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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 21/10/2013

Café do Porto chega a maioridade fazendo história

Guilherme Daroit

JONATHAN HECKLER/JC
Ana Cláudia diz que o modelo de loja pode se adequar a vários tipos de mercado
Ana Cláudia diz que o modelo de loja pode se adequar a vários tipos de mercado

Os tempos são pródigos para os apreciadores de café. Não é difícil, hoje, a cada caminhada por Porto Alegre, encontrar uma nova cafeteria abrindo as portas. Há 18 anos, porém, o cenário era diferente. “Quando abrimos o Café do Porto, em 1995, existiam oito máquinas de café expresso em Porto Alegre. Hoje, você encontra em qualquer esquina, é uma realidade”, conta a arquiteta e empresária Ana Cláudia Bestetti, proprietária de uma das cafeterias mais tradicionais da capital gaúcha.

Foi da falta de oferta do produto, inclusive, que Ana Cláudia, conhecida como Cacaia, decidiu pela localização da matriz do estabelecimento, no bairro Moinhos de Vento. “Depois de definida a escolha de abrir um café, uma paixão pessoal, lembrei de que em duas ocasiões estive na rua Padre Chagas, aguardando consultas médicas, e queria tomar um café e não achei”, rememora. Depois disso, a então proprietária de um escritório de arquitetura empenhou-se em uma pesquisa, definindo uma área de atuação, contando quantos carros e pessoas circulavam pela rua e, inclusive, telefonando para estabelecimentos da região de forma randômica para concluir que era, sim, uma boa ideia abrir um café no local, até então majoritariamente residencial.

Em sociedade com outra amiga arquiteta, Ana Cláudia alugou, então, uma garagem, originalmente com espaço para apenas um carro, e, após uma pequena ampliação, ali inaugurou o Café do Porto, oferecendo cafés, tortas e alguns sanduíches, tudo o que era possível fazer em um espaço diminuto. “Sempre quisemos um ambiente aconchegante, no qual as pessoas se sentissem muito à vontade, pudessem trabalhar, se reunir com os amigos, ou simplesmente ficar tranquilas para tomar um café”, afirma a empresária, que se formou barista em São Paulo e incumbiu-se do treinamento dos funcionários pelos primeiros anos do negócio.

Além do ambiente e do café, hoje servido em mais de 20 receitas e três blends especiais (Café do Porto, Café Segredo e Café das Artes) desenvolvidos pela própria Ana Cláudia, os clientes também encontravam outras novidades no local. “Nem lembramos mais, porque mudou muito a relação do porto-alegrense com o lazer, mas, naquela época, nos sábados à tarde e domingos, não havia nenhum lugar para frequentar”, conta Ana Cláudia. Decidiram, portanto, que a cafeteria abriria nesses horários.

No primeiro sábado, as sócias dispensaram os funcionários, achando que pouca gente apareceria. “Chegou uma hora em que eu tive de pedir aos clientes um tempinho para lavar a louça para poder voltar a servir, de tanto movimento. A cidade estava preparada para receber esse tipo de operação”, lembra Ana Cláudia.

Além disso, o Café do Porto foi diretamente responsável por outra mudança na vida da cidade. Desde o início, houve a escolha pela colocação de mesas na calçada. A prática, porém, era proibida na época, o que gerou multas, abaixo-assinados e até autos de interdição para o estabelecimento. Logo após a inauguração, Ana Cláudia entrou com um processo na prefeitura pedindo mudança na lei para liberar a utilização do passeio público, o que acabou acontecendo em outubro de 2001. “Eu não queria um alvará pra mim, queria que a lei fosse mudada para a cidade inteira se beneficiar da animação que isso gera”, conta.

Por suas propostas pioneiras, o Café do Porto atraiu a atenção do público e da imprensa desde cedo, servindo de inspiração, também, a outros negócios similares em todo o Estado. “Até um tempo atrás, as coisas não duravam em Porto Alegre. Mas, como sempre tive muito claro o modelo de negócios, sempre dizia que o Café do Porto tinha vindo pra ficar, não era moda”, afirma a proprietária. Quase 20 anos depois, e com a explosão do segmento, já podemos dizer que ela estava certa.

Marca prepara expansão cuidadosa a partir de franquias

Desde 1995, o Café do Porto tem expandido sua atuação. Primeiramente, em 2001 e, depois, em 2003, a loja da rua Padre Chagas avançou sobre o prédio ao lado, quadruplicando sua área e expandindo, também, o cardápio para massas, saladas e almoços. Além disso, novas lojas foram abertas, contando hoje com três filiais, além da matriz, uma franquia e um centro de distribuição, todos em Porto Alegre.

“Esse modelo de café pode se adequar a vários tipos de mercado. Temos lojas corporativas, em térreo de edifício comercial, e também store in store”, explica a proprietária Ana Cláudia Bestetti, que em 2012 abriu o mais recente Café do Porto dentro da Lojas Renner do antigo prédio da Livraria do Globo, no Centro da Capital.

Para o futuro, o plano é ampliar o sistema de franquias, atingindo Porto Alegre – onde mais duas lojas estão previstas para 2014 – e, posteriormente, o Interior e até outros estados. “É uma marca que tem 18 anos, que foi construída com muito cuidado”, afirma Ana Cláudia. “Portanto, faremos sem pressa, até porque o atendimento do Café do Porto é bastante personalizado, não comporta um crescimento muito estandartizado”, projeta a proprietária.

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