazê-las. Mesmo que alguns governantes prefiram a ilusão para fugir dos problemas, aliada ao discurso fácil, não podemos esquecer que a verdade, mesmo que doa, é a única que liberta e indica caminhos.

O Estado tem servidores ativos e na inatividade. A folha de pessoal consome quase a metade da arrecadação. É difícil aplicar na infraestrutura se 13% da arrecadação estadual é direcionada ao pagamento da dívida renegociada com a União, mesmo que o novo indexador de correção da dívida seja menor. Se a atividade econômica não for ampliada e ajudar na arrecadação doTesouro, as dificuldades continuarão ou, em um quadro pior, trarão mais gastos.

Os gaúchos não querem ficar na situação em que os desesperados chegam, quando têm pouca fé no futuro ou em qualquer ideia nova que possa ser apresentada como solução para o sufoco financeiro estadual. Entretanto, a nossa segurança, nestes momentos iniciais do novo governo, terá que ser baseada na acumulação e na poupança do erário, sendo que gastar além do estritamente necessário e obrigatório tem que ser visto como uma ameaça à retomada do equilíbrio financeiro.

O Tesouro do Estado terá que se mostrar acumulativo, organizado ao extremo, pensando muito bem antes de liberar o que não é legal ou absolutamente impostergável. A dívida do Rio Grande do Sul, no segundo quadrimestre de 2014, estava em torno de R$ 54,6 bilhões, uma quantia fantástica. Há que haver, de pleno, no novo governo uma orientação compulsiva pelo corte de custeio. Uma autêntica ablução religiosa para limpar os gastos que possam ser postergados, especialmente no custeio. A folclórica “economia do clips” deve ser o início de uma jornada que, com certeza, não resolverá os problemas de caixa ainda em 2015.

Mas é esse o caminho, provavelmente o único. Na atual situação, os gaúchos sentem-se ao mesmo tempo como os credores e devedores, como se todos nós fôssemos uma mercadoria depreciada posta à venda, mas com poucos ou nenhum comprador. Se a nova administração tiver sucesso ao longo de 2015, será valiosa. Caso contrário, as críticas acabarão por torná-la alvo de contrariedades, algo talvez mesmo imprestável. Enfim, se o nosso partido é o Rio Grande e caso as finanças forem equilibradas, todos nós estaremos identificados com o sucesso, e justificada estará a eleição. Sem demérito ao governo que está saindo, o qual fez tudo que estava ao seu alcance, mas sem conseguir chegar ao ponto ideal, sempre mais à frente: fartos recursos para a educação, a saúde e a segurança no nível exigido pela sociedade.

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