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Show Notícia da edição impressa de 25/08/2014

Grupo O Terno desembarca em Porto Alegre

Ricardo Gruner

CI/DIVULGAÇÃO/JC
Grupo O Terno se apresenta pela primeira vez em Porto Alegre
Grupo O Terno se apresenta pela primeira vez em Porto Alegre

Dois anos se passaram desde o lançamento de 66, álbum de estreia dos paulistas de O Terno. De lá para cá, vieram aparições nas listas de melhores discos brasileiros de 2012, parceria com Tom Zé em Tribunal do Feicebuqui e os prêmios de clipe do ano no Prêmio Multishow e Aposta MTV no VMB. Agora, o trio retorna com um segundo registro, cujo título leva o nome da banda e já demonstra o ideal de uma identidade estabelecida. O trabalho está disponível para audição no site www.oterno.com.br.

Com lançamento em show na sexta-feira passada, em São Paulo, O terno pode ser conferido ao vivo em Porto Alegre hoje. O grupo se apresenta no projeto Segunda Maluca, no Opinião (José do Patrocínio, 834), a partir das 21h. O evento tem abertura dos Renascentes e ingressos, na hora, a R$ 35,00. Antecipados, os tíquetes custam R$ 25,00 na Sirius (República, 304) e na Back in Black, no Shopping Total (Cristóvão Colombo, 545).

Apesar do grupo formado por Tim Bernardes (voz e guitarra), Guilherme d’Almeida (baixo) e Victor Chaves (bateria) já ter um álbum no currículo, este é o primeiro trabalho composto totalmente por canções assinadas pelos músicos. No anterior, há participação do pai do vocalista, Mauricio Pereira (integrante de Os Mulheres Negras, ao lado de André Abujamra).

“Fizemos este disco do jeito que quisemos”, ressalta Tim, discorrendo sobre o processo criativo por trás da obra. Se o anterior fora gravado em poucos dias, ao vivo, o desenvolvimento do lançamento mais recente envolveu 20 dias em um estúdio e outros 15 de mixagem. A título de comparação: a influência do rock dos anos 1960 ganhou ainda mais psicodelia, experimentalismos e uma brasilidade que vai do brega à tropicália.

Para isso, durante as gravações a banda não economizou em overdubs e no uso de outros instrumentos - com os quais foge do formato do trio. Como convidados, estão lá nomes como Tom Zé (voz em Medo do medo); o Cachorro Grande Pedro Pelotas (órgão em Ai, ai, como eu me iludo e Eu vou ter saudade); e Marcelo Jeneci (órgão em Quando estamos todos dormindo). A reprodução desta sonoridade ao vivo, entretanto, não incluirá músicos adicionais. “É um show rock’n’roll de nós três”, simplifica Victor, explicando: “Algumas músicas mudamos um pouco para funcionar ao vivo”.

Já as referências sessentistas incluem ecos dos Beach Boys, enquanto Tim menciona uma “classe média enjoada com pinta de artista” e canta “Essa não, ai meu Deus, que tragédia/ Eu não posso viver sendo igual a ninguém/ Eu pensei que era inteligente, mas de nada eu sei”. Já em Quando estamos todos dormindo, o compositor fala de um plano onírico onde ocorrem inspirações e faz citação direta: “Igual a Paul McCartney quando fez Yesterday”.

O baterista, no entanto, contrapõe o leque de referências sonoras. “Temos bastante contato com a música atual e buscamos saber o que está rolando”, afirma ele, citando a banda australiana Tame Impala como algo em comum no gosto dos parceiros. “Os descobrimos depois que lançamos o 66, e fez parte como influência”. Quem complementa é Tim, destacando admiração por novos artistas que também têm referências antigas, mas com resultado atual. “Você vê que eles estão subindo um degrau”, descreve ele.

Já Guilherme d’Almeida lembra que a carreira do grupo está envolvida em outro panorama. Como o Brasil tem revelado recentemente um número pequeno de bandas de rock com projeção nacional, há uma certa dualidade: “Ser independente é difícil, mas por outro lado há isso de aproveitar um público que está esperando por artistas de rock que apareçam”, reflete o baixista, cujo disco foi finalizado através de um financiamento coletivo (o qual arrecadou mais de R$ 35 mil).

E agora, depois de um processo de maturação de mais dois anos, O Terno encontrou sua cara e uma trilha a seguir? Que nada. Para o vocalista, o divertido é ficar procurando e explorando caminhos novos. “A gente não é uma banda que acha uma cara e fica com ela”, expõe, complementado pelo colega das baquetas: “O processo é contínuo, nós vamos achando o que tem a ver conosco no momento”.

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