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HISTÓRIAS DO COMÉRCIO E DOS SERVIÇOS Notícia da edição impressa de 04/11/2013

Beco dos Livros mantém vivo mercado de sebos em Porto Alegre

Ariel Engster

JONATHAN HECKLER/JC
Por mês, de 2 mil a 3 mil pessoas circulam pelas quatro lojas.
Por mês, de 2 mil a 3 mil pessoas circulam pelas quatro lojas.

A pequena loja na rua General Vitorino era estreita e comprida, como um beco. Ali funcionava a Livraria Londres, que se transferiu para a avenida Osvaldo Aranha. Peter Dullius comprou o ponto e precisou rebatizá-lo. A inspiração veio da aparência da loja e da alcunha pela qual ela já era conhecida: Beco dos Livros.

Na época, Dullius era funcionário do Bndes. Quando o menor dos filhos fez sete anos, a então esposa quis trabalhar fora, e eles foram atrás de uma oportunidade. Tanto poderia ser uma livraria quanto uma loja de materiais de construção – não sabiam ao certo em que ramo investir. Em um jornal, viram o anúncio de venda do ponto da Londres e encontraram o que buscavam. Em fevereiro de 1992, entraram para o mercado dos livros.

Dullius passou, então, a investir seu dinheiro na compra de obras. Os sebos, no entanto, têm uma particularidade. “Sempre entra mais do que sai, e o sebo precisa de espaço”, diz Dullius. Assim, quanto mais aumentavam o acervo, mais precisavam de lugar. Por isso, em 1994, o Beco se transferiu para uma nova loja, na rua Riachuelo. Mas foi preciso mais. Conhecida como rua dos livros, a Riachuelo passou a abrigar mais um Beco em 1995. Em 1998, foi aberta uma loja na rua General Câmara e, em 2004, na Rua dos Andradas.

Mesmo que a loja da Andradas seja a maior, com dois andares e meio, a mais movimentada é a da General Câmara. Dullius estima que, por mês, de 2 mil a 3 mil pessoas circulem pelas quatro lojas. A quantidade de livros disponíveis no Beco nem se sabe ao certo. Certa feita, conta Dullius, um uruguaio passou por lá e estimou em 500 mil volumes, entre livros, revistas e quadrinhos. A diversidade de materiais é um dos atrativos. O Beco dos Livros trabalha com obras didáticas, técnicas, romances, revistas, gibis. “Tudo o que é de papel nós temos”, diz Dullius.

Para o dono do Beco, os sebos possuem mais dois pontos fortes. O primeiro é o preço. Mesmo que nos últimos tempos algumas editoras tenham lançado obras mais acessíveis, os livros ainda são caros no Brasil. Com os usados, o preço é mais baixo. Já o segundo é a exclusividade. “Numa loja de livros novos, você tem os livros dos últimos dois anos. Num sebo, dos últimos 300 anos”, afirma Dullius. Dessa forma, é possível ter acesso a edições antigas e obras já esgotadas.

Nos sebos, é possível também encontrar raridades. Mas, para Dullius, nenhuma obra é rara se não houver interesse nela. “A raridade de um livro depende daquele que o procura.” Ele admite, no entanto, que encontrar edições exclusivas ou históricas é uma das coisas boas de trabalhar nesse ramo. “Sempre se procura descobrir uma agulha no palheiro – uma novidade, uma curiosidade, uma raridade. Isso dá uma adrenalina”, afirma.

Trabalhar com obras usadas também traz outra satisfação: levar o cliente de volta ao passado, permitindo por meio dos livros um reencontro com outras épocas. “Às vezes você não tinha dinheiro quando era criança para comprar um gibi e compra ele com 35 anos. Você satisfaz uma vontade que tinha quando era criança. Com os livros também é assim”, diz Dullius.

Em novembro, o Beco dos Livros estará na Praça da Alfândega, durante a 59ª Feira do Livro de Porto Alegre. Serão três estandes: o 23 da Rua da Praia e os 59 e 60 na Sete de Setembro. Para Dullius, o diferencial do Beco em relação às outras livrarias será a diversidade: enquanto elas levam os livros mais vendáveis, o Beco pode levar as mais diversas obras, já que não trabalha só com as novidades.

Vendas pela internet são a aposta para o futuro

Proprietário do Beco dos Livros, Peter Dullius dá um aviso a quem sonha em trabalhar com sebos: não é um mercado fácil. Sebos trabalham com uma grande quantidade de volumes, e a venda da maior parte das obras demora. Por isso, quando novos livros são adquiridos, é preciso avaliar como compensar o investimento em curto prazo. Além disso, muitas vezes os livros chegam mal conservados, e é preciso fazer a limpeza e restauração deles.

Nos últimos dez anos, Dulliu viu as vendas se reduzirem de 30% a 40%. Para o proprietário, a internet facilitou a leitura de resumos e de trabalhos alheios, o que diminuiu o interesse pelos livros. Apesar disso, ele aponta uma vantagem do papel. “A leitura no computador não é tão prazerosa como é com livros e isso não vai mudar tão cedo.”

Curiosamente, a internet é justamente a aposta para o futuro da empresa. Em dois sites (www.mundolivros.com.br e www.livronauta.com.br), o Beco dos Livros tem cerca de 100 mil livros à venda. São obras didáticas, técnicas, esotéricas e de literatura gaúcha – as que mais têm procura. Dullius pretende agora cadastrar todo o acervo e disponibilizá-lo para compra online. Os preços são outro atrativo.

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