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Caso Eliseu Santos Notícia da edição impressa de 24/02/2014

Morte de ex-secretário Eliseu Santos completa quatro anos

Ministério Público denunciou 13 pessoas, mas ninguém foi julgado

Alexandre Leboutte

ANA PAULA APRATO/ARQUIVO/JC
Então titular da Saúde de José Fogaça, Eliseu foi assassinado ao sair de culto
Então titular da Saúde de José Fogaça, Eliseu foi assassinado ao sair de culto

Prestes a completar quatro anos da morte do ex-secretário da Saúde e ex-vice-prefeito da Capital Eliseu Santos (PTB), o número de denunciados pelo Ministério Público (MP) estadual por envolvimento direto o crime ou com delitos conexos — como corrupção — chega a 13 pessoas. No entanto, nenhuma delas foi julgada até hoje, nem há estimativa de data para fazê-lo, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça (TJ) do Estado.

Eliseu Pompeu Gomes, Fernando Junior Treib Krol, Marcelo Machado Pio e Jonatas Pompeu Gomes serão submetidos a júri popular e responderão por homicídio triplamente qualificado. Já os réus Cássio Medeiros de Abreu, Marco Antonio de Souza Bernardes e José Carlos Elmer Brack serão julgados na Vara Criminal do Foro Regional do Sarandi, na Capital, pelo crime de corrupção.

O MP denunciou ainda Robinson Teixeira dos Santos, Marcelo Dias Souza, Jorge Renato Hordoff de Mello, Janine Ferres Bitelo, Aroldo Veriano da Silva e Adelino Ribeiro da Silva. Em relação a estes, os processos foram desmembrados.

Na noite de 26 de fevereiro de 2010, o ex-secretário saía de um culto evangélico na rua Hoffmann — bairro Floresta — na Capital, acompanhado da esposa, Denise Goulart Silva, e da filha Mariana quando foi assassinado a tiros. As duas já estavam dentro do carro quando ele foi abordado. Santos ainda conseguiu balear um dos criminosos.

De todos os supostos envolvidos no crime, apenas Eliseu Gomes está na prisão. Porém, a detenção não tem relação com o caso Eliseu Santos. Ele foi preso em flagrante por estar em um automóvel roubado, com placas clonadas, depois de fugir de uma barreira policial em Sapucaia do Sul em outubro do ano passado. Eliseu Gomes e outros seis acusados da morte do ex-secretário já haviam sido presos preventivamente em maio de 2010, mas foram soltos, por ordem da Justiça, em abril do ano seguinte.

Investigação colocou em choque o MP e a Polícia Civil

A investigação do crime acabou colocando a Polícia Civil e o Ministério Público (MP) estadual em lados opostos. Em 15 de março de 2010, a Delegacia de Homicídios concluiu o inquérito, denunciando Eliseu Pompeu Gomes, Fernando Junior Treib Krol e Robinson Teixeira dos Santos por homicídio. O titular da delegacia, na época, Bolívar Llantada, chegou à conclusão de que foi um latrocínio: uma tentativa de roubo de carro que resultou na morte da vítima.
De posse do inquérito, em 1 de abril do mesmo ano, o MP denunciou à Justiça os três indiciados pela polícia e mais cinco pessoas, desconsiderando a ideia de latrocínio. Para a promotoria, foi um assassinato encomendado pelos donos da empresa Reação - Jorge Renato Hordoff de Mello e Marcelo Machado Pio -, que prestava serviços de segurança para os postos de saúde da Capital.

Além dos dois, foram denunciados Marco Antônio de Souza Bernardes, que trabalhava como cargo comissionado (CC) da Secretaria Municipal da Saúde (SMS); Janine Ferri Bitello, auxiliar de enfermagem que teria feito curativos em um dos criminosos baleados pelo ex-secretário; e Marcelo Dias Souza.

Depois de novas diligências, o MP denunciou mais três pessoas em maio de 2010: o presidente do PTB na época, José Carlos Elmer Brack; Cássio Medeiros de Abreu, ex-CC do PTB na prefeitura; e o ex-funcionário da empresa Reação Jonatas Pompeu Gomes, que teria indicado o irmão, Eliseu Pompeu Gomes, aos mandantes para a execução do crime. Em maio de 2011, o MP denunciou ainda Aroldo Veriano da Silva e Adelino Ribeiro da Silva.

A tese de execução premeditada foi construída a partir de fatores não levados em conta pela polícia. Santos foi morto no dia em que o MP denunciou à Justiça um esquema de propinas na SMS, indicando que a empresa de segurança pagava até R$ 30 mil por mês para manter o contrato.

Uma sindicância havia sido instaurada pelo ex-secretário, o que resultou no cancelamento do contrato com a empresa Reação e na demissão de Bernardes. Os promotores concluíram que os autores queriam garantir a impunidade do delito, intimidando, com a morte da vítima, pessoas que soubessem dos fatos a falarem a respeito e impedindo, acima de tudo, qualquer depoimento do ex-titular da pasta da Saúde.

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