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Trabalho Notícia da edição impressa de 18/08/2014

Ritmo de admissões no varejo recua no Rio Grande do Sul

Saldo entre contratados e desligados foi negativo em 1,9 mil empregados no primeiro semestre deste ano

Adriana Lampert

JONATHAN HECKLER/JC
Geração de emprego no setor tem desacelerado nos últimos quatro anos no Estado
Geração de emprego no setor tem desacelerado nos últimos quatro anos no Estado

O número de desligamentos de trabalhadores do comércio varejista do Rio Grande do Sul foi maior do que o de admissões no decorrer do primeiro semestre de 2014. Neste período, o saldo foi negativo em 1,9 mil profissionais no setor. Somente em janeiro, ocorreram 5 mil demissões, por conta do encerramento de contratos temporários vinculados ao período de vendas para o Natal de 2013. Segundo o economista da Fecomércio-RS, Lucas Schifino, destituições ocorridas nos meses de janeiro e fevereiro já eram esperadas, por conta das vagas abertas no final do ano anterior. No entanto, a sazonalidade natural do período não foi o único fator que contribuiu para o resultado do semestre. A geração de emprego neste segmento tem desacelerado visivelmente, nos últimos quatro anos, acompanhando o fraco crescimento de vendas. “À medida que o empresário vê as vendas estagnarem, ele começa a deixar de contratar”, simplifica o presidente da Associação Gaúcha do Varejo (AGV), Vilson Noer, lembrando que o ciclo de crescimento de quatro anos atrás vem se “esvaziando” desde 2012.

Dados da Fecomércio-RS mostram que, nos primeiros seis meses de 2010, o comércio varejista criou 8 mil empregos a mais, caindo, no ano seguinte, para 4,9 mil novas vagas ocupadas de janeiro a julho de 2011. Já no primeiro semestre de 2012, o setor registrou saldo positivo de 1,2 mil empregos, e, em 2013, os seis meses iniciais foram responsáveis por 744 novos empregados na conta que equilibra o número de contratações com o de demissões. No acumulado do ano, o segmento ainda não entrou no vermelho, com saldo de 17 mil empregos criados desde julho de 2013. “Estes quase 2 mil profissionais a menos de janeiro a julho são o resultado de um ritmo mais lento de contratações”, define Schifino, pontuando que junto com a taxa de desemprego, que se mantém em baixa, também a disponibilidade de mão de obra diminuiu. “Está mais difícil contratar, com menos gente qualificada para salário compatíveis com as vendas, que têm tido um crescimento moderado.”

De acordo com a estatística do Dieese-RS, Ana Paula Sperotto, há, de fato, menos interesse por parte da população economicamente ativa em permanecer neste segmento. “Ao fazer uma análise pontual do mês de junho, comparado com o mesmo período do ano passado, a redução da taxa de desemprego foi acompanhada da saída de pessoas do mercado de trabalho, que por alguma razão não se sentiram estimuladas a permanecer na atividade”, sinaliza Ana Paula, que é uma das coordenadoras da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Região Metropolitana de Porto Alegre. A questão é conjuntural, avalia a estatística, destacando o ciclo de baixo crescimento da economia do País. Conforme o último estudo realizado pela PED na Capital e região (em junho) houve uma redução do nível ocupacional de assalariados com carteira assinada cujo patamar foi de 19 mil pessoas. O setor responsável por boa parte deste volume foi a indústria, com menos 15 mil trabalhadores nos últimos 12 meses.

Fabricantes gaúchos contam atualmente com -5% da mão de obra que mantinham em junho de 2013. Já o comércio, que é o terceiro setor em número de empregados, representando 16% da força de trabalho do Estado, está com menos 9 mil colaboradores em Porto Alegre e cidades do entorno, atuando com -2,6% do contingente de mão de obra de um ano atrás. Segundo setor com maior redução de empregos foi o de serviços, com menos 21 mil ocupados nos últimos 12 meses (-2,1%). Mesmo assim, o setor de serviços ainda é o grande empregador do País neste momento, pondera o diretor do Sindicato dos Empregados do Comércio em Porto Alegre (Sindec-POA), Luis Carlos Barbosa, ao apontar a ocorrência de migração de profissionais (da indústria e do comércio) para este mercado.

“Temos uma situação complicada, porque, ao mesmo tempo que se fala em saldo negativo de trabalhadores no varejo, vemos anúncios de vagas à disposição”, lembra Barbosa. Segundo o dirigente do sindicato de comerciários, o motivo seria financeiro. “Um dos focos da nossa campanha salarial este ano será o piso da categoria, que cumpre extensa carga horária, incluindo o trabalho aos domingos e feriados. São fatores que afastam os candidatos.” O diretor do Sindec-POA admite que o momento é de alto índice de demissão por iniciativa do trabalhador. “Em alguns segmentos do comércio chega a 40%.” Apesar de ter crescido nos últimos 12 meses, o varejo de supermercados, por exemplo, não tem conseguido atingir o nível de contratações a que se propõe, porque as pessoas não querem trabalhar nesta área. Segundo Barbosa, o motivo seriam os salários “muito baixos”.

Comércio aposta em recuperação de vendas nos próximos meses

O comércio gaúcho fechou o mês de junho de 2014 com uma queda real de 3,4% nas vendas em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Índice de Vendas do Comércio (IVC), calculado por meio de convênio entre a Fecomércio-RS e Fundação de Economia e Estatística (FEE), a partir de dados fornecidos pela Secretaria da Fazenda (Sefaz). A retraída da demanda de consumidores no período da realização da Copa do Mundo em Porto Alegre é um dos pontos que contribuíram para o baixo desempenho.

“Muitas empresas demonstraram perdas, o que é comum em qualquer ano de Copa, por causa de uma menor circulação, já que as pessoas vão para casa assistir aos jogos”, diz o economista da Fecomércio-RS, Lucas Schifino. Na visão do especialista, a tendência é de que o varejo continue apresentando um crescimento moderado de vendas, por conta da conjuntura econômica.

Em julho, as vendas cresceram novamente, e agosto animou os lojistas com um bom desempenho por conta da compra de presentes para o Dia dos Pais. Na avaliação de entidades patronais e de trabalhadores, o segundo semestre deve chegar menos problemático para o segmento. “O comércio deve reverter este quadro, acho que a tendência é de as coisas começarem a retomar o seu rumo”, opina o diretor do Sindicato dos Empregados do Comércio em Porto Alegre (Sindec-POA), Luis Carlos Barbosa.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL-POA) aposta na recuperação das vendas do setor no próximo semestre, mesmo com o fechamento do mês de julho 8% abaixo do mesmo período do ano passado. De acordo com o presidente da entidade, Gustavo Schifino, a expectativa é de que, até dezembro, o comércio cresça acima da inflação e, assim, mantenha o mesmo patamar de 2013. “Este agosto é mês gordo, com cinco finais de semana. A expectativa é fechar o ano no zero a zero ou no máximo com crescimento real em 2%.”

“Logo vem setembro e novembro, com feriados caindo em sábados e domingos, e, depois, o Natal”, completa o presidente do Sindicato dos Lojistas da Capital (Sindilojas Porto Alegre), Paulo Kruse.  “Não estamos sentindo demissões acima do normal, o que está acontecendo é que não estão ocorrendo admissões no mesmo ritmo que vinha ocorrendo anteriormente.”

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