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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 26/08/2013

Confeitaria Matheus é ponto de encontro tradicional em Porto Alegre

Rafael Vigna

FREDY VIEIRA/JC
Local recebe cerca de 2,4 mil pessoas diariamente e oferece mix de mais de 300 produtos
Local recebe cerca de 2,4 mil pessoas diariamente e oferece mix de mais de 300 produtos

Há 66 anos, a Confeitaria Matheus é parada obrigatória de muitos trabalhadores, moradores, e transeuntes do Centro de Porto Alegre. A tradição em pães, doces, lanches e quitutes atravessou décadas enraizada no coração da avenida Borges de Medeiros. Fundada em 1947 por José Matheus, que emprestou o sobrenome ao negócio, a loja foi adquirida por Ângelo Fernandes seis anos mais tarde.

Desde 2009, Conceição Fernandes, a terceira geração da família, toca o empreendimento que chegou a dividir com o pai, Diamantino, por nove anos a partir da reinauguração – após a reforma realizada entre 1999 e 2000. Mais do que “um ganha pão”, ela mantém uma relação de muito afeto com o local, que recebe cerca de 2,4 mil pessoas diariamente. São muitas as histórias e recordações que envolvem o avô - lembrado sempre com muito carinho - e remetem à própria infância e adolescência da atual proprietária.

“Quando vinha ao Centro, passava por aqui. Tenho muitas recordações do meu avô, que sempre ficava em frente a um armário antigo postado diante da coluna principal, com balcão embaixo, e sempre me servia uma torrada e um picolé”, comenta.

Na época, Conceição sequer pensava que um dia estaria atrás do balcão. O fato só tomou forma em 1999, quando o pai aventou a possibilidade de alugar a loja. Como a intenção não foi concretizada, a filha decidiu participar da gestão. “Foi uma daquelas coisas que se faz sem muita vontade que dê certo. No fundo, ele não queria deixar o negócio, mesmo com a pressão da família para que ele se aposentasse. Foi aí que comecei a ver os esboços da nova loja e resolvi assumir ao lado dele após oito meses de reforma em que a loja permaneceu fechada”, conta.

Na ocasião, os dois realizaram uma tentativa de implantar um buffet para almoço, mas logo abandonaram a ideia e resolveram voltar as atenções para o próprio nicho de mercado. “Concluímos que não valeria a pena. O Centro estava cheio de restaurantes por quilo. Começamos a redefinir o negócio e, de lá para cá, todos os anos repensamos tudo, melhorias, linhas de produtos e layout”, afirma.

Por isso, ela já projeta um novo upgrade. A ideia é informatizar o sistema de pedidos, de modo interligado com o caixa, até o carnaval de 2014. Recentemente, conforme Conceição, a filha mais velha, de 17 anos, pretende cursar Administração e demonstrou interesse em participar da gestão – o que garante a continuidade da família no comando do negócio.

“A minha relação é totalmente afetiva. Essa loja sempre foi a menina dos olhos do meu avô. Ele possuía outros negócios na área de confeitaria e padaria. Mas essa sempre foi especial. Ele morreu trabalhando aqui”, relembra.

De todas as histórias presenciadas, Conceição se ressente da perda da receita da tradicional coxinha de galinha, uma das preferências dos fregueses desde o tempo em que a grafia ainda era “gallinha”. O quitute deixou de ser oferecido da maneira tradicional, ou seja, com o osso e a carne frita em um creme especial.

À frente da confeitaria há quatro anos, o número de funcionários saltou de 20 para 46. O mix de produtos também aumentou de 100 para mais de 300 itens de confeitaria, lanches, cafés, biscoitos, doces, padaria e sorvetes. Segundo Conceição, entretanto, é difícil apontar a preferência do público, e os campeões em venda podem variar de acordo com a estação. 

Clientes de carteirinha

O sanduíche de pernil é um dos quitutes mais procurados por antigos e novos frequentadores. O lanche permanece vivo no imaginário de muitos consumidores e é servido diariamente aos fregueses. Um dos adeptos da iguaria foi também uma figura marcante da cena cultural porto-alegrense, o professor Aníbal Damasceno.

O cineasta e acadêmico faleceu em abril deste ano, mas frequentou a Confeitaria Matheus até os últimos dias de vida. “No final, ele chegava a esquecer que havia consumido o café. Era uma figura muito engraçada, sempre de mau humor”, caçoa Conceição.

Assim como Aníbal, outros antigos clientes - a maioria moradores do Centro - visitam constantemente o local. O avô, Ângelo, depois de aposentado, também cultivou a rotina de “madrugar” no bairro Bom Fim para atravessar o parque Farroupilha (Redenção) até chegar à loja. Isso mesmo que a prática tenha lhe rendido dois assaltos no trajeto, quando já possuía mais de 65 anos de idade.

“Há muitos clientes tradicionais, o que nos coloca, às vezes, em situações um pouco tristes. Havia muitos clientes do tempo da antiga Matheus. Tem pessoas do Interior do Estado que se apresentam para contar suas lembranças do local”, comenta.

COMENTÁRIOS
Renata - 04/12/2013 - 18h30
Este lugar é horrível! Lanches gordurosos e mal feitos; atendimento desqualificado; falta de higienização; climatização terrível; preços totalmente desproporcionais com que é oferecido. O lugar é frequentado por diversas pessoas em virtude da falta de grandes opções perto. Inclusive já ouvi pessoas falando que vão lá porque não tem outra confeitaria tão perto que sirva café da manhã. Nossa quem fez essa matéria foi ao estabelecimento? Num dia quente de verão? No horário do "pico"? Acho que não.

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