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RELAÇÕES EXTERIORES Notícia da edição impressa de 10/09/2013

Itamaraty pode agir no caso de gaúcho que foi detido no Chile

Ex-sindicalista torturado pela ditadura chilena ficou detido por 12 horas no aeroporto

Alexandre Leboutte

JONATHAN HECKLER/JC
Tâmara Soares pedirá mediação do gabinete do governador na relação diplomática
Tâmara Soares pedirá mediação do gabinete do governador na relação diplomática

Comunicada pelo comitê gaúcho Carlos de Ré, Memória, Verdade e Justiça sobre o incidente envolvendo o ex-sindicalista brasileiro Dirceu Luiz Messias, de 72 anos, impedido de entrar no Chile no sábado, a diretora de Direitos Humanos da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, Tâmara Soares - que está em Brasília em uma agenda previamente marcada -, pretende se reunir amanhã com a assessoria internacional do gabinete do governador Tarso Genro (PT). Ela discutirá a solicitação de informações oficiais ao governo chileno, através do Itamaraty, sobre o ocorrido.

Messias chegou à capital chilena, Santiago, por volta das 19h de sábado, para participar de atividades alusivas à “descomemoração” dos 40 anos do golpe militar comandado pelo general Augusto Pinochet, que derrubou o presidente Salvador Allende em 11 de setembro de 1973.

O ex-sindicalista vivia e trabalhava lá naquela época, em uma pequena metalúrgica, depois de fugir da ditadura brasileira. Acabou preso e torturado por três meses, até ser solto e conseguir asilo na Suécia, país onde viveu até 1980, quando voltou a Porto Alegre, após a promulgação da Lei de Anistia.

Passadas quatro décadas, Messias teve mais uma experiência traumática no país vizinho, onde se encontraria no sábado com três integrantes do comitê Carlos de Ré que organizam uma série de palestras e encontros sob a coordenação do músico e ativista Raul Ellwanger.

O metalúrgico acabou detido em uma sala do aeroporto, incomunicável, ao longo de toda a madrugada de domingo, sem explicação sobre os motivos de sua detenção. Depois de ouvir de um policial apenas que “sabiam por que” ele estava indo ao Chile e que não teria permissão para entrar no país, foi colocado em um voo de volta ao Brasil às 7h15min de domingo, cerca de 12 horas depois de sua chegada.

“Houve violação de direitos humanos, pois ele é um senhor de 72 anos e passou a noite sentado em um banco”, observa Tâmara, ao explicar que a secretaria não tem autonomia para decidir sobre o pedido de informações que envolvem a relação diplomática entre os dois países, devendo, portanto, solicitar a mediação do gabinete do governador.

Ainda no domingo, Tâmara intercedeu junto às autoridades para localizar Messias, que havia sido colocado no voo sem que ninguém soubesse de seu paradeiro. “É lógico que um país é soberano para não permitir a entrada de determinadas pessoas que entenda inconvenientes. Mas a forma como foi feito... Ninguém foi informado da situação, nem as pessoas que o estavam esperando lá. E ele passou mais de 12 horas na polícia federal chilena, sem saber por que estava detido, com os documentos retidos”, ressalta a representante do Estado. “É uma situação que dá para contestar, especialmente na questão de direitos humanos”, adianta.

De acordo com Messias, entre as atividades agendadas em Santiago, estava a gravação de depoimentos sobre o período da repressão de Pinochet, além de debates sobre as ditaduras do Cone Sul.

É a segunda edição do encontro chamado “O Brasil agradece ao Chile”, em que brasileiros exilados naquele país antes do golpe que derrubou o presidente Allende expressam a gratidão pela acolhida. A primeira edição foi realizada em Porto Alegre, em 11 de setembro de 2012.

COMENTÁRIOS
pacpacbr - 10/09/2013 - 08h44
ingênua... como se todos os países fossem obrigados a aceitar o que ela pensa... os EUa fazem isso diariamente e todo mundo cala... chega a ser infantil, até pq o chile n é obrigado a aceitar, la, esse tipo de coisa... aqui, as centrais sindicais vetaram um manifestante contra a corrupção no brasil... isso pode?


Newton Pereira -
15/09/2013 - 21h24
Será que ainda existem resquicios da ditadura do PenicocheioEra assim que meu pai se ao General Cachorrão)?Sabe como é né repessão sempre será repressão.Quer na democracia, quer no totalitarismo.Resta saber se o companheiro Messias se sentiu humilhado oou ofendeido com o tratamento.Pra ele que tem um curriculo de batalhador um chá de banco é fichinha!!

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