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TRABALHO Notícia da edição impressa de 23/10/2014

John Deere fecha acordo sobre demissões

Empresa e sindicato acertaram que dispensados recebam multas em dinheiro e maior vigência do plano de saúde

Guilherme Daroit

INÁCIO DO CANTO/ TRT4/DIVULGAÇÃO/JC
Reunião mediada pelo TRT4 atendeu às solicitações dos trabalhadores
Reunião mediada pelo TRT4 atendeu às solicitações dos trabalhadores

Após semanas de negociação, a John Deere e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânica e de Material Elétrico de Horizontina (Stimmme) chegaram ontem a um acordo a respeito das 167 demissões realizadas pela empresa em sua fábrica de Horizontina, ocorridas entre 1 e 8 de outubro. O consenso, mediado pelo Tribunal Regional de Trabalho da 4ª Região (TRT4-RS), de Porto Alegre, que foi sede do encontro, foi viabilizado com a oferta de multas em dinheiro e cobertura de plano de saúde aos demitidos por um período mais longo. Com isso, a John Deere, que alega previsão de queda nas vendas, poderá homologar a redução no quadro pessoal, que chegaria agora a 1,8 mil profissionais diretos e indiretos, segundo o Stimmme.

As contrapartidas às demissões, como detalha o presidente do sindicato, Irineu Schoninger, foram divididas conforme o tipo de contrato dos ex-funcionários. Os 30 profissionais que tinham contratos temporários receberão indenização compensatória de R$ 1,4 mil, e os demais, com contratos de período indeterminado, receberão R$ 3 mil. Além disso, todos os demitidos terão direito a cobertura de plano de saúde por quatro meses a partir do fim do aviso prévio, que varia conforme o tempo de empresa de cada trabalhador.

As compensações, que inicialmente correspondiam apenas a dois meses de plano de saúde na oferta inicial da John Deere, eram o que emperrava as homologações. Segundo a vice-presidente do TRT4-RS, Ana Luiza Kruse, dois encontros entre as partes já haviam sido realizados, sem acordo. A situação levou a magistrada a suspender liminarmente as demissões por 10 dias para que se chegasse a um entendimento que possibilitasse diminuir o impacto das dispensas na comunidade, prazo que encerrava ontem.

O caso ganhou maior atenção por tratar-se de um número elevado de demissões em comparação com o tamanho do município de Horizontina, que tem pouco mais de 18 mil habitantes, segundo o último censo. Schoninger argumenta que o assunto já causava preocupação na região. “O município não tem empresas para assimilar essa mão de obra, a John Deere é praticamente única na área na região. Não há como dizer que dá pra assimilar os demitidos no mercado de trabalho”, argumenta o presidente do sindicato.

A empresa, que já havia demitido outros 140 empregados em agosto e setembro, alega que, “apesar de todos os esforços”, as dispensas foram necessárias devido à volatilidade do mercado brasileiro. No seu Relatório de Finanças do 3º Trimestre de 2014, publicado em 13 de agosto, a matriz da John Deere comunicou previsões de queda de 15% nas vendas da indústria de máquinas agrícolas na América do Sul. Além disso, as vendas do setor no mercado nacional teriam caído 18% neste ano em relação ao ano passado, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O Stimme questiona a situação. “É contraditório, pois o agronegócio só prevê crescimento, estão comprando, ampliando áreas de plantio”, afirma Schoninger.

Em nota, a John Deere afirma que manterá seus investimentos no Rio Grande do Sul, onde possui duas unidades: além da planta em Horizontina, há outra fábrica em Montenegro.

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