Porto Alegre, quinta-feira, 16 de julho de 2020.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
15°C
17°C
11°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 5,5230 5,5250 1,61%
Turismo/SP 4,7300 5,8120 0,44%
Paralelo/SP 4,7400 5,6700 0%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
793449
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
793449
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
793449
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

PRESÍDIO CENTRAL Notícia da edição impressa de 15/10/2014

Primeiras paredes são derrubadas no Pavilhão C

Para Michels, cadeia da Capital era fonte de produção de mais crimes

Isabella Sander

MARCELO G. RIBEIRO/JC
Desmanche teve início pelo prédio mais deteriorado; outros 5 serão colocados abaixo gradativamente
Desmanche teve início pelo prédio mais deteriorado; outros 5 serão colocados abaixo gradativamente

Um problema enfrentado pelos sucessivos governos do Rio Grande do Sul nos últimos 30 anos está chegando ao fim. Com estrutura precária e superlotação, o Presídio Central de Porto Alegre começou a ser demolido ontem pela manhã, dando início à desativação do local. A primeira unidade a ser contemplada foi o Pavilhão C. “Por aqui, passavam todos os criminosos da Região Metropolitana e, seguramente, saíam piores do que entravam. Não se debelava o crime, essa cadeia era fonte de produção de mais criminalidade. O investimento é importante por isso”, afirma o secretário estadual de Segurança Pública, Airton Michels, que esteve presente no ato de abertura da obra.

O valor da demolição dos pavilhões C e D é de R$ 1,1 milhão. O C, que foi fundado em 1959 e comportava 362 presos, será posto abaixo com uma máquina escavadeira hidráulica. Os equipamentos foram levados para a Penitenciária Modulada de Montenegro (PMM). A previsão da sua destruição completa, com remoção e transporte do material, é até janeiro. As atividades referentes ao Pavilhão D se iniciarão após a transferência dos 800 presidiários que lá estão para o Complexo Prisional de Canoas (CPC), que deve ser inaugurado em dezembro e oferecerá 2,4 mil vagas.

A obra do CPC está 70% finalizada. A estrutura terá dois pavilhões exclusivos para a realização de trabalhos na prisão. Além disso, o Estado focará, também, na educação prisional, a fim de promover a reinserção social.

Segundo Michels, ainda há 3,7 mil presos no Central, tendo sido retirados 847. “Até o final do ano, a estimativa é de que restem, no máximo, 500 detentos no local, mas já com data para a retirada deles, pois estamos terminando uma obra que abrirá 670 vagas na Penitenciária de Guaíba”, avisa.

O processo de remoção foi tranquilo, de acordo com o diretor do Central, major Dagoberto Albuquerque. “O Pavilhão C era composto por um grupo que se autodenominava Unidos pela Paz, que são os sem facção definida. Então, eles aceitaram a transferência tranquilamente, somente pedindo para levar alguns pertences pessoais”, informa. Não houve rebelião ou resistência para sair. Em todos os casos de mudança de unidade, a preocupação da Susepe é não separar ou misturar facções, para que não haja conflitos.

Os pavilhões A, B, E e F também serão demolidos, mas a licitação para a destruição ainda está sendo feita. Sobrarão apenas quatro pavilhões, construídos recentemente. Ainda não há certezas quanto ao que será feito com essas unidades, mas, conforme Michels, já há um pré-projeto. “Uma parte usaremos para fazer uma cadeia que atenda aos presos de Porto Alegre. Esses pavilhões já comportariam 640 presos, mas pretendemos aumentar para 1,2 mil vagas. Os prédios administrativos devem ser utilizados de alguma forma pela comunidade porto-alegrense”, pondera.

Para o secretário da Segurança Pública, o Central se tornou uma marca altamente negativa para o Rio Grande do Sul desde a CPI Carcerária, em 2008, quando a precariedade e a superlotação dos prédios foram investigadas. “Quando assumi a pasta, essa foi a primeira tarefa de que fui incumbido: melhorar a situação. Estamos resgatando uma imagem mais positiva para o Estado”, celebra.

O ideal, conforme Michels, seria que cada município tivesse seu próprio presídio. “Infelizmente, por questões de recursos humanos, isso é inviável”, lamenta. Para uma cadeia de 100 a 150 presos funcionar, são necessários 40 agentes penitenciários, a fim de cobrir férias e dividir turnos. “Para uma de 500 vagas, eu posso ter 50 agentes. Então, o melhor é apostar em alta tecnologia em grandes penitenciárias, a fim de otimizar os custos”, define o secretário.

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Juiz acredita que demolição ficará parada até a retirada de 800 presos
A demolição do pavilhão C do Presídio Central deve ficar paralisada por algum tempo, de acordo com o juiz da Vara de Execuções Criminais da Capital, Sidinei Brzuska
Sobre a demolição do Central, Sidinei Brzuska diz que o certo seria aguardar a conclusão em Canoas
Para juiz, os detentos do Presídio Central vivem como se fosse o ano 1600
Governador Tarso Genro afirmou que apenados precisam ser tratados com decência e respeito
‘Momento é histórico para o Rio Grande do Sul’
Susepe diz que local foi escolhido por ter a estrutura mais deteriorada
Pavilhão C começa a ser demolido na segunda-feira