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HISTÓRIAS DO COMÉRCIO E DOS SERVIÇOS Notícia da edição impressa de 18/11/2013

Rede Arcoíris faz da sétima arte um negócio de cinco décadas

Rafael Vigna

ARCOÍRIS CINEMA/DIVULGAÇÃO/JC
Atualmente, 86 salas estão em operação no Estado. Entre elas, o Victoria, na Capital
Atualmente, 86 salas estão em operação no Estado. Entre elas, o Victoria, na Capital

A rede Arcoíris e Arcoplex Cinemas faz parte da história do cinema no Brasil há 53 anos. Constituída por Mário Leopoldo Santos, no munícipio de Lages, em Santa Catarina, a empresa começou a atuar no mercado gaúcho em 1971 e chegou a administrar a maioria das salas de Porto Alegre, entre elas, o Cine Cacique, Scala, Astor, Coral, Lido, Ritz, ABC, Avenida e Victoria. Atualmente, conta com 86 salas em seis estados, totalizando 30 cinemas em 25 cidades. No Rio Grande do Sul, onde a sede administrativa está localizada desde a década de 1970, são 24 salas espalhadas pelo Interior. Na Capital, o grupo também controla o Porto Alegre Strip Center (com duas salas em reforma), o Rua da Praia 1 e 2 e o Victoria 1 e 2.

O filho do fundador e atual gestor da rede, Mario Luiz dos Santos, explica que o negócio foi centralizado em Porto Alegre em razão das grandes distribuidoras possuírem escritórios regionais no Estado. “O Rio Grande do Sul sempre foi fundamental para nossa organização, pois aqui fundamos uma distribuidora de filmes que se chamava Wermar e que representou outras companhias nacionais e estrangeiras por décadas, como  a Fox Filmes, Columbia, Condor Filmes, Paris Filmes.”

Para a família, mais do que a grande tela reprodutora da sétima arte, o cinema sempre representou bons retornos.  No entanto, acompanhar as transformações das últimas cinco décadas se tornou um desafio a ser superado. “O nosso desenvolvimento empresarial sempre se deu sobre o conceito de negócios. Buscamos avaliar se vale ou não. Infelizmente, não há mais lugar para romantismos”, analisa. De acordo com Santos, a construção de uma sala comum custa em média R$ 1 milhão. Segundo o executivo, o patriarca da família costuma rir quando ouve a notícia de alguma inauguração de complexos com cinco salas e apenas 1,2 mil lugares. “Naquela época, um cinema não tinha menos de mil poltronas.”

Entre as principais mudanças ao longo dos anos, Santos destaca a migração das salas de rua para os shopping centers. Como exemplo das dificuldades, ele cita o Cine Marrocos. Inaugurado em 1966, com 1.022 lugares, a obra assinada pelo arquiteto Rubens Meister, contemporâneo do Niemeyer, e que também projetou o teatro Guaíra de Curitiba, ainda está ativa e equipada com tecnologia 3D digital. O patrimônio emocional da família padece, mesmo com toda a tradição e apesar de estar localizado em uma cidade do Interior que não possui shoppings.

“No Brasil, diferentemente de todos os lugares do mundo, o cinema só funciona no shopping. O fato tem limitado a expansão das atuais 2,5 mil salas nacionais em razão de uma associação com os shoppings. Não há outra opção, como acontece nos Estados Unidos e na Europa, onde existem complexos de cinemas e restaurantes. Não há esse hábito por aqui. As pessoas criaram uma conexão direta entre o cinema e o shopping. Isso limita o crescimento”, sentencia ao lembrar que os EUA possuem mais de 30 mil salas.

Antes disso, Santos recorda que a chegada da televisão nos munícipios do interior representou uma redução de 75% no público médio. Em seguida, vieram as locadoras e a TV a cabo. “No entanto, chegamos a uma conclusão fantástica: o ser humano nasceu para ser social e o cinema cumpre essa função. Neste aspecto, quem gosta de DVD, Blu-Ray e televisão adora o cinema. As atividades se complementam.”, analisa o empresário.

Depois da tecnologia 3D, exibidores se preparam para novos avanços tecnológicos

Enquanto o boom inicial das projeções em 3D começa a dar sinais de retrocesso, os exibidores se preparam para acompanhar as perspectivas de novos avanços tecnológicos. Na rede Arcoíris, com 15 salas em 15 complexos diferentes, Mario Luiz dos Santos identifica uma movimentação diferente. Até 2012, o lançamento de um filme em 3D possuía média de espectadores 60% superior ao do mesmo filme em uma sala normal. Agora, a curva se inverte e há uma redução média de 40% no público total das salas em 3D.

Santos afirma que os investimentos para a adaptação dos espaços para o processo de digitalização ainda não foram suficientes e que o Brasil ocupa a sétima pior posição entre os países mais atrasados em todo mundo no que se refere à migração para tecnologia digital, mesmo sendo um dos dez mercados mais representativos. Enquanto isso, Europa e Estados Unidos já operam com um índice acima de 90% das salas digitalizadas. “Essa é uma mudança que demanda muito investimento e altera também o formato. A preocupação é com o alto volume financeiro para acompanhar a agilidade dessas mudanças tecnológicas”, comenta.

Por outro lado, segundo Santos, existe uma expectativa quanto à entrada da projeção a laser, que deve chegar ao mercado nacional em 2014. De acordo com o executivo, o que limita a qualidade da projeção é o calor. “Existem cabines de projeção 3D que possuem lâmpadas de 6 mil watts. O cinema Cacique usava uma de 3 mil watts. Ou seja, isso demanda muito calor. A projeção a laser é uma lâmpada fria, e a limitação é apenas a luz. Por isso, a qualidade de projeção aumentará consideravelmente com essa nova migração, e precisamos estar preparados”, explica.

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