Porto Alegre, sexta-feira, 24 de janeiro de 2020.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
29°C
34°C
19°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,1860 4,1880 0,50%
Turismo/SP 4,1200 4,3820 0,09%
Paralelo/SP 4,1300 4,3800 0,22%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
951026
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
951026
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
951026
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

COMÉRCIO EXTERIOR Notícia da edição impressa de 18/07/2014

Exportação gaúcha cai 20,5% no 1º semestre

Patrícia Comunello

O Estado registrou este ano o pior desempenho das exportações no primeiro semestre desde a crise financeira internacional de 2008. A queda da receita chegou a 20,5% de janeiro a junho, provocada pela ausência de plataformas de petróleo e recuo na maioria parte dos setores da indústria de transformação. O setor alcançou redução de 25,8% no período e intensificou a perda de espaço (caindo de 74% de janeiro a junho de 2013 para 69% no total exportado pelo Estado). O desempenho geral foi o mais negativo entre os estados líderes no comércio externo brasileiro, todos com queda. A maior taxa negativa em sete anos havia sido registrada em 2009, na ressaca da crise internacional. 

A receita somou US$ 8,9 bilhões, US$ 2,3 bilhões a menos que os seis primeiros meses de 2013, que totalizou US$ 11,1 bilhões. A diferença na fatura equivale à receita total com vendas para a China no primeiro semestre. A segunda maior economia mundial respondeu por 25% das divisas externas do Estado. São Paulo, que lidera a geração de divisas com 22% do faturamento, teve recuo de 6,6% entre janeiro e junho. Na segunda posição, Minas Gerais perdeu 6,5% da divisa, e Rio de Janeiro, na terceira posição, recuou 5,3%. O Rio Grande do Sul manteve a quarta colocação.

Analistas da Fundação de Economia e Estatística (FEE) ressaltaram, nessa quinta-feira, que os números apontam dificuldades da indústria nas maiores economias nacionais e que são associadas à dependência a alguns mercados (Estados Unidos e Argentina) e a limitações de competitividade e custos para diversificar destinos.  “Pelo menos, o Estado não perdeu posições”, lembrou o estatístico e responsável pela análise dos dados na FEE, Guilherme Risco.

O Brasil teve redução média de 3,4% nos seis meses, comparando com 2013. O impasse com a Argentina em segmentos como automóveis acabou se prolongando e afetou mais setores de equipamentos e até químicos, avaliou Risco.

O fator plataformas de petróleo é imbatível para o desequilíbrio da receita. Risco apontou que a queda teria sido de menos US$ 1,6 bilhão caso o equipamento não fosse considerado. “Mas esta é uma realidade, mesmo que a plataforma apenas seja exportada contabilmente para uma subsidiária da Petrobras e depois volte como importação de serviço”, lembrou o analista.

Além do navio para exploração da camada pré-sal que ingressou na conta no primeiro semestre de 2013, outros dois equipamentos com mesmo valor entraram no fluxo no segundo semestre de 2013. “Isso vai gerar efeitos no fechamento do ano”, antecipou o estatístico.

A lista de baixas é extensa. Começa com carnes, que não alcançaram US$ 1 bilhão, com queda de 12,4% frente aos seis primeiros meses de 2013. Químicos reduziram 16,9%, armas baixaram 33,3%, fumo caiu 32,3%, e automóveis tiveram recuo de 50%, efeito da demora em fechar o novo acordo automotivo com a Argentina.

No lado dos escassos setores que não andaram para trás, estão combustível (alta de 63,4%) e óleo vegetal (avanço de 44,2%). “O que está salvando é a China”, resumiu o estatístico, lembrando que o país demanda, principalmente, soja em grão e óleo vegetal, que também desembarca em outros destinos asiáticos. O grão somou US$ 2,1 bilhões, alta de 3,6% ante janeiro a junho de 2013. A expectativa é que o impacto positivo dos embarques do complexo soja ainda sejam sentidos até agosto. O desempenho elevou o setor para 29,5% da fatia externa, cinco pontos percentuais acima do primeiro semestre de 2013. É a substituição de exportações à moda gaúcha: cai indústria e sobe grãos. Em 2012, o efeito estiagem gerou queda de 8,1% nas divisas no período.

COMENTÁRIOS
Nevile Almeida Przybylski - 18/07/2014 - 15h12
"Quem atira pedras para cima, na cabeça lhe cai". É o que ocorre com o governo do estado que abandonou o real Polo Naval gaúcho e a cidade de Rio Grande, prejudicando o Rio Grande do Sul. Isso é irracional. O aeroporto está inoperante, a duplicação da RS-734, prometida, não tem sequer um projeto, o lote 4, da BR-392, principal trecho constante do eixo de exportação Porto Alegre-Rio Grande não teve o devido acompanhamento e ainda luta por dividir a construção de plataformas aumentando seu custo.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Mercosul ajusta ofertas de acordo comercial que serão apresentadas à UE
Os dois blocos estão negociando um acordo de livre comércio e deverão fazer a troca de ofertas comerciais até o fim do ano
EUA e Índia querem reduzir barreiras para fortalecer comércio bilateral
Os Estados Unidos e a Índia trocaram pedidos de que cada lado remova barreiras para os negócios
Banco Central reduz projeção para déficit em contas externas para US$ 65 bilhões
De janeiro a agosto, o saldo negativo ficou em US$ 46,148 bilhões, contra US$ 65,248 bilhões nos oito meses de 2014. O déficit chegou ao final do ano passado em US$ 103,597 bilhões, o que representou 4,42% do PIB
O próximo encontro realizado no Brasil será em 2017
Rio Grande do Sul quer sediar próximo Encontro Econômico Brasil-Alemanha