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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 02/12/2013

Confeitaria Princesa reúne doces, salgados e memórias

Guilherme Daroit

JONATHAN HECKLER/JC
Cerca de 300 pessoas passam por dia pelo estabelecimento
Cerca de 300 pessoas passam por dia pelo estabelecimento

Porto Alegre é uma cidade em constante mutação. Seja pela especulação imobiliária, pela expansão urbana ou pela simples ação do tempo, o fato é que dificilmente algum lugar de sua infância esteja igual até hoje, independentemente de sua idade. Há locais resistentes, porém, em que atualidade e lembranças se fundem. É o caso da Confeitaria Princesa, há 53 anos praticamente intacta na Rua dos Andradas e cujos doces, empadas e, principalmente, cachorros-quentes, são predileções passadas de geração para geração.

A história do estabelecimento, porém, vem de ainda antes, quando os proprietários originais, Rudi Loeffler e o casal Paulo e Elly Tearlla, possuíam a Confeitaria Cristal, na avenida Cristóvão Colombo. Decididos a mudar os rumos do negócio de uma grande loja para outra menor, com apenas os produtos mais tradicionais, escolheram, então, o endereço onde a Princesa funciona até hoje. “Minha tia (Elly) não tinha filhos, e ela dizia que queria, então, ter uma princesinha”, conta Helena Nogueira, atual proprietária da loja junto com o marido, Marco Aurélio Nogueira.

Filha de Loeffler, Helena assumiu a confeitaria após a morte dos tios, em 1999, quando adquiriu a parte de um primo que não teve interesse em continuar o negócio. “Senti obrigação de dar continuidade, e meu marido veio junto para ajudar”, continua Helena, lembrando que Nogueira, até então empresário do ramo de embalagens, formou-se em um curso de confeiteiro na época para poder continuar a história do estabelecimento.

Desde então, é Nogueira o responsável por manter as tradicionais receitas de empadas de frango e camarão e de doces, como o nariz entupido, mil folhas e bem-casados, elaboradas pelos tios e pelo pai de Helena, que era confeiteiro no tempo em que ainda se faziam bolos de vários andares na casa dos clientes, pela incapacidade de transporte. A principal receita, porém, o molho de mostarda que dá o toque especial ao cachorro-quente que é o carro-chefe da casa, vem desde o pai de um dos fundadores, um confeiteiro polonês.

A composição do molho, do qual são produzidos de 10 a 15 litros por semana, é mantida em segredo. “Existe todo um folclore em torno da receita, mas no século XIX não existia industrialização, então conservas e todos os outros condimentos eram feitos em casa. Essas receitas todas estavam em anuários”, despista Nogueira. “Seguido aparece alguém aqui dizendo ‘você põe maionese, põe creme de leite’, jogando verde para ver se entregamos, chega a ser até divertido”, brinca Helena.

Além de apostar na receita, muitos clientes também fazem diferentes propostas, que vão desde poder levar um pote com o molho para casa até a abertura de franquias, algo que o casal não pensa em fazer para não perder a qualidade dos produtos. “Produzir em grande volume exigiria industrializar a cozinha, e não há a possibilidade disso sem alterar a receita”, comenta Nogueira. “Hoje, você não sabe mais o que come na rua, de tanto conservante”, continua. “Não usamos nada de produtos químicos, é tudo muito caseiro, feito na hora”, agrega Helena, que também lista outras guloseimas, como pão caseiro, cuca alemã e pizza de sardinha, carinhosamente chamada de “pizza da vovó”, todos saídos da pequena cozinha localizada nos fundos da loja.

Clientes têm relação próxima com o local

“A Princesa é um patrimônio de Porto Alegre. Quando assumimos, alguns clientes diziam ‘olha lá o que vocês vão fazer, hein, isso aqui é nosso!”, conta o proprietário, Marco Aurélio Nogueira, que desde então recebe críticas ou apoios a qualquer mudança – ou mesmo projeto de mudança - realizada na confeitaria. “Isso só faz aumentar nossa responsabilidade em manter o local”, continua.

Entre as cerca de 300 pessoas que passam pela Princesa entre 8h30min e 18h30min, de segunda a sexta-feira, muitos são clientes fiéis trazidos ao estabelecimento pelos pais ou avôs, geralmente mantendo a tradição do pedido de um cachorro-quente e um guaraná caçulinha – agora em embalagem plástica e não mais de vidro, como antigamente. “Certa vez, encontrei o gerente da empresa de bebidas, que me confidenciou que éramos o maior consumidor de balcão de caçulinhas em Porto Alegre”, conta Nogueira.

Entre essas histórias, os proprietários contam casos como o de um casal de idosos que pediu licença para tirar fotos e depois contou que a Princesa havia sido palco do início de seu namoro e dos pedidos de noivado e casamento. Outro caso lembrado é o de um porto-alegrense que, em passagem pela cidade após 30 anos morando em Portugal, visitou a Princesa e chegou às lágrimas ao comer o tradicional cachorro-quente. “Ele dizia ‘eu não acredito que a minha Princesinha ainda está aqui! Vocês não sabem a alegria que me deram hoje!”, rememora Nogueira, também emocionado. “Ouvimos esses relatos quase dez vezes por dia. Para nós, é muito gratificante”, confirma a proprietária e esposa de Marco Aurélio, Helena Nogueira.

COMENTÁRIOS
Renata - 02/12/2013 - 19h04
meu pai foi frequentador dos doces da Confeitaria Princesa. Eles tinham um bolo de pão de ló recheado e coberto com doce de ovo. Era o preferido. Sempre que passo na vitrine olho e me recordo. Doces lembranças.


silvia ferrão -
02/12/2013 - 19h51
muito bommm....gosto desses lugares nostalgicos....

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