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Saúde Notícia da edição impressa de 05/12/2014

Cura da Aids pode ser descoberta em até dez anos

No cenário dos avanços científicos, é mais provável sanar os doentes do que imunizar os saudáveis

Isabella Sander

INSTITUT PASTEUR/AFP PHOTO/JC
Imagem do vírus HIV ampliada em microscópio
Imagem do vírus HIV ampliada em microscópio

Desde o anúncio oficial da descoberta do vírus HIV, em abril de 1984, a comunidade científica debruçou-se sobre os livros e os estudos dos casos, a fim de entender melhor como o agente infeccioso funciona. Trinta anos depois, a Aids permanece sendo considerada uma epidemia. Felizmente, as pesquisas também continuam avançando e trazendo resultados positivos. E especialistas na área confirmam: há uma possibilidade real de encontrar a cura da enfermidade.

Segundo o chefe do Serviço de Infectologia do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs), Fabiano Ramos, o que está em andamento visando à cura da Aids são estudos com medicações que apresentam ação diferente no vírus do que as que atualmente se utilizam em pessoas contaminadas. “Sabemos que o agente infeccioso fica em locais que chamamos de santuários, que são lugares do nosso corpo onde o vírus se multiplica mais facilmente, no tecido linfóide e, principalmente, no intestino”, afirma.

O problema é que os remédios que hoje são aplicados chegam de maneira muito diluída nos santuários e, por isso, ainda não é possível eliminar a presença do HIV. “Mas alguns medicamentos que estão em estudo atingem melhor esses lugares, fazendo com que os vírus saiam de lá e entrem na corrente sanguínea, onde conseguimos eliminá-los”, explica Ramos. A estimativa do médico é de que, entre cinco e dez anos, a cura da doença já possa ter se tornado realidade.

Uma das pesquisas em andamento, realizada nos Estados Unidos, possui participação brasileira da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além de buscar uma maneira de exterminar o agente infeccioso do organismo, a entidade criou um método para desenvolver vacinas contra diversas enfermidades, entre elas a Aids. A base dele é a dose criada contra a febre amarela, usada desde 1937. A imunização consiste em prevenir a infecção usando vírus vivos atenuados, capazes de se multiplicar no organismo do paciente, mas incapazes de provocar a doença. A partir dos contatos, as células do paciente aprendem a reconhecer o causador da doença e lutam contra a infecção. O estudo referente à Aids está sendo realizado em parceria com a Universidade de Miami.

Além da pesquisa da Fiocruz, há diversas outras em andamento. “O grande problema é a capacidade que esse vírus tem de se modificar rapidamente”, alerta o chefe de Infectologia do São Lucas. Para a vacina funcionar, ela deve permitir uma indução de anticorpos nos seres humanos, o que, conforme Ramos, é algo realmente difícil de fazer, pela capacidade de modificação do HIV, de seus subtipos. “Acredito que uma vacina se tornará realidade,  mas quanto tempo isso levará, eu não sei”, admite.

É provável, para ele, que a imunização seja desenvolvida apenas para um subtipo específico do vírus. “O subtipo HIV-1, que prevalece aqui no Brasil, não responde adequadamente às doses testadas. Aqui no Rio Grande do Sul, grande parte dos enfermos tem o vírus do grupo C do subtipo HIV-1, o que significa que criar uma vacina para os grupos A ou B amenizaria o problema, mas não o resolveria com total segurança”, relata.

A única maneira de encontrar uma solução, na opinião de Ramos, é que seja feito um investimento mundial. “Já há um bom investimento, mas com certeza os esforços focam muito mais no tratamento do que na prevenção. Precisamos de mais dedicação à formulação de vacinas e prevenção, bem como campanhas de conscientização”, salienta, ponderando que, hoje, há pouca aplicação em mobilizações voltadas para prevenir a contaminação pelo vírus, e que se fala muito mais em tratá-la do que em evitá-la.

Sobre o vírus HIV, ainda não se sabe muita coisa, de acordo com o médico. “Essa é a verdade. Estamos começando a aprender sobre ele e, quanto mais o tempo passa, mais sabemos”, garante. A prática do uso do coquetel de remédios oferecido aos pacientes foi iniciada entre 1995 e 1996 no País, o que significa que os especialistas brasileiros não têm nem 20 anos de conhecimento a respeito das medicações.

“É pouco tempo. A forma como as pessoas se comportam, suas reações aos tratamentos são questões que aprendemos a cada dia. Não temos nenhum estudo ainda que consiga comprovar como o vírus se comporta nas pessoas, então nos baseamos no que faz com que os enfermos se mantenham bem”, revela.

O coordenador do ambulatório de HIV/Aids do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Eduardo Sprinz, concorda que o agente infeccioso em questão permanece, em parte, um mistério. “Ainda temos muito o que descobrir sobre o vírus da Aids. Complicações da doença, no que vale a pena investir e estratégias para encontrar a cura são estudos relativamente iniciais”, aponta.

Assim como Ramos, mesmo consciente da falta de informações sobre o agente infeccioso, o coordenador do Clínicas acredita na cura. “Sabemos onde estão os santuários do vírus no organismo, mas os medicamentos de que dispomos hoje em dia não atingem os esconderijos. As armas estão sendo fabricadas para que atinjam, e existirão em algum momento”, assegura.

Todas as tentativas de se fazer uma vacina contra o HIV, segundo Sprinz, foram frustradas. “Estamos atrás de um modelo efetivo, mas não sei quando será possível. Algumas iniciativas produzem anticorpos, mas não o suficiente para proteger totalmente contra a infecção”, esclarece.

