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artes visuais Notícia da edição impressa de 02/07/2013

Túlio Pinto, construtor de ideias

Michele Rolim

MARCO QUINTANA/JC
Túlio Pinto inaugura exposição no Santander Cultural
Túlio Pinto inaugura exposição no Santander Cultural

Apesar de integrar o projeto RS Contemporâneo - voltado a artistas emergentes do Rio Grande do Sul -, Túlio Pinto, 38 anos, já é conhecido do público de artes visuais. Ele inaugura hoje, para convidados, a exposição De territórios, abismos e intenções às 19h, no Santander Cultural (Sete de Setembro, 1028), com curadoria da pernambucana Carissa Diniz.

O artista, que nasceu em Brasília e adotou o Rio Grande do Sul, é um dos fundadores do Atelier Subterrânea - espaço independente de artes visuais de Porto Alegre. De alguns anos para cá, sua produção deu um boom - diversos projetos surgiram e se concretizaram. Muitos ainda estão por vir.

Recentemente, Túlio retornou do Rio Grande do Norte, onde desenvolveu o projeto CEP - Corpo, espaço e percurso, no qual empreendeu uma caminhada de vinte dias pelo interior do estado trabalhando questões como geografia, territórios e fronteiras. O embrião deste audacioso projeto foi um trabalho anterior chamado Transposição (2012), no qual ele habitou a Praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre, transportando tijolos do local até a Casa de Cultura Mario Quintana.

As obras de Túlio são uma construção permanente. Existem características que estão sempre presentes nos seus trabalhos. “As coisas já têm seu potencial escultórico. Sou muito mais um articulador, já que repotencializo esta força inerente a elas, colocando em evidência essas aproximações e anulações que são geradas”, explica Túlio.

A produção do artista gira em torno do conceito de efemeridade e transformação, nas quais são exploradas as características dos materiais (por vezes, é seu próprio corpo). Na espinha dorsal de sua arte está a escultura - caso dos três trabalhos que compõem a mostra do Santander.

Na obra Territórios há inversão da posição do tampo de vidro de uma mesa, que é sustentada pela inclinação e distanciamento das cadeiras que ali estão. A relação sugerida pelo artista é de territórios. “As fronteiras, com algumas exceções, são invisíveis, pois geograficamente não existem. São criadas por nós”, comenta. Para ele, o vidro traz essa presença-ausência, pois ele está presente ao mesmo tempo em que é transparente. “Ele flerta com a ausência, mas tem peso, você consegue se ver, mas não consegue atravessar”, completa.

No centro da galeria está a escultura Abismos, na qual duas peças frágeis são montadas na borda de uma grande mesa, em um equilíbrio preciso, porém inseguro. “Os dois são trabalhos que tratam de uma equação equilibrada, tendendo a sair do trilho e a entrar em colapso”, afirma.

Em outra ponta está a instalação Intenções, uma espécie de ampulheta. Uma estrutura vertical balizada por um saco de grãos que, ao ir se esvaziando, altera a ordem de seu entorno. Caraterística de muitos trabalhos de Túlio: eles se tornam acontecimentos, pois estão em processo ao longo do período exposto. Também integra a mostra a escultura pequena Linha de terra 2, na qual um cubo de aço está apoiado no chão pelo vértice com uma lâmina de vidro o atravessa - forma, assim, um tripé.

Além das esculturas, dois desenhos estão na exposição. “Faço os desenhos a partir do trabalho pronto, de certa forma há uma inversão. O desenho não é um projeto, e sim uma observação do que está no mundo”, conclui o artista. Os trabalhos de Túlio vão além das tensões e articulações aplicadas entre os materiais. “São metáforas da vida, são releituras das negociações que temos que fazer o tempo inteiro”, reflete o artista. Para a curadora Clarissa Diniz, crítica de arte e autora de diversos livros, “o trabalho de Túlio se faz no território-linha que tensiona e conecta essas intenções aparentemente distintas”. Um construtor de ideias que utiliza o espaço como meio de materialização da arte.

De territórios, abismos e intenções
de Túlio Pinto
•No Santander Cultural (Sete de Setembro, 1.028).
•Visitação de terças a sábados, das 10h às 19h, e domingos e feriados, das 13h às 19h, até o dia 4 de agosto. A entrada é franca.

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