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Têxtil Notícia da edição impressa de 17/12/2009

Gestão para enfrentar a concorrência externa

Estabilidade da moeda obrigou empresas a pensar mais nos aspectos operacionais e na melhoria das cadeias de produção com soluções para o País

Cláudia Borges

M5/Divulgação/JC
Para Lorenzetti, a contratação de uma empresa especializada aumentou a eficiência.
Para Lorenzetti, a contratação de uma empresa especializada aumentou a eficiência.

O grande atrativo oferecido pela enxurrada de produtos têxteis asiáticos no mercado brasileiro - os preços para lá de econômicos - vem provocando mudanças na podução nacional.  Para competir com os importados, a indústria têxtil está implantando na sua cadeia logística os modelos bem-sucedidos já utilizados por outras cadeias, como a automotiva, a de bebidas e a de medicamentos. O objetivo  mobiliza desde os fornecedores de tecidos, botões, linhas, tintas, acessórios, passando pela fabricação, até finalizar na distribuição no ponto de venda.

O Clube de Logística Têxtil - que reúne profissionais do setor - todos os anos promove encontros onde são debatidas as práticas mais modernas de logística envolvendo a área. Segundo a diretora do Clube, Luciana Villas Bôas, a indústria têxtil já avançou, mas ainda tem muito a fazer para ganhar competitividade frente ao crescimento da concorrência, em especial dos países como China e Índia. “As novas soluções logísticas devem ser divulgadas para ajudar o setor têxtil a ganhar eficiência e superar as crises”, afirma Luciana.

Diretora de uma produtora de cabides, a AE Products do Brasil, Luciana conta que a empresa começou a atuar no Brasil, há 14 anos, juntamente com o grupo Walmart. Mas o mercado nacional ainda não estava preparado para utilizar cabides do tipo one way (descartáveis) como acontecia nos Estados Unidos. Ainda era preciso muito investimento.  “É que em 1995 o Brasil era outro, com a inflação alta, um mercado financeiro muito rentável. Por isso, os empresários não pensavam tanto na melhoria das cadeias. Mas há alguns anos a realidade mudou. Com a estabilidade da moeda, as empresas pararam de olhar só o lado financeiro e perceberam que precisavam pensar nos aspectos operacionais. Isso possibilitou que as empresas tivessem solo para crescer”, afirma Luciana.

Nesta nova onda de investimentos na operação logística, as empresas passaram a construir Centros de Distribuição. Só neste momento o processo de encabidamento passou a ser viável, segundo Luciana. Mas outro problema entrou em questão: o impacto do custo do cabide descartável, muito alto. A saída foi adaptar a solução ao mercado brasileiro e Luciana explica que o grupo acabou abrindo outra unidade, a Hangers, que é especializada em logística reversa. Então em vez de usar o cabide descartável, a AE Products fabrica os cabides - mais de 30 tipos - e a Hangers presta o serviço de encabidamento das peças e de coleta dos cabides, que são reutilizados. A quantidade de vezes que o cabide volta para fluxo depende muito do tratamento que recebe dentro da cadeia. “Se for bem cuidado, terá uma vida útil mais longa”, afirma a diretora da AE Hangers, que tem entre os clientes o grupo Walmart, Lojas Marisa, Líder, Lojas Renner, Impecável, C&A, Hering, Havan, Extra e Carrefour.

O desafio no momento, destaca Luciana, é ampliar o leque de opções da forma como as peças podem ser apresentadas. “Temos muitas maneiras de dispor as peças. Ainda trabalhamos com a massificação, mas a ideia é mexer um pouco com isso e transformar os cabides em peça de visual, de mershandising”, afirma Luciana.

M5Têxtil ganhou padrões de qualidade e produtividade com terceirização

A terceirização da logística, hoje uma prática comum em alguns segmentos, também começa a ganhar espaço no segmento têxtil de moda fashion. É o caso da M5Têxtil - grupo proprietário das griffes M.Officer e M.Officer Jeans, Miele e Carlos Miele - que entregou suas operações logísticas aos cuidados da empresa Celote - Centro Logístico Têxtil.

Para o O diretor-geral e de Tecnologia da M5Têxtil, Jair Lorenzetti, a terceirização é a principal chave para superar a crise no setor de logística têxtil. “A terceirização é uma decisão estratégica no varejo têxtil. Com ela, a empresa foca no seu core business e agiliza outros processos importantes, como é o caso da logística, mas que não é o foco da empresa”.

Lorenzetti explica que hoje no Brasil, ao contrário do passado, não há mais apenas um modelo estático de produção. Há três modalidades: a confecção própria, a qual a empresa se responsabiliza por toda a produção; por beneficiamento feito por facções, cuja produção é toda feita externamente. Somente o desenho da peça, o projeto e a aquisição da matéria prima são feitas pela empresas; e por último a produção totalmente externa. A produção da M5Têxtil é focada nas duas primeiras modalidades.

A empresa utiliza produtos acabados vindos da Ásia, Oriente Médio e Europa. Mas os fornecedores variam muito de acordo com o cenário mundial. A flexibilidade é muito importante, pois conforme a oscilação dos preços nos mercados, provocando aumento ou redução no valor cobrado pela matéria prima, a empresa precisa se adaptar a qualquer cenário sem ter de investir em mudanças se tiver um operador logístico. “Decidimos investir na contratação de uma terceirizada para termos um padrão de competitividade global e não apenas regional”, afirma Lorenzetti.

