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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 14/10/2013

Sorveteria Cronks é sinônimo de refresco para os verões do Bom Fim

Rafael Vigna

JONATHAN HECKLER/JC
Sara e Arenzon passaram a administração da loja para a filha Daniela
Sara e Arenzon passaram a administração da loja para a filha Daniela

Os porto-alegrenses que deixam o Parque Farroupilha nos dias de calor em direção ao bairro Bom Fim têm uma parada obrigatória. Há 27 anos, a sorveteria Cronks é sinônimo de sabores refrescantes para as manhãs e tardes de temperaturas escaldantes na capital gaúcha. No entanto, o estabelecimento idealizado por Bernardo Arenzon, ao lado da esposa Sara Lea Arenzon, nem sempre andou de vento em popa. 

Conforme recorda o fundador, quando foi instituída a tabela da Sunab (Superintendência Nacional de Abastecimento e Preços), na década de 1980, o então Armazém Internacional – adquirido pela família em 1983 – ficou ameaçado.  Se os preços estavam congelados pelo governo na tentativa de acabar com a inflação crônica da época, que chegou a impressionantes 300% ao mês, a opção foi “gelar” também os negócios.

Na época, as donas de casa e os consumidores levavam as tabelas para os supermercados e denunciavam a remarcação de preços irregulares. Entretanto, a tabela era feita com base nos custos de grandes redes, o que prejudicava os pequenos negócios. Como há males que vêm para o bem, nascia assim a Cronks.

O nome, explica o patriarca, vem de um livro. A palavra era utilizada para descrever o ronco de um pássaro. Arenzon logo percebeu que a onomatopeia também servia para dar sonoridade ao barulho de uma casquinha sendo mordida. A nova razão social substituiu ao velho Armazém Internacional em 1986.

“Sempre tive vontade de ter uma sorveteria, e a ideia tomou forma quando comprei um sorvete muito gostoso na São Manoel. Na mesma hora, perguntei se a fabricação era própria e já saí com o contato dos representantes. Além disso, vendíamos muitos picolés, e o negócio estava à beira do fracasso”, relembra Arenzon, que nunca abandonou o hábito de comer sorvetes diariamente.   

A escolha não demorou a dar sinais de acerto. Logo no primeiro mês, o estabelecimento de 30 metros quadrados, que comportava somente cinco clientes sentados, vendeu 28 caldas, o equivalente a cerca de 100 litros de sorvete por dia. A oferta incluía apenas bolinhas em casquinhas. O buffet viria um tempo mais tarde, em 1995, após a compra do prédio.

A primeira reforma foi concluída em 1995 e resultou na ampliação dos espaços, na inauguração do bufê e na construção de uma câmara fria para estocar a fabricação que ocorre de segunda a sexta-feira durante o verão. Atualmente, 94 lugares distribuídos em dois andares garantem maior comodidade aos fregueses.

“Na época surgiu a onda do bufê. Abriram muitas sorveterias, e várias acabaram fechando mais tarde. Na verdade, as pessoas estavam acostumadas com os bufês de sorvetes no Litoral, e a demanda era muito forte na Capital”, comenta Sara Lea Arenzon.

Em clima familiar, Sara afirma que o empreendimento sempre foi uma espécie de extensão da própria casa. A filha Daniela acostumou-se desde pequena com a rotina. Ela ainda se lembra de um verão em que a única funcionária faltou. No final de semana de movimento recorde, o estoque acabou. Daniela e os irmãos Jeferson e Alexandre revezavam os afazeres no caixa, no balcão e na limpeza da louça. “Tive uma parcela importante de minha criação aqui dentro e hoje tenho um filho de nove anos que está sempre por aqui. É uma ligação muito profunda com este local”, revela.

Da empresa, Daniela também teve a inspiração para a formação acadêmica. A filha optou pela formação em Nutrição e ainda permanece na administração da Cronks. “Me formei em nutrição para agregar algo ao negócio”, confirma. Já os irmãos trilharam outros caminhos e, atualmente, fazem carreira como professores universitários.

Desafio está em contornar perdas de faturamento no inverno

O casal Bernardo Arenzon e Sara Lea Arenzon conduziu a sorveteria até janeiro de 2013. No início do ano, a filha Daniela Arenzon, que tem familiaridade com a rotina desde os nove anos, assumiu sozinha a administração e já planeja melhorias.

“Ainda não conseguimos que as pessoas associem o ponto com o inverno. Quando pensam em sorvete, sim. Mas a ideia é fazer mais uma reforma e extrair um pouco do conceito de sorveteria, com mesas frias e outros elementos que privilegiem o calor”, revela.

Por isso, o novo visual deve conter traços mais aconchegantes e um ambiente interno que favoreça o inverno, quando o faturamento tende a se reduzir em 70%. “É preciso contar com o verão. Há dois anos começamos a oferecer cafés, depois da compra de duas máquinas de expresso, além de salgados e tortas quentes no balcão para amenizar as perdas, mas só isso não tem resolvido a queda”, comenta. 

O pai teve de conviver com o problema ao longo de 26 anos. Mesmo assim, afirma que ao longo dos anos não enfrentou momentos de crise – apenas o encolhimento natural na estação mais fria do ano.

“Sempre trabalhamos com índices anuais de crescimento, mas o problema do bufê é que uma sala maior exige um aluguel mais caro e que acaba muitas vezes não coberto pelos rendimentos em períodos de baixo consumo. É preciso sempre ter em mente que se trata de um negócio sazonal, que na baixa pode ser assustador”, explica o fundador. Aos 80 anos, Arenzon diz ter dificuldades para se acostumar com a rotina de aposentado e já planeja um novo empreendimento para ocupar o tempo ocioso.   

COMENTÁRIOS
Clarissa Bravo - 16/10/2013 - 01h30
Essa é a melhor sorveteria que existe...sorvetes deliciosos, um ambiente familiar e aconchegante... Força Dani e muito mais sucesso ainda!!!

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