Porto Alegre, sábado, 21 de setembro de 2019.
PREVISÃO DO TEMPO
PORTO ALEGRE AMANHÃ
AGORA
19°C
22°C
11°C
previsão do tempo
COTAÇÃO DO DÓLAR
em R$ Compra Venda Variação
Comercial 4,1510 4,1530 0,26%
Turismo/SP 4,1200 4,3600 0,69%
Paralelo/SP 4,1300 4,3700 0,69%
mais indicadores
Página Inicial | Opinião | Economia | Política | Geral / Internacional | Esportes | Cadernos | Colunas
ASSINE  |  ANUNCIE  
» Corrigir
Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.
Nome:
Email:
Mensagem:
192613
Repita o código
neste campo
 
» Indique esta matéria
[FECHAR]
Para enviar essa página a um amigo(a), preencha os campos abaixo:
De:
Email:
Amigo:
Email:
Mensagem:
192613
Repita o código
neste campo
 
 
» Comente esta notícia
[FECHAR]  
  Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.  
  Nome:  
  Email:    
  Cidade:    
  Comentário:    
500 caracteres restantes
 
Autorizo a publicação deste comentário na edição impressa.
 
192613
Repita o código
neste campo
 
 
imprimir IMPRIMIR

HISTÓRIAS DO COMÉRCIO E DOS SERVIÇOS Notícia da edição impressa de 17/04/2014

Livraria Rossi faz parte da trajetória de Caxias

Roberto Hunoff

ACERVO LIVRARIA ROSSI/DIVULGAÇÃO/JC
Loja transformou-se em prédio com mais de 1,5 mil m², de três andares
Loja transformou-se em prédio com mais de 1,5 mil m², de três andares

Fundada pelos irmãos Armando, Mário e Ângelo em 1926, a hoje Livraria Rossi surgiu como tipografia para produção de impressos. Os filhos dos imigrantes italianos Tito e Liberata Rossi montaram a empresa no porão da casa da família, na avenida Júlio de Castilhos, no Centro de Caxias do Sul, endereço das atuais instalações. De uma simples casa de madeira de dois pisos, transformou-se em prédio com mais de 1,5 mil m2, de três andares, em formato de L, com acessos por duas ruas.

Armando era tipógrafo de profissão, tendo começado em jornal, onde atuou por muitos anos. Constituiu a sociedade com os irmãos e com o pai, mas continuou no jornal. A máquina adquirida foi instalada no porão da casa da família. Passados alguns anos, os irmãos decidiram construir um prédio ao lado da casa dos pais, local onde instalaram a Rossi & Irmãos. O primeiro a deixar a sociedade foi Ângelo, quando transferiu residência de Caxias do Sul para Garibaldi. Foi também período de mudança da denominação para Livraria e Tipografia Rossi.

O passo seguinte deu-se em 1946, quando a tipografia foi transferida para um pavilhão localizado no bairro Nossa Senhora de Lourdes, ficando o prédio central exclusivamente para a livraria, que passava a ser o principal negócio. A mudança aconteceu a partir da formalização de sociedade com a família Michelon, mas que durou apenas três anos. Desfeita a parceria, a família Rossi voltou a trabalhar sozinha.

Ao longo das cinco décadas seguintes, a empresa acompanhou o crescimento da cidade com a ampliação de suas estruturas. Na década de 1980, abriu a primeira filial no bairro São Pelegrino. O momento crucial para alcançar o estágio atual se deu em 1994, quando Marco Antonio Rossi, o mais velho dos quatro filhos de Armando, assumiu o controle societário, após comprar as cotas dos irmãos, e repassar a gráfica aos demais sócios. Com a mudança na estrutura societária, a empresa assumiu o nome de Livraria Rossi. Antoninho, como é conhecido Marco Antonio, começou a trabalhar na empresa aos 15 anos e foi responsável, segundo Eloisa Rossi Victorazzi, diretora administrativa e integrante da terceira geração, por grandes mudanças, principalmente nos anos 1980, quando começou a viajar para São Paulo em busca de novidades.

Gestores e herdeiros começam a preparar sucessão

Os atuais gestores da Livraria Rossi e seus herdeiros iniciaram, com ajuda de consultoria especializada, debate em torno da próxima sucessão e o futuro da empresa, que hoje emprega 80 funcionários permanentes e tem duas filiais, além da sede no Centro – há 10 anos foi aberta unidade no Bairro Nossa Senhora de Lourdes. A diretora administrativa Eloisa Rossi Victorazzi, sócia desde 1994, mas que recentemente transferiu sua parte ao filho Diego, reconhece que o momento está exigindo muito diálogo.

Segundo ela, a quarta geração tem por meta expandir a livraria, enquanto a segunda e terceira estão mais inclinadas pela manutenção do estágio atual. “A empresa, no momento, não é grande nem pequena, e isto causa problemas. Estamos trabalhando para encontrar o ponto de equilíbrio,” afirma. A sociedade ainda é formada pelas irmãs Henriete Bertassi e Daniela Carlin, além de Antoninho Rossi, que mantém o comando e tem participação ativa na rotina diária. “Ele não vem todos os dias, mas, quando está por aqui, faz de tudo um pouco: vistoria lojas, monitora depósitos e acompanha o atendimento, além de ser um conselheiro.” Até por conta desta participação ativa do pai é que as filhas entendem que a sucessão não precisa ser precipitada e deve amadurecer naturalmente. “Ele tem muita experiência, que precisa ser reconhecida e considerada.”

A Livraria Rossi tem como carro-chefe dos seus negócios o mercado de material para escritório, que representa em torno de 60% do faturamento, com tendência à expansão. A empresa atua com papelaria, móveis e informática, dentre outros itens. O segmento de material escolar, segundo a diretora administrativa, é importante, mas naturalmente sazonal e tem queda brusca após o início do ano letivo. Outro ramo de atuação é o de brinquedos e itens para diferentes datas festivas do ano. 

Da época da gráfica, a empresa ainda preserva os serviços de cópia e carimbos. De acordo com Eloisa, esse pedaço da história não deverá sucumbir ao tempo. “Os carimbos tendem a se modernizar, mas dificilmente deixarão de ser feitos,” explica. Além das três lojas físicas, a Livraria Rossi atende aos clientes da região por meio de televendas e entrega com frota própria. “Montar estruturas físicas nestes municípios é uma das variáveis em análise no processo de expansão.” 

COMENTÁRIOS
Fernando Alexandrino de Araújo - 23/04/2014 - 21h30
A Livraria Rossi está em um momento empresarial sensível. A sucessão deve ser feita na família ou se deve contratar um Administrador Profissional? Ainda bem que estão sendo orientados por um consultor. Não parece, porém a decisão correta é, extremamente, critica para o futuro do negócio.

imprimir IMPRIMIR
TEXTOS RELACIONADOS
Relação com os clientes que frequentam o local há décadas é mantida, diz Gitz
Pé de Meia se adapta às mudanças da moda
Segundo Lumertz, cerca de dois refrigeradores antigos passam pelo conserto por mês
Luzitana é referência em assistência para geladeiras antigas
Braga e Bandeira se especializaram em oferecer variedade de rótulos
Bier Markt cativa os amantes das cervejas artesanais
Manoela, Alexandre, Daniela e Patrícia seguem à risca os ensinamentos do fundador
Freire Imóveis tem prazer em atender