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artigo Notícia da edição impressa de 27/06/2013

Rússia, o passado sempre presente

João Roberto A. Neves

O presidente russo, Vladimir Putin, restabeleceu no dia 1 de maio uma antiga tradição do período soviético: uma medalha criada por Stálin para homenagear trabalhadores. Foram condecoradas cinco pessoas com o título de Herói do Trabalho, ao tempo da URSS chamada de Herói do Trabalho Socialista. O passado continua latente nas entranhas do poder. Afinal, conforme Marx e Engels de A Ideologia Alemã, as ideias e os hábitos das classes dominantes transformam-se em hegemonia e caráter nacional, que amalgama o subjetivo e o objetivo. Há 1,1 mil anos, quando começou a Rússia moderna, surgia o embrião de uma mente coletiva passiva e acrítica. A versão moderna do velho conceito de “ideia russa” (ideinost) remonta ao século XIX e já era constatada em uma revista dirigida por Fiodor Dostoievski, que falava do lado sombrio de São Petersburgo, onde o sol era diferente. E o astro-rei continua igual ao tempo dos czares, com seu esteio no conceito secular que define a identidade russa como síntese da tríade ortodoxia/czar/povaréu.

Com efeito, a conservação de laços com o passado, feita pelo embalsamamento do homo sovieticus, produziu um parlamento que funciona como apêndice de uma presidência forte. A ideologia marxista-leninista, com seu sistema de planejamento central em detrimento de uma economia de mercado, que ainda forma o alicerce da vida política, econômica e social do país, continua viva nos nostálgicos do Éden soviético, que não encontraram um novel caminho, como bem analisado pela cientista política Lilia Shevtsova: “Após a queda do comunismo, a Rússia deparou com um desafio que nenhum outro Estado do mundo teve de enfrentar. Não somente devia abandonar a visão de si mesma como polo de uma civilização alternativa, com suas esferas de influência e territórios integrados, como também modificar radicalmente os princípios que organizavam o Estado e a sociedade”. Petr Stolypin, que reprimiu o movimento revolucionário de 1905 e foi mentor de reformas inalcançadas, está redivivo em Putin. Esse ministro de Nicolau II declarou para a Duma em 1907: “Senhores, não precisamos de grandes mudanças, mas de uma grande Rússia”.

Advogado

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