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Artigo Notícia da edição impressa de 13/11/2014

A auditoria da Petrobras

Salézio Dagostim

As companhias abertas, por força da Lei 6.404/76, devem submeter as suas demonstrações contábeis ao crivo de uma auditoria independente. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu, através da Lei 6.385/76, as atribuições de disciplinar e de fiscalizar as atividades de auditorias independentes das companhias abertas. Como a Petrobras é uma companhia aberta, as suas demonstrações contábeis devem ser submetidas à auditoria independente, e, por possuir contabilidade regular, todos os atos da gestão devem ser contabilizados e informados nas demonstrações contábeis.

Diante das notícias das fraudes praticadas na Petrobras, em que seu ex-diretor entrou em acordo com o Ministério Público Federal para delatar os envolvidos no esquema de desvios, e, com isto, reduzir a sua pena, concordando, ainda, em pagar R$ 5 milhões em multas e a devolver US$ 23 milhões que dispunha em contas no exterior, algumas questões precisam ser levantadas: Por que os auditores independentes não apuraram estas fraudes? Caso as tenham apurado, os auditores divulgaram o fato à CVM? E, ainda: O que a CVM fez com estas informações? O contador responsável pelo registro destes atos de gestão sabia destas fraudes? Questionamos todos estes fatos porque se a lei conferiu competência para a CVM fiscalizar as atividades da auditoria independente, esta função deveria estar sendo exercida. A CVM precisa vir a público justificar por que estes atos não foram apurados nas auditorias, e, se foram, deve dizer o que foi feito com eles. Por isso, a Polícia Federal deveria convocar o presidente da CVM e os auditores independentes, para pedir os devidos esclarecimentos e apurar as responsabilidades.

A pior coisa para a sociedade e a economia brasileira é ter órgãos que não cumprem com as suas obrigações funcionais, e que, no momento da constatação de irregularidades, não se apresentam para responder os fatos. Os contadores brasileiros precisam tomar partido a respeito deste assunto, através de seu órgão de fiscalização, já que cabe ao Conselho Federal de Contabilidade a fiscalização do exercício das atividades contábeis. Cumpre salientar o valor da auditoria, função privativa dos contadores.

Contador, fundador e ex-presidente do Sindicato dos Contadores/RS

COMENTÁRIOS
Nadir Andreolla - 13/11/2014 - 12h53
Parabéns Salézio, critica-se tanto os políticos, mas não são os únicos responsáveis. Onde estão a ética dos negócios e a transparência (governança corporativa)?


Jose Adolfo Silva -
13/11/2014 - 13h13
A sociedade brasileira precisa de uma resposta da classe contábil, de fatos como este que apesar de isolados repercutem significativamente. Sob pena de o esforço atual de elevação da credibilidade da classe ser em vão.


Luiz -
17/11/2014 - 13h49
Esse caso, vai sobrar para muita gente e empresa ainda, e com toda a certeza respingará nas empresas de auditoria, no caso KPMG E PRICE, o final dessa investigação vai abalar todo mercado financeiro e contábil.

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