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INFRAESTRUTURA Notícia da edição impressa de 12/08/2013

Sem estrutura, EGR é criticada por prefeitos

Empresa Gaúcha de Rodovias recorre aos municípios para garantir atendimento aos usuários nas estradas estaduais

Jimmy Azevedo

JOÃO MATTOS/JC
Após assumir polos do Daer e das concessionárias privadas, EGR opera com deficiências
Após assumir polos do Daer e das concessionárias privadas, EGR opera com deficiências

Há exatos dois meses administrando seis praças de pedágio no Rio Grande do Sul, a Empresa Gaúcha de Rodovias - que assumiu as rodovias a partir do encerramento dos contratos de concessão a empresas da iniciativa privada - é alvo de críticas pela maioria dos prefeitos ouvidos pelo Jornal do Comércio. Com a falta de guinchos, ambulâncias, retroescavadeiras e outros maquinários para garantir o atendimento aos motoristas e a trafegabilidade nas rodovias, a empresa criada pelo governo Tarso Genro (PT) ainda não dispõe do total da sua operacionalidade. Para os gestores, a redução da tarifa não veio acompanhada de um atendimento mais qualificado aos motoristas.

“Melhorou em função da redução do valor, mas por outro lado piorou, não temos nem guincho. Dia destes, o Batalhão Rodoviário veio até a prefeitura pedindo que a gente emprestasse máquinas para desobstruir a rodovia no caso de acidentes e queda de barreira. Eu não aceitei, porque não é da competência do município”, revelou o prefeito de Boa Vista do Sul, Aloisio Rissi (PMDB), que reivindica a construção do trevo de acesso à cidade da Serra gaúcha.

Na Serra gaúcha, onde por décadas as comunidades pediram o fim das praças, a crítica, agora, é contra a Empresa Gaúcha de Rodovias. “Só aumentou o serviço, pois hoje somos nós que cedemos ambulâncias para o atendimento dos feridos na rodovia. A EGR não tem estrutura, embora o governo já tenha feito uma operação tapa-buracos. A reivindicação específica da comunidade é que se retire a praça de pedágio”, afirma Lídio Scortegagna (PMDB), prefeito de Flores da Cunha.

O prefeito de Venâncio Aires, Airton Artus (PDT), critica a gestão petista à frente do Palácio Piratini. Artus disse que não houve modificação com a chegada da EGR. “A manutenção está razoável, mas não melhorou em nada a ERS-287. Eu estou preocupado, não está muito claro como serão as regras de atendimento, os custos para o município. Ganhávamos R$ 70 mil de ISS (Imposto Sobre Serviços), mas agora não vamos mais receber da Secretaria Estadual da Fazenda. A comunicação com o governo do Estado é muito difícil, então, nós estamos aguardando. Espero que não tenha trocado seis por meia dúzia”, criticou o prefeito ao se referir ao governo Yeda Crusius (PSDB).

Já em Encantado, no alto do Vale do Taquari, a comunidade pleiteia há longa data o fim do pedágio. Para o prefeito Paulo Costi (PP), ainda é uma incógnita quais os benefícios que serão alcançados com a administração pública da praça. “O que eu sinto da população é apenas o entendimento de que o valor da tarifa baixou. Não temos ainda a noção do que vai acontecer. Temos uma particularidade aqui, que é o fato dos moradores do bairro Palmas não pagarem o pedágio, pois ficam a três quilômetros da cidade, junto à ERS-130. A prefeitura esteve duas vezes na EGR e o que se percebe é que ainda não se tem o total domínio do sistema. No tempo da Sulvias, existia o sistema de atendimento na rodovia, como guincho”, lembra o prefeito. A tarifa anterior em Encantado era de R$ 7,00, agora é de R$ 5,20.

Em Candelária, na região do Vale do Rio Pardo, o prefeito questiona a falta de estrutura da praça de pedágio. “Péssimo o serviço, pois não temos ambulância nem serviço de guincho. Em manutenção, a EGR é zero”, criticou o prefeito Paulo Butzge (PMDB), que cobra a EGR sobre o repasse do Imposto Sobre Serviços.

Rodovias que eram administradas pelo Daer também têm problemas

Em fevereiro deste ano, a EGR já havia assumido os pedágios comunitário de Campo Bom, Coxilha e Portão, antes administrados pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). O prefeito de Campo Bom, Faisal Karam (PMDB), disse que a chegada da EGR na praça localizada na ERS-239 não trouxe melhoria alguma. “A estrada continua com os mesmos problemas, como falta de iluminação e buracos”, reclama.

No balanço da prefeita de Portão, Maria Odete Rigon (PMDB), a comunicação com servidores da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) é bem melhor do que a estabelecida com os servidores do Daer na ERS-122. “Melhorou bastante, eles ficam em contato permanente com a gente. A comunidade solicitou placas de sinalização, e a empresa já está colocando. Antes a gente não tinha com quem conversar”, elogiou a prefeita, reiterando que, por enquanto, é o Executivo municipal que disponibiliza ambulância e algumas máquinas para reparos na estrada.

Em Coxilha, no Norte gaúcho, o governo assumiu a praça de pedágio na ERS-135. O prefeito, Júlio Mesquita Ceni (PPS), disse que não houve grandes mudanças para melhor ou para pior. No entanto, ressaltou que a convivência com os funcionários da EGR é tranquila. “Às vezes, a ambulância do município socorre o pedágio. Mas a ajuda é mútua, firmamos uma parceria. A única coisa que solicitamos ao governo é a colocação de uma lombada eletrônica próximo à entrada do município”, cobra.

‘Serviço será melhor até setembro’, garante Bertotto

O governo do Estado está fechando uma série de acordos e contratos para melhorar o atendimento nas rodovias estaduais administradas pela Empresa Gaúcha de Rodovias nos últimos dois meses. Com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros as parcerias devem começar em setembro. “Teremos guinchos, bombeiros e ambulâncias em todas as rodovias. Com o Detran, estamos fechando uma parceria para a disponibilização dos guinchos. Hoje, estamos com operações tapa-buraco em todas as rodovias”, informou Luiz Carlos Bertotto, presidente da EGR.

Sobre a falta de repasse do Imposto Sobre Serviço a alguns municípios gaúchos, Bertotto explicou que aguarda apenas o posicionamento da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Secretaria de Infrastrutura e Logística (Seinfra) sobre a autonomia da EGR para repassar os valores. “Os recursos estão reservados e serão liberados quando a PGE der seu parecer”, concluiu. A EGR é responsável pelas praças de Coxilha, Campo Bom, Portão, Flores da Cunha, Encantado, Boa Vista do Sul, Cruzeiro do Sul, Venâncio Aires e Candelária, totalizando cerca de 600 quilômetros de estradas. As praças de Viamão e Santo Antônio da Patrulha, na Região Metropolitana, e o Polo de Gramado serão assumidos a partir do dia 30 de dezembro, quando termina o contrato das concessionárias privadas que recorreram ao Judiciário.

No dia 19 de agosto, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão, promove um debate com a comunidade de Viamão para discutir a futura administração da EGR. Em julho, a direção da empresa aprovou a criação dos oito Conselhos Comunitários, que, em parceria com a direção da EGR, vão decidir como e onde serão investidos os recursos dos pedágios. As tarifas da EGR são cerca de 30% mais baratas que as cobradas pela iniciativa privada.

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