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Cultura Notícia da edição impressa de 17/06/2013

Eva Sopher, pequena gigante

Adriano Pinzon Garcia

LIEGE FREITAS/DIVULGAÇÃO/JC
Concerto celebra os 90 anos de Eva Sopher, que há quatro décadas luta pelo Theatro São Pedro
Concerto celebra os 90 anos de Eva Sopher, que há quatro décadas luta pelo Theatro São Pedro

Uma das mais conhecidas figuras da cena cultural do Estado está de aniversário amanhã. Eva Sopher, prestes a completar 90 anos, será a ilustre homenageada em concerto da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro hoje à noite, às 21h. Com regência de Antônio Borges-Cunha, o repertório conta com Mozart (Sinfonia nº 1, K 16 e Rondó em Lá Maior para piano e orquestra, K 386, obra da maturidade do compositor) e Antonio Salieri (Sinfonia veneziana e o Concerto para piano em Dó Maior). “São as músicas com as quais eu me criei, ainda pequena na Alemanha”, afirma dona Eva. Os ingressos, à venda na bilheteria do teatro, custam entre R$ 20,00 e R$ 60,00.

Além de marcar a data do aniversário de dona Eva, o mês de junho também dá espaço ao próprio São Pedro, que completa 155 anos. As histórias de ambos se confundem. Já são 53 anos de dedicação ao teatro. “Foi amor à primeira vista, porque depois eu nunca mais deixei o Theatro São Pedro”, conta ela que, em março de 1960 começou a trazer artistas pelo Pro Arte, instituição que integrava na época. Anos depois, os problemas físicos do teatro começaram a surgir. Ou melhor, a desabar. “Em 1971, lembro que uma solista coreana se apresentava no palco e um pedaço do assoalho caiu muito próximo a ela”, relembra. Na mesma temporada, um outro pedaço despencou no palco. Logo depois, o teatro foi fechado.

O convite para tomar conta do São Pedro veio em 1975. Dona Eva não queria assumir a bronca, mas um aviso do marido a fez mudar de ideia. “Ele disse ‘Se você não aceitar, demolirão o teatro, a mesma coisa que fizeram com o Edifício Gêmeo”, avisou. O prédio em questão, derrubado em 1950, era semelhante ao São Pedro e sediava o Tribunal de Justiça. “Ou seja, se hoje o teatro existe não é por causa de mim, e sim pelo meu marido que falou isso”, explica Eva Sopher, se referindo ao falecido companheiro Wolf Klaus Sopher. Depois de pegar as rédeas, o local foi reaberto após nove anos de reformas.

Hoje, o São Pedro antigo espera o término do vizinho - e moderno - Multipalco, um complexo cultural com palcos, salas de ensaio, restaurante, entre outros espaços. Alguns ambientes já foram inaugurados, mas, segundo ela, não há previsão concreta para a conclusão definitiva. “Porto Alegre será, provavelmente, a única cidade no mundo que, em uma área central, um centenário teatro terá ao lado um complexo cultural”, projeta.

Apesar da idade, ela não deixa o São Pedro de lado. Sempre que possível está por perto, vai a espetáculos e recepciona convidados na porta do teatro. “A idade para mim não é um empecilho, pois eu respiro isso. Existem pessoas de 30 e 40 anos que já são idosas”, avisa a sorridente “dona de casa do São Pedro”. O carinho que recebe de atores, funcionários e pessoas da comunidade também a ajuda a seguir em frente. “Essa recepção calorosa que tenho é um combustível para a vida”, explica ela que, minutos antes da entrevista, almoçava com a atriz - e admiradora - Irene Ravache. Outro que também a admira é Beto Herrmann, que está produzindo um musical sobre ela.

Mas depois de tantos anos de serviço, será que dona Eva já pensou em aposentadoria? “Eu já sou aposentada. Eu recebo por isso”, brinca ela, que segundos depois foge da brincadeira e sentencia: “Parar é morrer”. Sobre um sucessor, diz que todos os profissionais que trabalham com ela são muito bem capacitados para assumir o seu lugar. A plateia espera que isso ainda demore um bom tempo.

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