Avanços

  • Em 2013, 240 mil crianças foram infectadas com o HIV, número 58% menor do que em 2002
  • Um total de 12,9 milhões de pessoas recebia terapia antirretroviral em todo o mundo no final de 2013
  • O percentual de pessoas que vivem com HIV que não estão recebendo tratamento foi reduzido de 90% em 2006, para 63% em 2013
  • Desde 1995, a terapia antirretroviral evitou 7,6 milhões de mortes no mundo, incluindo 4,8 milhões de mortes na África subsaariana

Desafios

  • Mais da metade da população mundial (52%) que contraiu o HIV não sabe que foi infectada
  • Vinte e dois milhões, ou três de cada cinco pessoas que vivem com o HIV no planeta, ainda não estão acessando o tratamento
  • Três em cada quatro crianças que vivem com HIV não estão recebendo o tratamento
  • O HIV tem uma prevalência até 12 vezes maior em profissionais do sexo do que na população em geral
  • Todos os anos, quase 120 mil pessoas com 50 anos ou mais contraem HIV. A partir dessa idade, é necessário buscar atendimento especializado

Tratamento proporciona mais imunidade a pessoas soropositivas

As pesquisas da medicina, conforme o coordenador do Clínicas, já mostraram como a enfermidade poderia ser curada, mas ainda não há meios suficientes para isso. “Enquanto não acontece, temos que focar em descobrir qual é o melhor momento para começar a tratar uma pessoa com HIV”, enfatiza. A intervenção na doença ocorre cada vez mais precocemente, o que tem gerado resultados muito positivos. “Verificamos que, quanto mais cedo o vírus é tratado, mais chance o paciente tem de ter uma imunidade a doenças tão boa quanto a da comunidade em geral. Quanto mais tarde, menor o poder de mudar a enfermidade”, avisa.

O tratamento é feito com a combinação de medicamentos antirretrovirais, que aumentam a força contra o agente infeccioso e tornam possível o controle da multiplicação do vírus no sangue. Em relação aos remédios existentes quando a Aids foi descoberta, os atuais apresentam grandes melhorias. “As medicações ainda estão aparecendo, mas as que já estão no mercado são mais fáceis, seguras e potentes”, observa Sprinz.

Se tratadas, as pessoas soropositivas têm uma boa saúde, contanto que tomem seus remédios. “O mais importante é fazer o tratamento de forma adequada, aderir de verdade a ele. Aí, o paciente terá uma vida longa”, diz o coordenador do Clínicas. A recomendação de Ramos é a mesma. “As pessoas vivem muito bem com o vírus se ministrarem bem seus medicamentos. Claro que é difícil tomar o remédio sempre de maneira adequada, mas é o que faz diferença”, afirma.

De acordo com o chefe do São Lucas, ainda não se sabe durante quanto tempo uma pessoa com Aids deve fazer o tratamento. “É um período incerto de uso de uma medicação que tem potencialmente efeitos colaterais.” Segundo ele, esse acompanhamento médico é fundamental, e a capacidade de as pessoas aderirem a ele talvez seja a parte mais difícil do tratamento.

Entre os efeitos colaterais, estão alterações na libido, no colesterol, nos triglicerídeos, na glicose, no corpo, como lipodistrofia (distribuição anormal de gordura), presença de problemas cardíacos e potenciais alterações no funcionamento dos rins. “Vai depender de cada medicação. Os efeitos são menores do que antigamente, talvez porque usamos menos remédios. Em curto prazo, causam vômito e diarreia, mas menos do que no passado, também”, garante Ramos. Quanto maior o tempo que o paciente precisa tomar a medicação, maior o risco de ter um efeito ou paraefeito colateral.

No Clínicas, 3,5 mil pessoas fazem o acompanhamento do tratamento contra o HIV. No São Lucas, são 2 mil. “Uma parcela grande está de fato se tratando, mas há aqueles que não estão. Usar o medicamento ou não é uma decisão individual”, comenta o chefe do São Lucas. Ele conta que há médicos que defendem que todas as pessoas deveriam ser tratadas contra a Aids, para evitar a contaminação. “Mas é uma escolha pessoal. O paciente precisa estar bem consciente da necessidade de se tratar, porque não é fácil, e saber que não haverá somente o efeito do vírus, mas também o efeito colateral das medicações”, destaca.

COMENTÁRIOS
fabio - 05/12/2014 - 12h59
espero mesmo que haja uma soluçãoaté antes, uma vez que os avanços cientificos estao ficando cada vez maiores


Clari -
31/03/2015 - 22h33
sou paciente do Dr.Fabiano já fazem 10 anos, estou usando a mesma medicação desde o inicio, faço o tratamento todo de acordo com a sua orientação e estou bem, procuroestar sempre em atividadee tenho a espectativa de um dia ficar livre desse pesadelo.


Luiz -
22/05/2015 - 21h08
de 0a 20 anos, evoluímos muito, então nos próximos dez anos, a cura virá para todos, falta pouco para chegar no ponto máximo das pesquisas. É fato. A ciência mundial não vai parar e a solução está cada dia mais próxima. Fé em Deus e nos homes de boa vontade!


joan -
24/07/2015 - 19h33
Eu estou feliz de compartilhar este testemunho com o mundo, porque há muitas dúvidas sobre a cura do HIV / SIDA, mas agora eu acredito que o milagre que eu recebi é útil para o mundo e as vítimas de Aids Hiv que perderam a esperança. Meu nome é Joan Hubbell meu e-mail é joanhubbel@gmail.com o herbalista que me curou do vírus de e-mail é odincurahiv@gmail.com Eu vivi com esta doença mortal por mais de um ano, meu marido descobriu que nós éramos ambos HIV positivo quando ele foi testado positivo.

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