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energia Notícia da edição impressa de 20/01/2014

Linhas subterrâneas de energia elétrica devem substituir as aéreas

Projeto que muda forma de abastecimento de energia elétrica aponta a segurança como um das principais vantagens

Jefferson Klein

MARCO QUINTANA/JC
Perspectiva é conseguir, com a medida, a redução das quedas no fornecimento motivadas por temporais
Perspectiva é conseguir, com a medida, a redução das quedas no fornecimento motivadas por temporais

Tramita no Senado um projeto (PLS 37/2011), de autoria do senador licenciado Marcelo Crivella (PRB-RJ), que prevê a troca das linhas aéreas de energia elétrica por subterrâneas. Entre as vantagens da iniciativa está o abastecimento mais seguro de energia, com a perspectiva de diminuir a queda no fornecimento devido aos temporais. Entre os obstáculos, está o enorme investimento necessário para desenvolver a medida.

A proposta de Crivella prevê que a substituição aconteceria em municípios com mais de 100 mil habitantes. No entanto, projeto substitutivo do senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA) – filho do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão - sugere que, ao invés da mudança da estrutura existente, serão priorizadas as linhas subterrâneas em casos de novas redes e em cidades com mais de 300 mil pessoas. Também estabelece alguns critérios para tornar obrigatória a ação, como a concentração da carga superior a 10 MVA por quilômetro quadrado e em redes próximas ao mar.

O diretor da Siclo Consultoria em Energia Plinio Milano argumenta que, tecnicamente, a linha subterrânea é uma solução mais moderna e segura. Hoje, há muitas interrupções por problemas com quedas de linha devido a galhos que entram em contato com a rede. Se essa linha for subterrânea, em dias de ventania, haverá um nível de corte menor. Quanto ao ponto de vista estético, Milano acrescenta que o visual torna-se mais bonito, sem os postes e “aqueles fios todos pendurados”. O integrante da Siclo lembra que existem alguns lugares no Centro de Porto Alegre com essa condição subterrânea como, por exemplo, a Rua da Praia. A ilha de Manhattan, em Nova Iorque, é outro local que adota essa solução. Nesse caso, a implantação da estrutura foi facilitada pela vasta malha do metrô.

Apesar desses pontos positivos, Milano não esquece o ônus das linhas embaixo da terra que, basicamente, resume-se a um ponto crítico: o custo como de manutenção. O dirigente adverte que esse investimento seria repassado às tarifas e quem pagaria seria o consumidor. O especialista alerta ainda que, se as cidades tiverem que fazer a adaptação das linhas já existentes e não apenas adotar a iniciativa nas obras futuras, os municípios teriam que perfurar todas as suas ruas, em todos os bairros. “Seria um trabalho a um custo altíssimo e com um prazo muito elevado, pois estamos falando de energia elétrica, algo complexo”, adianta o consultor.

Por isso, Milano vê o substitutivo de Lobão Filho como uma ideia inteligente e mais viável do que a proposta original de Crivella. O dirigente faz a seguinte comparação: a partir de janeiro deste ano, os carros fabricados são obrigados a ter airbag, mas os antigos não precisam ser adaptados. “Isso seria um problema, entretanto, produzir novos é mais fácil”, comenta. O consultor defende a implantação de um modelo híbrido, com o uso das linhas subterrâneas na expansão das cidades, em novos bairros, além da utilização em pontos críticos. Para Milano, o ideal seria formar uma comissão e elaborar um plano de ação.

Consumidores que ficariam sem as novas estruturas também teriam que pagar pelas melhorias

Consumidores que ficariam sem as novas estruturas também teriam que pagar pelas melhorias
Uma dificuldade quanto ao custo da implantação das linhas subterrâneas é a questão sobre quem cairia o pagamento dessa evolução. Hoje, pelo sistema de concessões, se uma subestação de energia for construída em determinada região de uma distribuidora, consumidores das demais localidades atendidas por essa empresa também serão onerados. Situação semelhante deverá ocorrer no caso das linhas subterrâneas.

Ou seja, como os custos das distribuidoras são repassados para todos os clientes atendidos por essas companhias, o investimento feito em linhas subterrâneas nas grandes cidades, provavelmente, teria que ser repassado também aos pequenos municípios que não receberiam as benfeitorias. O diretor de Distribuição do Grupo CEEE, Guilherme Barbosa, comenta que uma linha subterrânea, dependendo do caso, pode custar de cinco a dez vezes mais do que uma aérea.

Apesar dos altos valores, o integrante do Grupo CEEE admite que as linhas subterrâneas são mais seguras. O modelo praticamente inviabiliza a realização de ligações clandestinas, os chamados “gatos”, e evita problemas com batidas de veículos. Somente na Região Metropolitana de Porto Alegre, a média é de quatro postes abalroados diariamente.

O dirigente concorda que os cabos nos postes das vias causam um impacto visual negativo. No entanto, Barbosa ressalta que a maioria dos fios é procedente do sistema de telecomunicações, não do de energia. O diretor defende que o ideal seria não estipular a obrigatoriedade das linhas subterrâneas, mas permitir uma flexibilidade para as distribuidoras decidirem sobre isso. Barbosa enfatiza que o projeto original de substituição da rede seria praticamente impossível de ser conduzido devido às dimensões das obras necessárias.

O próprio Grupo CEEE resolveu implantar uma linha de energia subterrânea, ao longo do Parque Marinha do Brasil, na Capital, para não afetar a paisagem deste local. A estrutura, de 69 kV de tensão e 3,3 quilômetros de extensão, deverá ficar pronta no mês de março. A linha absorverá aproximadamente R$ 10 milhões e se ligará à nova subestação Menino Deus, que está sendo construída e terá como principal finalidade alimentar o estádio Beira-Rio.

COMENTÁRIOS
GILSON F. OGANDO - 21/01/2014 - 12h12
As redes subterraneas deveriam ser implantadas nas principais ruas e avenidas das grandes cidades, com mais de 300.000 habitantes com desensidade de carga superior a 5000kVA/km2, nas demais ruas e avenidas redes compactas na média tensão e isolada na baixa cujo custo é muito inferior ao da rede subterranea e apresenta um bom nivel de segurança e confiabilidade. Gilson Ogando Diretor Proenergia

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