Porto Alegre, sexta-feira, 14 de dezembro de 2018.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
23°C
null°C
null°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 3,8790 3,8810 0,72%
Turismo/SP 3,8600 4,0600 1,24%
Paralelo/SP 3,8700 4,0700 1,24%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
903159
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
903159
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
903159
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

cinema Notícia da edição impressa de 07/08/2014

Documentário de Jorge Furtado leva o jornalismo para a tela

Ricardo Gruner

FABIO REBELO/DIVULGAÇÃO/JC
Documentário de Jorge Furtado inclui montagem de texto de 1625
Documentário de Jorge Furtado inclui montagem de texto de 1625

Cineasta responsável por títulos como Saneamento básico, o filme e O homem que copiava, Jorge Furtado se dedica, pela primeira vez, a um documentário de longa-metragem. O mercado de notícias estreia nesta quinta-feira, com o jornalismo como tema central.

No título, o diretor reúne depoimentos de 13 profissionais para discutir o futuro e a prática da atividade. Para pautar as entrevistas, o gaúcho utiliza - e monta - a peça The Staple of News (1625), do inglês Ben Jonson, uma crítica humorada cujas abordagens permanecem atuais até hoje. As conversas na íntegra, assim como a montagem completa, podem ser vistas pelo site www.omercadodenoticias.com.br. Em entrevista, Furtado fala sobre bastidores do filme, a respeito da tradução do texto original (realizada por ele e Liziane Kugland) e de próximos projetos.

JC – Panorama - O tema do documentário surgiu devido à situação da informação hoje, com notícias não apuradas compartilhadas na internet, por exemplo?

Jorge Furtado – Veio, sem dúvida, dessa crise do jornalismo. E talvez de uma dívida minha. Larguei Medicina para cursar Artes Plásticas e Jornalismo, mas acabei me interessando por cinema. Muita gente começou a falar que não precisa mais de jornalista... Todo mundo tem seu Twitter, Facebook, site, blog. E eu penso justamente o contrário: se tem tanta gente escrevendo e eu quero credibilidade em uma informação, preciso de alguém que tenha critérios técnicos. E teve uma mudança política grande no País. Aí eu fui estudar a história do jornalismo e achei essa peça, de 1625.

Panorama – A peça foi escrita quando o jornalismo ainda era algo novo.

Furtado - Tinha três anos. O primeiro jornal, de Londres, é de 1622. Então, Ben Jonson foi muito perspicaz em perceber todas as questões: o financiamento da notícia, a credibilidade da fonte, gente que quer aparecer a qualquer preço, interesses por trás da notícia. Achei que a peça era uma boa pauta para entrevista e convidei vários jornalistas brasileiros de política para pensar o jornalismo.

Panorama - É a primeira tradução do The Staple of News. Como foi esse processo?

Furtado - Foi um desafio total, porque Ben Jonson era um cronista - ao contrário de Shakespeare, que escrevia sobre o Egito Antigo, Grécia e temas clássicos. Jonson escrevia sobre o dia-a-dia de Londres. Os assuntos dele eram assim: “ontem, na praça”. Ele redigiu uma peça chamada A descoberta da lua, quando os caras inventaram o telescópio. Também Notícias do novo mundo, sobre a descoberta da América. Muitas frases eram relacionadas a Londres naquele momento. 

Panorama - Como você se sentiu trabalhando com um documentário de longa-metragem pela primeira vez?

Furtado - Uma completa novidade. Chamei todos os atores, e eles não tinham a menor ideia do que era [o projeto]. Já fui filmando. A minha primeira reunião com eles é o que abre o filme. Expliquei, passei o texto para lerem e documentei todo o processo. É uma facilidade da tecnologia digital, tu podes filmar à vontade.  

Panorama - A visão dos entrevistados é bem otimista quanto à existência da profissão no futuro.

Furtado - Acho que eu sou até mais otimista que eles. O Janio de Freitas diz “eu tenho uma esperança que não é grande”. Mas não tem como não ser otimista com o futuro da profissão, porque não tem como viver sem ela. Mino Carta, no filme, cita Hannah Arendt: é uma questão de sobrevivência da espécie humana. A espécie humana sobressaiu e tomou o poder com a capacidade da linguagem e de dividir informação. 

Panorama - E em que estágio se encontra Beleza, seu próximo filme?

Furtado - Se encontra ali no Giba [Assis Brasil], na ilha de edição. Deve estar pronto em outubro. É um drama com Adriana Esteves, Francisco Cuoco, Vladimir Brichta e Vitória Strada. A história de um fotógrafo que vem para o Interior do Rio Grande do Sul para procurar modelos. Foi todo filmado em São Francisco de Paula e Três Coroas.

Panorama - E seus projetos para a televisão?

Furtado - Escrevi uma nova série com o Guel Arraes. Filmaremos no começo do ano. Passa-se nos anos 1950, e é sobre os caras que criaram a televisão. Estamos fechando o roteiro, falta um detalhezinho do último episódio. Também estou fazendo mais duas outras séries, supervisionando texto e fechando roteiros. E o Doce de mãe a gente tem muita vontade de fazer mais episódios. A própria Fernanda [Montenegro] quer muito, mas todos [atores] entraram em novelas. Se eu conseguir juntar todo mundo de novo, aí a gente grava uma nova temporada.

COMENTÁRIOS
Nenhum comentário encontrado.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Evereste retrata tragédia ocorrida na maior montanha do planeta
Evereste é drama épico de gelar os ossos
Regina Casé vive a empregada Val, que cria filho da patroa em Que horas ela volta?
Que horas ela volta? é um retrato de um Brasil
Aos 53 anos e sem dublês, Tom Cruise retorna pela quinta vez na série Missão impossível
Franquia Missão Impossível retorna aos cinemas
Mesmo fora da competição, longa de Anna Muylaert arrebatou a plateia
Festival de Gramado: Que horas ela volta? arrebata a plateia