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Gente Notícia da edição impressa de 09/06/2014

Fernandão: Da América e do Mundo para a eternidade

Final de semana ficou marcado por homenagens a Fernandão, ídolo colorado que morreu em queda de helicóptero

Fábio Utz Iasnogrodski

JONATHAN HECKLER/JC
Nação colorada lotou o Araújo Vianna na missa em homenagem ao ídolo Fernandão
Nação colorada lotou o Araújo Vianna na missa em homenagem ao ídolo Fernandão

Ídolo: quando acordei no sábado pela manhã e vi alguns conhecidos falando em luto, mal poderia imaginar que seria em função do meu eterno Capitão. Daquele que me levou ao mais alto ponto de uma paixão.

Perplexo, não sabia se chorava, se rezava ou se apenas lembrava de ti levantando o Gigante com o “vamo, vamo Inter” depois da chegada de Yokohama. Sim, eu estava lá, assim como estava há pouco mais de dois meses, vendo a tua alegria e a tua emoção quando da volta para a nossa casa.

Confesso que, em um primeiro momento, apenas optei em silenciar e tentar entender o que acontecia, os motivos de eu ter que ficar assim. Não cheguei a uma conclusão. Fui até o Beira-Rio e notei que todos que a todo momento se aproximavam estavam na mesma situação que eu.

Alguns sozinhos, outros com suas famílias, mas todos com um sentimento de tristeza profunda, buscavam uma explicação. Com flores, bilhetes, cartazes, bandeiras, velas, imagens, enfim, cada um contribuiu para a criação, praticamente instantânea, de um memorial que deixou nítido o quanto tu marcou o coração de cada colorado.

Ali, não segurei a emoção. Aliás, ninguém segurou. Eram filhos abraçados nos pais, amigos se consolando, alguns outros fazendo uma oração. Uma reverência nada mais justa a ti, Fernandão, que nos encheu de orgulho. Tu tinhas estrela, cara. Estrela para estrear num Grenal e marcar o gol 1.000 do clássico; estrela para conduzir um time, libertar a América e colocar o mundo a seus pés; estrela para inflar os companheiros a darem o máximo dentro de campo e, se fosse preciso, um pouco mais; estrela até para sair de campo e ser substituído por aquele que marcaria o gol mais importante da vida de um clube.

Com o passar das horas, a vigília só se fez crescer. Chegou a noite, bandeiras tremulavam e sinalizadores iluminavam o local onde estávamos. A minha voz e a de muitos outros fãs ecoaram em Porto Alegre com os cânticos que tu adoravas. Tomara que tu tenhas escutado, e eu sei que isso aconteceu.

Como diz a música, colorado é coração, amor e paixão. E tu mostraste esse espírito desde o primeiro momento. Virou um verdadeiro colorado.

Jogador guerreiro, inteligente, humilde. Não sei como farei para te entregar essa carta, mas quero que, de alguma maneira, tu fiques sabendo que o que aconteceu no mundo do futebol em função do teu passamento foi algo inimaginável. O presidente da Fifa falou em ti, a presidente Dilma Rousseff lembrou do teu exemplo de caráter, o prefeito José Fortunati já disse do interesse em dar o teu nome à rua que passa ao lado do nosso estádio, o Grêmio manifestou pesar, teus ex-companheiros não acreditaram. Alguns te acompanharam até os momentos finais, no domingo, em Goiânia. Outros preferiram ficar recolhidos.

A comoção foi geral. Milhares foram ao teu velório, outros tantos participaram de missas ao longo do final de semana. Através de aplausos, foi dado o nosso adeus. Mas tenha a certeza, amigo, todos querem que, onde tu estejas, tuas pernas continuem impulsionando para o gol aquela bola que teme em não entrar e que tua cabeça leve para o fundo da rede a felicidade de uma nação que, acima de tudo, te admira.

Um abraço, um beijo e até breve.

Assina: cada um dos milhões de colorados.

* Essa é uma carta fictícia, com a qual buscou-se relatar, de um modo alternativo, os fatos que se sucederam à morte de Fernandão

Despedida ao ex-atacante foi realizada ontem

O corpo de Fernandão foi enterrado na tarde de ontem no cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. Centenas de pessoas acompanharam o sepultamento.

Do ginásio da Serrinha, na sede social do Goiás, onde o velório foi realizado, até o cemitério, muitos fãs seguiram o cortejo. No momento do enterro, os hinos de Goiás e Internacional, principais times da carreira do ex-atacante, foram cantados. A esposa do jogador, Fernanda Bisotto Costa, agradeceu pelo carinho de todos. Em Porto Alegre, uma missa realizada no auditório Araújo Vianna também mobilizou muitos colorados, que não contiveram a emoção.

Fernandão tinha 36 anos e sofreu um acidente de helicóptero no interior de Goiás no início da madrugada de sábado. Longe dos gramados há três anos, chegou a ser dirigente e técnico do Inter. Na Copa do Mundo que está por começar, atuaria como comentarista de uma rede de televisão.

Na noite de ontem, o estádio Beira-Rio foi iluminado em vermelho e azul, simbolizando a união das duas maiores torcidas do Rio Grande do Sul em um momento de comoção no futebol brasileiro.

COMENTÁRIOS
Fernando Noronha - 09/06/2014 - 13h12
Sou GREMISTA. Acho que o Grêmio é muito mais time que o Inter. Mas ser adversário não significa ser inimigo. Por isto não tenho vergonha de dizer que, quando ouvi no rádio que o FERNANDÂO havia falecido, chorei. Chorei MUITO! Perder-se um esportista, um amigo, um esposo, um pai, do calibre do FERNANDÃO, é muito ruim, me revolta. Não é justo. Mas, afinal, o mundo não é justo. Meus pesares aos que ficaram e que, certamente, choram muito mais do que eu o fiz. Fernando Noronha. tionono@mail.com


Ismar Alderette Vilhordo -
09/06/2014 - 20h21
Como esportista fiquei muito sensibilizado com a trágica morte do Capitão Colorado, o Ídolo Fernandão. De tudo que vi e ouvi nas Redes de TV, Rádios e Jornais, nada me comoveu tanto quanto esta "Carta dos milhares de torcedores colorados" escrita pelo jornalista Fábio Utz Iasnogrodski. Pela sua refinada sensibilidade nos mostra a dimensão da perda, ao mesmo tempo em que enaltece o ser humano que marcou profundamente o cenário esportivo rio-grandense.Parabéns!,valeu Fábio!

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