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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 02/09/2013

Bar Odeon é sinônimo de boa música

Guilherme Daroit

JONATHAN HECKLER/JC
Tino diz que o cardápio mantém iguarias desde a fundação do bar
Tino diz que o cardápio mantém iguarias desde a fundação do bar

Incrustado na rua Andrade Neves, via periférica do Centro de Porto Alegre que até hoje briga contra o tráfego de automóveis, surgiu, em 1985, um bar que era lindo, era triste e era bom, igualzinho a um chorinho chamado Odeon. A rima, bem apropriada para o estabelecimento, é da letra de Vinicius de Moraes para a clássica música de Ernesto Nazareth, homenageada pelos proprietários ao batizarem o bar que, 28 anos depois, é símbolo de música ao vivo na Capital.

Apesar do evidente gosto de seus donos pelo mundo musical – antes de batizar o bar de Odeon pensavam em nomeá-lo Um a Zero em homenagem a outra canção – e pelo que o seu nome sugere, não foi de imediato que o estabelecimento se transformou em um reduto de apresentações, como eram os antigos odeões na Grécia. Inicialmente, o Odeon era um bar de happy hour, mais ou menos como ainda é entre a hora que abre, no início da tarde, até às 20h, quando iniciam-se os shows.

“Era o que se fazia na época”, conta o proprietário Celestino Paz Santana, conhecido como Tino. “As pessoas saíam do trabalho e ninguém ia para casa, iam primeiro para o bar”, continua. Tino e seus sócios na empreitada eram colegas em um escritório de advocacia e dedicavam-se ao Odeon após o encerramento da jornada. Quem tocava o estabelecimento era um amigo, Beto Castilhos, que continua na função até hoje.

O proprietário conta também que, desde o início, já havia uma ideia de como deveria ser o bar. Talvez por isso, até hoje, entrar no Odeon é quase um exercício de volta no tempo. Praticamente todos os móveis, quadros e a decoração permanecem intactos. O clima, até certo ponto surpreendentemente isolado, é o próprio antagonismo da vida corrida do Centro da cidade a apenas um degrau de distância.

Até mesmo o cardápio segue igual, com petiscos como almôndegas e bolinhos de bacalhau que geralmente acompanham o chope artesanal. “Alguma coisa se abandonou, mas o que servimos está desde o início”, explica o dono, responsável por manter as receitas e, inclusive, colocando a mão na massa quando necessário.

“Mas o ponto forte do bar é o ambiente de informalidade, o resto todo vem depois”, segue Tino. “Não tem garçom fardado que impõe um consumo, nem a situação de que a pessoa deva sentar à mesa e ter determinado comportamento. Quem vem para cá, vem leve. Se o camarada não está legal, vai em outro lugar se esconder. Aqui ele vem quando está a fim de conviver”, conclui ele.

Tudo isso foi o suficiente para lotar o Odeon desde o seu primeiro dia até o início dos anos 2000. Da queda do movimento nessa época, porém, surgiu o grande diferencial do bar, a música ao vivo, ideia que amadurecia a partir da experiência em outros bares, como o Pacífico, no Mercado Público. Desde 2003, então, foram acrescentados um piano e um palco no bar, que recebe geralmente duplas de músicos. “O bar já tinha esse viés musical, só a gente que não sabia ainda”, brinca Santana.

Atualmente, o palco é utilizado de terça a sexta com jazz, tango e MPB, e também no sábado, quando acontece um show maior. E, a pedidos dos clientes, já existem planos para um domingo voltado ao rock’n’roll. “Aqui o músico fica perto do público, o povo fala com ele. Deu tão certo que o Odeon se transformou em um ponto de encontro de pessoas que gostam de música e se tornou um lugar no imaginário da cidade”, segue o dono do bar, que também ataca, às vezes, de clarinetista.

Um local de história

O agora único proprietário do Odeon, Celestino Paz Santana, o Tino, também guarda na memória alguns casos ocorridos graças ao renome conquistado pelo Odeon, em cujo palco já passaram Plauto Cruz, Filipe Catto e Luiz Fernando Rocha, entre outros. “Vem muita gente de fora, principalmente músicos, que recebem indicação nos hotéis. Os próprios músicos daqui que moram no exterior fazem propaganda do bar”, conta. “Teve um freguês nosso que foi para Buenos Aires e, lá, um argentino indicou o Odeon para ele”, relata.

Aposentado da advocacia há dois anos, Tino afirma que pretende manter o bar da mesma forma no futuro breve. “Eu não posso fazer qualquer coisa aqui, é o público que determina. Não posso nem desistir disso aqui porque o bar já faz parte da cidade, é uma responsabilidade para nós”, afirma. “Vamos tocando enquanto der, no futuro vamos pensar se a gente fica ou se aposenta do bar também”, continua Tino, que pensa em escrever, em algum momento, um livro com as histórias do Odeon para marcá-lo de vez na história de Porto Alegre.

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