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HISTÓRIAS DO COMércio e dos serviços Notícia da edição impressa de 23/12/2013

Filippin mostra que fotografia tem futuro

Jair Stangler

ANTONIO PAZ/JC
Fillippin considera fundamental investir em equipamentos
Fillippin considera fundamental investir em equipamentos

Na era do smartphone, quando qualquer pessoa munida de um celular se transforma em um fotógrafo e pode armazenar milhares de imagens no computador, pen drive ou CD e publicá-las instantaneamente no Instagram e no Facebook, não surpreende que tantas lojas especializadas tenham fechado nos últimos anos. Tampouco parece exagero acreditar que as fotografias impressas em papel estejam fadadas ao desaparecimento. Certo?

A resposta talvez não seja assim tão óbvia. O empresário Leonel Luiz Filippin, da Filippin Fotografias, mantém a loja há 42 anos e sobreviveu ao vendaval que fechou, segundo seus próprios cálculos, 90% das lojas desde 2007. Nesse período, ele viu o faturamento cair de R$ 300 mil para R$ 40 mil e diminuiu o número de funcionários de 35 para dez. “Se eu não tivesse bala na agulha para segurar, teria quebrado, como aconteceu com os outros”, sentencia.

Filippin diz que, após esse período de retração, os negócios começaram a retomar o crescimento. “Acredito que o movimento não vai voltar à escala que teve nas décadas de 1990 e 2000, mas, uma loja como a nossa, que investe na fotografia profissional, tem futuro. Nos próximos cinco anos, vamos ganhar dinheiro”, prevê.

Além da redução da concorrência, o empresário acredita que grande parte do público quer ter as imagens registradas no papel. “A pessoa começa a imprimir a partir da hora que pega o pendrive ou o CD e não abre mais”, diz. Além disso, não é preciso imprimir todas as imagens. “Antes, o clique custava dinheiro, o filme era R$ 15,00, R$ 20,00. Cada foto tinha que ser direcionada. Agora não, pois o clique no digital é fácil”, reflete. “É uma arte, uma coisa que você vai guardar”, defende.

Filippin diz que, para se manter à frente da concorrência, além de trabalhar com profissionalismo, sempre procurou ter o melhor equipamento, independentemente do valor que precisasse investir. Foi por isso que, em 1970, quando começou como fotógrafo, comprou uma Nikkon importada pelo valor de um fusca 0 km. Mas foi no início dos anos 2000 que a postura lhe rendeu os melhores resultados. “Fui o primeiro a comprar o Frontier 350 (minilab digital da Fuji) em 2002. No início, me chamaram de maluco. Investir R$ 600 mil na fotografia assim de uma tacada? Ninguém tinha laboratório digital em Porto Alegre na época. Eu fui o primeiro no Rio Grande do Sul. Entrou em São Paulo, depois outro em Joinville, e aí o terceiro fui eu”, conta.

A partir daí, a loja viveu seu auge. “Do segundo semestre de 2003 até o segundo semestre de 2007, eram impressas 450 mil fotos por mês, e isso que tinha concorrência forte”, lembra. “Eu trabalhava muito, mas ganhei muito dinheiro”, conta. Atualmente, são impressas cerca de 40 mil fotos mensais em sua loja.

Além da impressão, há também serviços de restauração, reprodução e fotos para documentos. Até 2007, acessórios como pilhas, filmes e fitas cassete ajudavam a completar o faturamento. “Mas hoje é tudo recarregável”, lamenta. As fotos para documentos também caíram de 150 por dia, há dez anos, para cerca de 30 ou 40 atualmente.

Da lavoura para as lentes

Quando saiu da casa de seus pais, em 1969, aos 17 anos, Leonel Luiz Filippin nunca havia visto uma fotografia. “Eu morava na colônia, a uns 15 quilômetros de Jacutinga do Sul”, conta. Na Capital, Filippin trabalhou sete meses em um abastecedor de supermercados. Foi então que adquiriu sua primeira máquina. “Recebi explicações na loja e fui fotografar na praia de Ipanema. No primeiro domingo, as fotos renderam mais do que eu ganhava no mês inteiro. Aí acabou o verão e comecei a fotografar nas praças”, lembra.

O negócio prosperou e, já em 1971, Filippin montou a primeira loja na galeria Bom Fim, onde está até hoje, mas ainda não na entrada do prédio. Nesse período, ficou amigo de militantes que, anos depois, entrariam para o PT, como Raul Pont, Clóvis Ilgenfritz, Olívio Dutra e José Clóvis Azevedo. Segundo ele, os militantes alugavam uma sala, que ficava fechada a maior parte do tempo e era usada para reuniões à noite. “Eu recebia o material de São Paulo e entregava para eles. Jornal ‘Em tempo’, coisas contra a ditadura”, conta.

Nas décadas de 1970 e 1980, os casamentos eram o grande filão, movimento que diminuiu a partir de 2003. “Para ficar, era preciso casar, então tinha casamento aos montes. Hoje o pessoal vai viver junto e muitas vezes nem faz o casamento oficial”, compara, ao lembrar que chegou a fotografar mais de 50 casamentos em um mês.

COMENTÁRIOS
mara juçani - 26/04/2015 - 12h02
amei sua estória quero esta nova profissão estou no começo mais com fe no futuro pois com 57anos so na fe.

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