A economia gerada já no primeiro ano de transferência das operações da fábrica localizada em Osasco (SP) para o Centro de Distribuição da Celote, situado em Cotia, a 10 quilômetros, foi visível. Além disso, a empresa obteve avanços na eficiência e eficácia pelo fato de poder exigir da empresa contratada padrões de qualidade e produtividade que não seria possível se a logística estivesse com a unidade fabril.

Um bom profissional de logística precisa estar plugado em tudo que as empresas que realmente têm sucesso estão fazendo. Depois de analisar os modelos utilizados, ele precisa avaliar que tipo de adaptação pode ser aplicado na sua empresa. “Existem grandes players que podem ser usados como modelo. A Zara é um exemplo de como fazer moda. Já a Nike é um modelo de empresa com uma boa logística. Eu queria fazer uma mistura de Zara e Nike”, diz Lorenzetti. Mas ele destaca que não há fórmulas mágicas.

O segmento de logística têxtil ficou muito acomodado nos últimos anos, na opinião de Lorenzetti. Por isso as empresas têm muito chão a percorrer e terão de melhorar muito as suas operações logísticas. Quanto à produção na China, o executivo afirma que vê como uma oportunidade. “Tenho pesquisado muito sobre a produção chinesa. E percebi que há dois extremos: ou são produtos com muita qualidade e luxo, ou completamente sem qualidade”, destaca Lorenzetti.

Celote se especializou em transporte de moda

Aliar rapidez na movimentação da mercadoria à garantia da qualidade do produto e à segurança nas operações é o principal objetivo da Celote - Centro Logístico. Especializada no transporte de produtos têxteis, a empresa está acostumada a se adequar às necessidades dos clientes.

Para a M5, uma das exigências foi a garantia da qualidade das mercadorias. Em função disso, logo na entrada do Centro de Distribuição (CD) da empresa, localizado em Cotia (SP), onde estão reservados 1000 m2 para as operações da M5, pelo menos 15 pessoas fazem a avaliação do padrão de qualidade das peças.

O CD não para nunca ao longo do dia. São 24 horas em operação com a emissão de 3.000 notas fiscais por mês. Nesta filial da M.Officer, 95% dos produtos são recebidos e armazenados em caixas e 5% em cabideiros. Esta ação logística atende diariamente as 85 lojas próprias da grife e centenas de franquias e multimarcas distribuídas em todo o País.

Mas a maneira como são conduzidos os processos varia de acordo com cada cliente. “Temos mais de 50 manuais de recebimento de mercadorias,  cada um com uma exigência diferente. Nós nos especializamos em moda e integramos o transporte”, destaca o diretor-presidente da Celote, Ricardo Conte. “Há clientes que são importadores para os quais retiramos a carga no porto, costuramos as etiquetas da marca, passamos, montamos a grade e entregamos pronto. E tudo isso é feito com muita velocidade”, garante.

Além de Cotia, a Celote possui outros dois CDs, um em Embu das Artes (SP) e outro em Palhoça (SC). Todos preparados para receber roupas dobradas ou encabidadas, através do sistema aéreo de movimentação. As três unidades têm capacidade para armazenar 700 mil peças de roupas penduradas. Para o transporte, a Celote possui caminhões-cabideiros. Conte diz que para o segmento de moda é preciso oferecer velocidade nas operações, preço justo e flexibilidade de horário de atendimento e de área, pois a movimentação de têxteis é sazonal, com pico nos meses de outubro a dezembro e de março a abril. 

K&D Tecnologia destaca o RFID e o Magic Mirror

Quando o assunto é evolução dos processos na cadeia da indústria têxtil, investir em tecnologia é condição indispensável para quem deseja ficar na vanguarda. No portfólio de ferramentas que agilizam a troca de informações da cadeia e melhoram o fluxo, desponta a etiqueta inteligente RFID - sigla em inglês para Identificação por Radiofreqüência. A tecnologia é composta por uma etiqueta com um chip com tamanho médio de 1 mm2 que armazena uma grande quantidade de informações.

O diretor da K&D Tecnologia - Kieling e Dittrich -, Afrânio Kieling, explica que hoje é possível utilizar o RFID em toda a cadeia logística. “Os produtos são etiquetados com tags RFID no local de fabricação - que pode estar localizado em qualquer parte do mundo - e embarcados para o Centro de Distribuição. Lá, antenas implantadas nas entradas fazem a leitura das informações dos tags de todos os itens, simultaneamente e em poucos segundos”, diz Kieling.

O mesmo processo de controle é feito eletronicamente na entrada e na expedição do estoque da loja. Todo processo desde a fabricação até a venda final é monitorada via RFID.“Esta tecnologia já esta sendo utilizada na Europa e foi desenvolvida pelo nosso  parceiro, a  Creative Sistems, e os resultados apurados indicam a diminuição do tempo de validação das peças de 5 dias para menos de 24 horas; redução do espaço necessário do CD em 60%; taxa de atraso de entrega às lojas de 21% para 0%”, revela Kieling.  

Entre as tecnologias mais avançadas e inovadoras, segundo Kieling, está a Magic Mirror - um espelho interativo com um display de alta definição com infraestrutura de leitura RFID. Com processamento local e integrado em tempo real com o ERP da loja, o Magic Mirror permite que o cliente que esteja experimentando alguma roupa da loja, com apenas um toque no espelho, receba informações que descreve a peça como composição, preço, tamanhos.

O espelho também gera a imagem do item nas cores disponíveis na loja e sugere ao cliente combinações com outras peças de roupa.

COMENTÁRIOS
valquirene dos santos - 25/08/2010 - 20h04
olha tenho muito interesse de saber mais sobre os cds, principalmente de embu das arte,pois é um ótimo trabalho,sem falar no investimento na cidade,desde já obrigada valquirene

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