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EDITORIAL Notícia da edição impressa de 15/05/2014

Greves ou chantagens às vésperas da Copa

Nunca antes se viu tantos movimentos grevistas, inclusive no exterior, como nestas semanas que antecedem a Copa do Mundo de 2014. Se paralisar as atividades no setor privado é algo previsto na lei, da mesma forma, quando se trata de policiais, sejam civis, militares ou federais, de serviços públicos essenciais e do transporte coletivo, isso beira à irresponsabilidade. A mesma lei que dá direitos exige deveres. Como estamos a poucos dias da Copa do Mundo e o governo luta contra uma descrença geral interna e, externamente, matérias sistemáticas desprezando País e citando apenas as nossas mazelas na área da segurança pública, fica uma sensação de que a torcida parece estar pendendo para gritar a tradicional frase “eu não disse que iria fracassar?”. Quem sabe a presidente Dilma Rousseff, que “vê má vontade fantástica com as obras”, não tenha razão. Ninguém pode desejar isso, ainda que as reivindicações trabalhistas sejam justas. Afinal, foi o Brasil, para o certo ou o errado, que se candidatou e pediu a Copa do Mundo. No entanto, professores, estudantes, rodoviários e agentes penitenciários estão prometendo manter ocupações ou fazer greve.

Como continua a já tradicional queima de ônibus, suspeita-se que haja também uma quase chantagem com governantes para que atendam às reivindicações, sob pena de, aí sim, verem a desorganização reinar durante aquela que o governo federal quer - com razão, uma vez que não há como dar nenhum passo atrás -, que seja a “Copa das Copas”. O bem da sociedade é a afirmação da vida organizada do País, o desenvolvimento da nossa capacidade em realizar um evento de tão grande magnitude. 

A virtude nacional será assumirmos a responsabilidade por tudo aquilo com que nos comprometemos em termos da Copa do Mundo. A discussão sobre benefícios, erros e gastos deve ser de economia interna. Afinal, os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil. As frases de dirigentes da Fifa ditas nas sedes acarpetadas bem distantes do solo brasileiro soam quase como uma traição àquilo que afirmaram, dias antes, quando inspecionavam os nossos estádios.

Certo, foram muitas sedes, há estádios que, passada a Copa do Mundo, terão pouca utilidade, operários morreram trabalhando, os prazos foram ultrapassados e as críticas pululam mundo afora contra o Brasil. Mas vamos concordar com os que falam mal de nós fazendo badernas, mostrando mais desorganização, não tendo compostura durante as partidas, torcendo pelo pior? Não, não, isso não pode ocorrer. Como no velho ditado, o que está feito não tem retorno e, depois do evento, que a maioria espera ser magnífico, vamos debater, discutir e até responsabilizar quem praticou a malversação do dinheiro público emprestado para obras, as mais diversas. 

Devemos lembrar que ninguém pode ser considerado tão exagerado em suas pretensões, como aquele que trouxe a Copa do Mundo para o Brasil, ao ponto de ser taxado de incapaz. A Copa do Mundo está aí, e a resposta, agora, é promovê-la da melhor maneira. Com organização, alegria e segurança. Claro que o Brasil não é a Alemanha, seja em tamanho, população, recursos e organização. Então, chega de greves que mostram um lado muito próximo da chantagem. Assim, ficaremos mais próximos da Alemanha.

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