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turismo Notícia da edição impressa de 01/12/2014

Comissão vai promover os destinos gaúchos

Governo trabalha na formatação de uma film comission para atrair produções cinematográficas ao Rio Grande do Sul

Adriana Lampert

CRISTINE PIRES/ESPECIAL/JC
Paisagens como os cânions do Itaimbezinho, em Cambará do Sul, podem servir de locação para filmagens
Paisagens como os cânions do Itaimbezinho, em Cambará do Sul, podem servir de locação para filmagens

O foco é buscar visibilidade através de mídia espontânea para atrair cada vez mais visitantes ao Rio Grande do Sul. Por isso, desde o dia 25 de novembro, um comitê gestor coordenado pela Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) – braço da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI) – tem se reunido para colocar em práticas as metas estabelecidas para a criação de uma film commission estadual. A ideia é facilitar a pesquisa de produtores cinematográficos do Brasil e do mundo que busquem locações (cenários reais) para rodar filmes e séries de televisão, através de um banco de dados que inclua informações sobre geografia, cultura e etnias presentes nos municípios gaúchos. “É, sem dúvida, uma maneira de fomentar o turismo e o desenvolvimento da mão de obra local, além de propagar a história e cultura, melhorando a autoestima da população de um destino”, opina o diretor de televisão e cinema Federico Bonani. 

À frente da Máquina Filme — produtora de vídeos corporativos e projetos de entretenimento –, Bonani é um incentivador da iniciativa, lançada após dois anos de estudos realizados por um grupo de trabalho criado pelo governo do Estado, sob a coordenação do atual chefe de gabinete da AGDI, Cristóvão Feil. “Vi pessoalmente de que forma a sinergia entre as indústrias do turismo e do audiovisual pode beneficiar uma localidade”, afirma o diretor e produtor, que participou de trabalhos como Anahy de las Misiones (1997), rodado em Uruguaiana; Netto Perde sua Alma (2001), também filmado em Uruguaiana e em outros municípios da Região dos Pampas; e A Casa das Sete Mulheres (2003), gravada em Cambará do Sul, São José dos Ausentes, Pelotas e Uruguaiana. “Em São José dos Ausentes, por exemplo, duplicou a quantidade de pousadas nos primeiros anos, e foi feita mais uma série de benfeitorias e investimentos em estrutura na cidade, graças à demanda de turistas, que ligavam para as agências de viagens dizendo que gostariam de conhecer o lugar onde foram feitas as cenas iniciais do filme”, conta Bonani. 

O diretor acrescenta que não faltam lugares no mundo que se promovem através da indústria cinematográfica, a exemplo dos Estados Unidos, Irlanda e Austrália — este último, cenário da trilogia de filmes O Senhor dos Anéis. Um exemplo de país latino-americano que tem se desenvolvido graças ao trabalho de uma film commission é a Colômbia, que faturou US$ 50 milhões servindo de cenário para produções de cinema naquele país, destaca o diretor do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), Juan Zapata, que, junto com outros agentes da governança, integra o comitê gestor da film commission a ser implementada no Estado. Além do Iecine, representando a Secretaria de Cultura (Sedac), também a Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais (Acri) e a Secretaria do Turismo (Setur) integram o grupo que irá formatar e buscar recursos para implementar a iniciativa, com foco em movimentar as economias de municípios indutores de turismo, bem como dos demais, muitas vezes esquecidos não por falta de atrativo, mas por ausência de fomento. 

“Antes de ser lançada A Casa das Sete Mulheres, não havia mídia voltada para os Aparados da Serra”, comenta o coordenador administrativo da Secretaria Municipal de Turismo de Cambará do Sul, Kim Fonseca. Ele afirma que o fato de a cidade de 6,5 mil habitantes ter servido como parte do cenário da minissérie “foi um marco” para a econômica local. “A procura do público foi grande e fomentou bastante os investimentos em turismo no município. Hoje, temos estrutura muito boa e recebemos muitos visitantes todos os anos. 

Grupo divulgará atrativos também em feiras do exterior

O comitê gestor de implementação da film comission no Estado deve contar também com entidades da sociedade civil, informa a coordenadora do programa setorial de Economia Criativa da AGDI, Luciane Xerxenensky, que irá coordenar os trabalhos do grupo destinados à instituição da comissão gaúcha para locação em cinema. Devem ser criadas estratégias para captar recursos (são necessários pelo menos R$ 600 mil iniciais) e formas de tornar a comissão sustentável. O programa de promoção e atração de obras audiovisuais nacionais e estrangeiras para o Estado deve atuar em feiras no exterior. “Queremos vender nosso peixe também fora do País, com a criação de catálogos e outras promoções nos destinos onde circulam os principais autores do mercado de audiovisual e games”, diz o produtor cultural Ben Berardi, integrante da Assessoria de Relações Internacionais (Acri) no comitê gestor.

“O Rio Grande do Sul tem características bem peculiares para  produções do gênero, diferenciadas e com valores muito competitivos em nível latino-americano”, opina  o diretor do Instituto Estadual de Cinema (Iecine), Juan Zapata, que está otimista com o projeto. No próximo dia 5, o comitê gestor gaúcho irá estar na feira de cinema Ventana Sur, em Buenos Aires (Argentina). “A ideia é apresentar o projeto para outras film commissions”, explica Berardi. 

Segundo o integrante da Acri, o portfólio gaúcho será dividido em nove regiões de acordo com características turísticas e culturais, com foco nos imigrantes que contribuíram para a formação dos municípios. No catálogo, além de informações técnicas, ainda haverá imagens dos destinos, levantamento de custos para realizações no Estado (como alimentação, contratação de profissionais) e nomes de pessoas ligadas ao setor audiovisual. “Neste levantamento, os produtores vão poder saber onde estão as zonas dos italianos, negros, portugueses, onde tem serra, cachoeiras, onde há castelos e outras estruturas, ou não. Isso tudo junto se torna um atrativo para a organização de trabalhos, pois facilita a busca por locações”, afirma o produtor, lembrando que o fato de uma produção cinematográfica chegar a um destino gaúcho representará vender também a culinária e costumes, fomentando o comércio local.

“Para trabalhar a atividade do turismo, tem que planejar bem, ter muita paciência, pois não se lida somente com a questão econômica, mas também social”, avalia a turismóloga da Setur, Cristina Beleza. “A importância da film commission é ser impulsora de mais um nicho de mercado (turismo cinematográfico), que pode gerar alta rentabilidade para a economia local (pois os custos de produções são caros) e bons frutos para todo o Estado.”

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