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Histórias do Comércio e dos Serviços Notícia da edição impressa de 10/06/2013

Andreazza ruma ao centenário driblando as adversidades

Com 94 anos, comércio de bazar e ferragens adapta-se aos novos tempos para manter--se forte no mercado

Roberto Hunoff

GILMAR GOMES/DIVULGAÇÃO/JC
David ainda se envolve com a rotina da loja
David ainda se envolve com a rotina da loja

A loja Luiz Andreazza Ferragens e Bazar é uma referência histórica no comércio varejista de Caxias do Sul e da região Nordeste do Estado. São 94 anos de existência, administrados sempre pela família, com a passagem do comando de pai para filho. Funcionou desde o início como um armazém, com grande oferta de produtos para atender às diferentes necessidades dos seus clientes, a maioria agricultores. Ainda hoje é assim. Com a diferença de que, agora, os clientes são quase todos urbanos. O espaço de 350 m2 tem duas áreas bem distintas: uma com itens de bazar; a outra é a de ferragens, mantendo os conceitos que fizeram da loja uma das mais requisitadas da cidade.

Não fosse a confiança nos proprietários, certamente os clientes não deixariam sob seus cuidados recursos financeiros como se ali fosse uma instituição financeira. “As pessoas desconfiavam dos bancos e, por isso, aplicavam o dinheiro na loja, que pagava juros”, recorda o comerciante David Andreazza, mais de oito décadas de vida e seis delas dedicadas à empresa, que herdou de seu pai, Luiz Andreazza. Ainda hoje, David frequenta regularmente o estabelecimento, dá opiniões, conta histórias e relembra o passado. Mas o negócio é tocado pelo filho André.

A fundação da loja é anterior a 1919. Ela teve origem em Fioravante Zatti, um empresário do setor madeireiro, que resolveu passar o negócio adiante. Encontrou o comprador em seu funcionário Luiz Andreazza, então com 20 anos, que teve a ajuda financeira do pai, Davide, marceneiro e madeireiro, para adquirir a loja, então uma estrutura de madeira. “Vendia-se de tudo: ferragens, tecidos, secos e molhados. E o pagamento pelos agricultores era feito sempre com o dinheiro da safra seguinte”, recorda David, que entrou na empresa com 20 anos.

O crescimento econômico da cidade impulsionou a expansão da Luiz Andreazza, que abriu filiais em Vila Oliva, distrito de Caxias do Sul, e em Vacaria. No comércio local, era reconhecida como a mais representativa. Durante muitos anos, David dividiu a sociedade com o irmão Júlio. Outro irmão, Ely, seguiu a Medicina, e a única irmã não teve participação no negócio.

Mas problemas também fizeram parte dessa história quase centenária. Em 1940, o prédio da empresa foi totalmente destruído por um incêndio. Além dos produtos e do prédio, o fogo consumiu o dinheiro dos agricultores que estava depositado nos cofres, onde também eram guardadas munições das armas vendidas na loja. “Perdemos tudo. Tivemos de fechar as filiais e abrir mão de patrimônio para honrar os compromissos”, recorda David.

Crise contornada, e com crédito junto ao sistema financeiro, a Luiz Andreazza avançou para outra fase, que se iniciou com a construção de novo prédio, onde hoje está localizada desde 1950. A loja ocupa o térreo, e nos andares superiores foram construídos apartamentos para os familiares. No subterrâneo, há espaço para depósito.

Os desafios do momento

Engenheiro mecânico por formação, André Andreazza entrou na empresa em 1985 para ajudar o pai, com quem divide a operação. Na sociedade ainda estão a esposa de David e mais dois filhos, mas que não exercem atividades. Atualmente com 13 funcionários, a Luiz Andreazza mudou radicalmente o seu perfil original. “Precisamos nos adaptar à nova realidade do mercado”, explica André. Mais de 70% da receita atual, índice que tende a crescer com o passar dos anos, tem origem nos produtos de bazar, com destaque para itens de decoração para o lar. Mais de 80% desses produtos são importados. “Relutamos muito, mas fomos vencidos pelo mercado, que quer produtos mais baratos”, admite o empresário.

A queda da participação do segmento de ferragens no negócio se deve, principalmente, ao surgimento de pequenos concorrentes nos bairros e da oferta desses itens nos supermercados. “Continuamos com o atendimento diferenciado, com grande variedade de produtos e prestação de serviços, como colocar o cabo nas ferramentas, a fim de fidelizar o cliente. Mas é uma concorrência difícil e até desleal, porque os supermercados trabalham sete dias por semana e têm estrutura financeira para garantir preços menores. Vamos resistindo enquanto é possível”, resigna-se.

Diante do cenário, os empreendedores não pretendem ampliar a Luiz Andreazza. Segundo André, o fundamental é garantir a continuidade. Mas também sobre isso pairam dúvidas. Sua única filha seguirá a Medicina, e os filhos dos irmãos ainda não se manifestaram. Por enquanto, André e David vão conduzindo e adaptando o negócio aos novos tempos.

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