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show Notícia da edição impressa de 20/06/2013

Gabriel o Pensador, entre a música e a literatura

Ricardo Gruner

RAMON MOREIRA/DIVULGAÇÃO/JC
Após polêmica com feira do livro, no ano passado, Gabriel o Pensador se apresenta no Opinião
Após polêmica com feira do livro, no ano passado, Gabriel o Pensador se apresenta no Opinião

“Dá para notar que me empolgo até para dar entrevista”, diverte-se Gabriel o Pensador, a respeito da fase de sua carreira. Após um hiato de sete anos, o artista voltou a lançar um álbum comercial, Sem crise, o qual divulga nesta noite em Porto Alegre. Com ingressos entre R$ 40,00 e R$ 60,00, o rapper sobe ao palco do Opinião (José do Patrocínio, 834) em show marcado para as 23h.

Homem das palavras, Gabriel deixou a música um pouco de lado para dedicar-se a outros projetos e, em 2006, quando seu livro infantil Um garoto chamado Roberto (Cosac Naify) recebeu o prêmio Jabuti, os compromissos com o meio literário aumentaram. Nesse período, ainda chegou a iniciar um disco para crianças (ainda semi-inédito) e esteve envolvido com projetos relacionados ao futebol. Então, ocorreu o episódio da Feira do Livro de Bento Gonçalves, no ano passado, e tudo mudou.

Na ocasião, o cachê (R$ 170 mil) que receberia foi contestado e causou revolta de escritores. “Foi mal explicado”, relembra ele. “Era um pacote com show com valor dentro do mercado, até abaixo de outros que estamos fazendo, venda dos livros com o mesmo preço que em outros eventos, palestra sem cachê e mais passagens e hospedagens.” Como resultado da polêmica, rejeitou o montante e manteve-se apenas como patrono, sem pagamento. Hoje, vê o caso como página virada e até como um agente catalisador para o lançamento de Sem crise.

Motivado por esses acontecimentos, ele escreveu e gravou Linhas tortas, um desabafo em que fala sobre o que faz para viver: escrever e cantar. Segundo o artista, foi o bastante para impulsionar a finalização do disco e consequentemente dar um novo gás a suas apresentações: “Não tem aquele cansaço, como se eu estivesse lançando um trabalho por ano. Estou me arrepiando, literalmente, no braço mesmo, mais de uma vez por show”, conta.

Com quinze faixas, o álbum traz ainda uma série de convidados especiais e mistura de sonoridades. A ideia inicial era contemplar ritmos brasileiros, trazendo uma música gaúcha e outra mineira, por exemplo. Nesse contexto, surgiram parcerias com Afroreggae (Pimenta e sal) e Carlinhos Brown (Foi não foi), mas depois ainda surgiram parcerias com Nando Reis (Boca com boca), Cone Crew Diretoria (No ritmo, no tempo) e Rogério Flausino (Brilho cego) - além do aproveitamento de uma gravação com Jorge Benjor (Surfista solitário).

Para Gabriel, essas últimas contribuições fugiram da proposta inicial e vieram ao acaso, mas auxiliam a acabar com o eventual pensamento de que rap é apenas texto. “A princípio, parece tudo muito racional, né? Mas a música, seja rap, reggae, rock ou samba, é muita emoção”, lembra ele, frisando que não sabe tocar nenhum instrumento. 

Mesmo assim, durante as gravações dos instrumentos, o artista gosta de ficar em estúdio junto aos músicos, ajudando na escolha de timbres - mas sem ser nenhum tipo de ditador. É desde modo, deixando seus colaboradores livres para criar e opinar, que podem surgir hits, a exemplo de Astronauta (do álbum Nádegas a declarar), cuja mudança de formato foi sugerida por Lulu Santos, que recomendava a entrada de um refrão.

Da mesma maneira, o compositor destaca o solo vocal como um dos diferenciais de Pra onde vai (de Quebra-cabeças), sobre um garoto que morreu. Segundo Gabriel, tudo é realizado para poder atingir as pessoas - seja em Surfista solitário, uma faixa leve, ou em Até quando? (de Seja você mesmo [mas não seja sempre o mesmo]), de protesto.  “Aprendi muito ao longo da carreira, e, por incrível que pareça hoje me considero mais músico do que escritor”, sentencia.

Entretanto, a julgar pelos últimos anos, o futuro de Gabriel o Pensador reserva espaço para as duas atividades. Além de ter já engatilhado o projeto de música para crianças (do qual divulgou apenas quatro músicas), o artista tem mais um livro infantil, Nada demais, em parceria com Laura Malin, a ser publicado.

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